Era tudo tão claro, tão leve, tão puro
Na pele de criança, eu via um futuro.
Não havia espelhos que me fizessem chorar
Nem curvas estranhas para ter de consertar.
Os dias passavam sem medo ou repreensão
O corpo era apenas uma aventura;
Subia árvores, saltava no chão
Sem perceber que um dia viria a minha própria prisão.
Hoje, o espelho é um campo de batalha
Onde luto entre formas que o olhar me atrapalha.
A criança em mim não sabia o que era,
Mas vivia sem filtros, de forma sincera.
Tudo era melhor antes, é verdade cruel!
Agora, o peso recai como um véu.
O corpo mudou e com ele o olhar,
Mas há uma parte em mim que ainda quer sonhar.
Se ao menos voltasse aquele estado de ser
Onde o corpo não era algo a temer
Talvez encontrasse a minha paz do passado
E no reflexo, o que é meu, recuperado!
Beatriz Silva 9.º C
Agrupamento de Escolas Lousada Oeste














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