CHEFE PAULO MOREIRA DIZ QUE É PRIORIDADE
“Existe ainda muita gente na nossa Vila de Lousada e porque não dizer no Mundo, que ainda não tem presente o quanto o Corpo Nacional de Escutas (CNE) faz pelos jovens; estou certo que o Mundo não seria o mesmo sem os nosso Escuteiros. Somos e continuaremos a ser a diferença nos dias de hoje, pois trabalhamos áreas fundamentais para os homens e mulheres de amanhã”, diz Paulo Moreira, chefe do Agrupamento 1253, dos Escuteiros de Silvares. Este grupo de escuteiros continua, desde há vários anos, em busca de uma sede própria.
Este Agrupamento 1253, de Silvares, tem 23 Anos de existência e conta com cerca de 65 elementos divididos por 4 secções, sendo os Lobitos dos 6 anos aos 10 (cerca de 12 elementos), os Exploradores dos 10 aos 14 anos (16 elementos), Pioneiros dos 14 aos 18 anos (14 elementos) e Caminheiros dos 18 aos 23 anos (6 elementos) e Dirigentes cerca de 14 no ativo. O caminho desta coletividade tem alguns percalços e dificuldades: “desde logo, pela falta de conhecimento da população em entender o que é o Escutismo; e sentimos dificuldades financeiras, pois não temos qualquer tipo de ajuda financeira por parte da população e vivemos de alguns mecenas que vão colaborando com o Agrupamento, pois temos orçamentos anuais na ordem dos 15 a 20 mil euros”.
A 22 de fevereiro celebrou-se o nascimento de Baden Powell, o fundador do escutismo mundial e o Agrupamento 1253 (Silvares) assinalou a data com um Rally Paper, que é uma das atividades que desenvolvem durante o ano, “pois trata-se em nosso entender, de uma das formas dos jovens se divertirem ao mesmo tempo que conhecem e partilham momentos em bando, em patrulha, em equipas e clãs”. Um dos pontos de paragem dessa iniciativa foi o jornal O Louzadense, que “foi um dos pontos escolhidos pela Direção do Agrupamento para que os jovens tenham presente, o que é o Louzadense e o serviço que presta à comunidade”, referiu o dirigente.
Para o futuro “há várias atividades definidas previamente para este Ano Escutista que iniciou em Setembro até Julho, entre as quais o Centenário do CNE, na Junta Regional do Porto, pois celebramos 100 anos. Iniciamos esta data tão significativa a 5 de Fevereiro, na Sé do Porto, onde foi apresentado um livro com a história do CNE Porto”. Outra atividade importante para o Agrupamento, “é a participação no São Jorge que todos anos celebramos, este ano vai ser em Matosinhos, e onde o nosso Agrupamento vai estar com todas as secções no próximo dia 25 de Abril”. O dirigente destaca de igual modo o Acampamento da Junta Regional do Porto, “onde vão estar quase a totalidade dos Agrupamentos sendo esperados cerca de 7.500 participantes”.
Tendo em conta que o escutismo aplica muita Disciplina como estão os jovens hoje em dia, de um modo geral? A esta questão, o dirigente responde que “temos uma máxima que é a seguinte: «Aos jovens se pedimos pouco, não dão nada, mas se somos exigentes e pedimos muito, eles dão tudo»… Acreditamos nas crianças e jovens de hoje, pelo que não temos duvidas do quanto são capazes. Como proferiu o Papa Francisco, nas Jornadas Mundiais da Juventude, em Lisboa, «Substituí os medos pelos sonhos, não sejais administradores de medos, mas empreendedores de sonhos» e é isso que nos move”, acrescentou.
“Temos consciência que as diversas distrações e ocupações que existem hoje no mundo e com o devido respeito pelas variadíssimas modalidades, muitas vezes, são mais atrativas e em algumas circunstancias possam numa primeira fase ser mais atrativas do que o Escutismo pois somos exigentes; no entanto, estamos convictos que os Jovens quando experimentam o Escutismo, não o deixam mais, pois no CNE os jovens para além de trabalharem o espírito coletivo, fazem amizades que nunca mais na vida deixam ou esquecem, tal como diz o nosso ditado: Escuteiro um dia, escuteiro para sempre”.
Já estiveram localizados em vários sítios e há muito que se fala de uma sede definitiva. “A nossa casa é uma das prioridades deste triénio, que iniciamos em Setembro de 2024, com a nova Direção. O nosso projeto a três anos tem como grande objetivo, conseguir em definitivo uma Sede onde possamos ter o nosso espaço, de preferência com espaço ao ar livre, para podermos trabalhar com os jovens a Natureza, a terra, algo que os jovens de hoje, infelizmente já não sabem fazer, pois a tecnologia como os telemóveis, televisão, computadores tomaram conta inconsciente ou conscientemente deles”.
E com esta resposta nos despedimos, com a saudação escutista, que consiste em erguer o braço direito, colocando o cotovelo perto do corpo e a respetiva mão à altura do rosto. Manter esticados e juntos os dedos indicador, médio e anelar, formando um “III”. O dedo mindinho dobra sobre a palma da mão e o dedo polegar encosta ao mindinho, por cima.














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