CAMADAS JOVENS DO APARECIDA FUTEBOL CLUBE
Dando seguimento ao trabalho de abordagem aos diferentes clubes do concelho com futebol jovem, que temos vindo a desenvolver em cada edição do nosso jornal, hoje damos destaque às camadas jovens do Aparecida. O coordenador técnico Carlos Gomes enaltece o desempenho do clube e dos pais, num projeto que envolve cerca de 200 jovens federados. O clube anseia por mais um campo sintético para melhor desempenhar o seu papel na formação.
Além daqueles atletas oficiais o Aparecida tem ainda cerca de 20 crianças que apenas realizam Encontros Lúdicos e que pertencem academia dos Aparecidinhas, nos escalões Sub-7 e Sub-6. No global das camadas jovens “temos todos os escalões possíveis, fazendo um total de doze equipas, desde os Sub-6 aos Sub-19”, refere o coordenador do clube. A maioria dos jogadores são da freguesia do Torno, “mas também temos muitos de outras freguesias dos concelhos de Lousada, Felgueiras, Amarante e Penafiel”.
A formação aparecidense é composta pelo Diretor da Entidade Formadora, que é o Pedro Sousa, depois tem o Coordenador Técnico, que é Carlos Gomes, em colaboração com Nelson Sousa, o Subcoordenador das equipas de competição.

Além destes, “temos um motorista, que realiza o transporte dos atletas para os treinos e também temos a ajuda de seis elementos que pertencem ao departamento médico, estando presentes nos treinos e jogos em casa”. Mas o staff não se fica por aqui. Há também a referir uma Psicóloga e uma Nutricionista, um repórter fotográfico nos jogos em casa e também uma gestora das redes sociais.
Uma estrutura tão grande implica dificuldades, a principal das quais é “a falta de espaços para a realização dos treinos de todas as equipas, incluindo a equipa dos Seniores, ou seja, são 13 equipas, que treinam em média cerca de três vezes por semana e temos de realizar uma articulação entre todos para conseguir encaixar tantos treinos. Neste momento necessitamos de mais um campo sintético para fazer frente às nossas necessidades”, referiu o coordenador Carlos Gomes.
Ao nível dos apoios, “o clube recebe uma pequena parcela anual por parte da Câmara Municipal de Lousada, mas que não é suficiente para cobrir todas as despesas, desde material para os treinos até ao pagamento aos especialistas da formação”, esclarece o dirigente. Por este motivo, “o clube cobra aos pais uma mensalidade para poder suportar com todas as despesas e poder dar as melhores condições possíveis e com a organização necessária, aos nossos atletas”, acrescenta.
Falando dos objetivos que norteiam esta secção, Carlos Gomes diz: “temos bem definidos os padrões das equipas e quais os objetivos para cada um dos escalões. Ou seja, dos Sub-6 aos Sub-12, pretendemos acima de tudo uma preparação para a aprendizagem do jogo e sem grande foco nos resultados e até porque nestes escalões não existem subidas nem descidas de divisão”.
Dos Sub-13 aos Sub-19, “já chamamos equipas de competição e a partir daqui o foco prende-se em preparar os atletas para o rendimento e tentar procurar conciliar a preparação deles com os melhores resultados que forem possíveis, de forma a poder dar um desenvolvimento mais aprimorado com competições mais intensas”, explica. Mas “claro que nunca descuramos os valores de crescimento, enquanto seres humanos”.

FALTA MAIS UM CAMPO SINTÉTICO
A projeção do futuro “passa pela evolução na aprendizagem, de forma a conseguirmos ter equipas mais competitivas e conseguir melhorar os plantéis das equipas de competição, de forma a conseguirmos lutar pelas subidas de divisão”, declara ao diretor aparecidense, que acalenta fortes expectativas no surgimento de mais um campo sintético. A nível de certificação, “estamos bem posicionados na Associação do Porto e pretendemos continuar com as três Estrelas de Certificação das Entidades Formadoras”. .
A equipa de Juniores está a ter um desempenho muito interessante e desempenha papel fundamental e “é muito importante, por ser a última etapa da formação de atletas no nosso clube, já chegamos a ter uma equipa de Sub-23, que ajudava neste processo de transição, mas por falta de espaços de treino tivemos de abdicar desta equipa”.
O clube tem apostado na passagem de 2 a 3 jogadores da formação, para a equipa dos Seniores, nestas últimas épocas. “Claro que é um processo de transição muito difícil, mas estamos orgulhosos da projeção que eles vão tendo. No futuro, queremos procurar, através da subida de divisão das equipas de competição, uma maior competitividade que permita mais intensidade e mais crescimento nos nossos futuros finalistas das camadas jovens”, afirma Carlos Gomes.













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