12 milhões é o número de sobreviventes de cancro em toda a Europa. Entre outros fatores, está desde logo um diagnóstico mais precoce e uma melhoria das terapias. No entanto, sabemos hoje que existe uma maior percentagem de pessoas diagnosticadas com cancro e constitui-se como a primeira causa de morte no país. Existe, pois, mais casos de cancro, mas também há mais casos de sobreviventes. E é destes sobreviventes que agora importa falar.
A doença oncológica provoca não só graves alterações físicas, como emocionais e psicológicas (medo, incertezas, stress, ansiedade, irritabilidade), sendo que melhores níveis de resiliência estão associados a menores riscos de desenvolver quadros psicológicos instáveis. De resiliência falamos da capacidade psicológica que um indivíduo poderá ter para superar as adversidades que estará a enfrentar na sua vida. Contrariamente à física, na psicologia os indivíduos poderão não voltar à sua forma original, sendo que a diferença nem sempre é negativa. Normalmente, a diferença é bastante meritória.
As evidências científicas mostram-nos que pessoas mais resilientes são pessoas mais empoderadas, mais fortalecidas, munem-se de maior conhecimento sobre a sua situação
atual. Compreendem que as mudanças fazem parte da vida, constroem uma rede de suporte familiar e social importantes para o seu bem-estar diário e equilíbrio emocional. A ajuda profissional, em outras tantas situações, parece relevante na medida em que o profissional conduzirá um conjunto de estratégias que o ajudarão a construir um caminho mais positivo e ressignificado.
Se já se reviu nesta problemática e/ou conhece alguém nesta situação, o que fez hoje para ser mais resiliente/ajudar o outro no seu processo de resiliência?
Catarina Carvalho
Psicóloga













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