Carlos Barbosa, 23 anos, cantor, bailarino e ator
Embora ainda jovem (23 anos de idade) Carlos Barbosa já tem um percurso muito grande nas artes. São poucos os que conseguem tanta versatilidade, pois este lousadense domina muito bem quase todas as artes do palco. E a vida não se proporcionou para que seguisse uma carreira académica, nunca teve formação especializada, mas ainda assim sobressai no teatro, na dança e no canto sem que essa falta seja notada. Nesta entrevista fala dos seus sonhos. Lousada começa a ser pequena para tanto desejo de crescer.
Muito se pode esperar deste artista multifacetado. Para Carlos Barbosa, “o mundo das artes começou para mim no Brasil, quando me convidaram para cantar na igreja. A partir desse dia tornei-me salmista tirando o curso do mesmo ainda no Brasil”.
Já de regresso a Portugal, decidiu dar continuidade aos salmos e entrou no coro da igreja de Figueiras. É daí o primeiro vídeo que está disponível com ele a cantar. “Esse vídeo levou-me a ser convidado para cantar num evento de movimento sénior, onde me viu o presidente da Junta de Nespereira, que me convidou para cantar na feira de antiguidades da freguesia em 2016”, descreve. A partir desse momento foi recebendo convites para cantar em diversos lugares.
Além do canto, a dança e o teatro são artes que pratica com igual destaque. “No teatro, comecei na escola, a pedido de uma amiga por ter vergonha de ir sozinha, durante os ensaio da peça falaram-me de um grupo de teatro existente cá em Lousada e perguntaram se queria experimentar e assim o fiz, após ter ingressado descobri o que gostava de fazer”, explica Carlos Barbosa.

Na dança, sempre foi algo que quis muito experimentar a um nível de espetáculo para público. “Tomei coragem e decidi experimentar uma aula, daí em diante nunca me cansei de dançar”, revela.
Anteriormente dizia que não conseguia escolher uma e que gostava de todas as áreas artísticas de forma igual, “mas acredito que a dança para mim é a que mais me cativa”, revela o artista. E explica que isso acontece “não só por me deixar expressar o que sinto de diversas formas, como também pelo simples facto de haver muito preconceito especialmente para bailarinos acima do peso, acham que vão ser mais contidos ou que não vão se destacar tanto, o que no meu caso sai sempre ao contrário. O que me cativa é ver a expressão das pessoas quando começo a dançar porque não esperam que me mexa tanto”, afirma.
Embora tenha algumas experiências fora de Lousada, é aqui que desenvolve a maior parte da sua atividade. Mas a ida para outra localidade ou país é algo que acontece a muitos artistas como ele. “Não diria que em Lousada há oportunidades suficientes, mas que são um bom começo. Há muitas oportunidades aqui e cabe-nos a nós, artistas pequenos, saber aproveitá-las pois acredito que é daí que sai o reconhecimento e outras oportunidades”, declara o jovem. Acrescenta que “o que falta às artes é reconhecimento e credibilidade, é pararem de achar que é só um hobbie ou que «com o tempo ele desiste dessa ideia» e é preciso acabar com o mito de que a arte não põe comida na mesa. Se continuarmos com esse tipo de mentalidades, não vai mesmo”. Não é fácil e Carlos reconhece isso, mas é possível, sobretudo se houver apoio. “Há pessoas que querem fazer disto vida e fica difícil quando à nossa volta tudo nos puxa para baixo”, exclama.
De tudo o que já fez no mundo das artes, destaca de forma surpreendente os seguintes eventos: “o que mais me maravilhou foi cantar num casamento. Ou quando me convidaram para ir cantar em espetáculos no Porto e um muito especial que guardo com muito carinho foi cantar uma música autoral no velório de uma amiga a pedido das filhas da mesma”.
Neste momento pertence à banda “Songs & Dreams”, de Figueiras, que atuou recentemente na romaria da Senhora Aparecida. Nesse grupo, Carlos Barbosa é vocalista. Ao mesmo tempo é ator no Genoa, um grupo de Paredes.
Um projeto que o está “a motivar muito” é a criação de músicas próprias, que pretende gravar em estúdio profissional. De sonhos e objetivos cheios, assim vai Carlos Barbosa, um lousadense de 23 anos, com uma carreira muito promissora no mundo das artes.














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