por | 9 Mai, 2025 | Associativismo, Cultura, Sociedade

Juventude dá grande impulso ao folclore

ASSOCIAÇÃO DE DANÇAS E CANTARES DE FIGUEIRAS E COVAS

Abril é um mês especial para o folclore, em Lousada. O tradicional festival de ranchos folclóricos no dia 25 de Abril marca o início da temporada anual destes grupos. Este ano, o setor parece estar muito animado, a julgar pela atividade nos diferentes conjuntos. Dos grupos existentes no concelho, apenas o de Caíde de Rei está inativo. Um dos mais recentes é o Grupo de Danças e Cantares de Figueiras e Covas, que no ano passado teve o excelente registo de 23 atuações..

Nos tempos que correm, a modernidade tem tendência para acabar com certas tradições. Por isso, podemos ser levados a pensar que o folclore está em risco. Não parece ser o que se passa no concelho de Lousada. Com exceção do rancho de Caíde de Rei, que está parado por falta de participantes, os restantes estão em atividade, embora uns mais que outros. O grupo das Lavradeiras do Vale do Sousa, de Romariz, é incansável. O grupo da Aparecida também se pauta por uma dinâmica considerável. Nas Ceifeirinhas do Rio Mesio, de Sousela, e no Rancho de Nogueira, tirando um ou outro interregno, têm também bastante prestígio. Em Nespereira, o antigo rancho Flores da Primavera parece estar a ser relançado. Esses são os mais antigos. Entre os mais recentes estão dois na união de freguesias de Figueiras e Covas. O rancho Sanjoanino é a reativação do agrupamento com o mesmo nome que existiu há décadas e entretanto esteve desaparecido. Um vizinho deste é o grupo de Danças e Cantares de Figueiras e Covas.

No passado dia 4 de abril reste rancho assinalou o terceiro aniversário, o qual foi devidamente comemorado no dia 6 com uma atuação. Não faltou animação, comes e bebes, num convívio que é sempre salutar e revigorante para uma coletividade.

“Fazemos um balanço extremamente positivo da nossa tão curta existência”, dizem os seus dirigentes. No ano passado “atingimos alguns objetivos importantes como por exemplo conseguimos trajar todos os elementos, tivemos atuações em festivais, festas populares, arraiais e festas particulares”.

É de destacar que organizaram em 2024 o primeiro festival luso galaico, “que foi um sucesso, onde oferecemos um verdadeiro banquete aos grupos presentes e restantes convidados, num total de cerca de 300 pessoas”. Consideram que todas as atuações e todos os eventos foram importantes, “mas o nosso festival foi um verdadeiro sucesso em todos os aspetos, muito elogiado por todos os que estiveram presentes, por esse motivo se tivermos que escolher apenas um ponto alto do ano, será esse”.

Manter um rancho a funcionar não é tarefa fácil. Entre as dificuldades está “a falta de transporte para as atuações e a falta de uma sede própria”. Para atenuar as dificuldades, contam com alguns apoios: “a Câmara Municipal têm nos apoiado sempre que pode com o transporte, mas devido ao elevado número de atuações que temos torna-se insuficiente. E temos o apoio incondicional da população, a quem agradecemos profundamente”.

Para 2025 querem realizar novamente o seu festival, mas reconhecem que “a fasquia está bastante alta devido ao que foi realizado no ano passado”.

Outros desejos estão na lista desta coletividade de Danças e Cantares de Figueiras e Covas. Sem dúvida que no topo dessa lista está “a obtenção de um sítio próprio para fazermos a nossa sede”. Outro desejo, “que já vem desde o ano passado, é poder participar no festival concelhio de folclore que se realiza no dia 25 de abril, festival este que é restrito apenas aos grupos federados”.

Neste momento estão a tratar dos últimos pormenores da gravação do primeiro CD, “que vai incluir as nossas músicas e claro com o hino da nossa associação. E aguardamos confirmação para uma atuação fora da Península Ibérica, neste caso em Toulouse”. Quanto aos seus congéneres do folclore lousadense, pensam que “os restantes grupos terão as mesmas dificuldades do que nós. Mas, do que temos conhecimento os ranchos do concelho têm feito um ótimo trabalho e têm levado o bom nome do concelho onde quer que vão”.

São mais as características em comum que as diferenças entre os ranchos locais, mas se tivessem que destacar uma diferença, algo que distingue este grupo dos restantes, os seus dirigentes dizem que é a juventude: “na nossa opinião não temos assim grande coisa que nos diferencie dos restantes grupos, mas se tivermos que ressalvar um ou dois pormenores teremos que mencionar as fantásticas pessoas que fazem parte deste grupo, têm sido incansáveis, tanto nos ensaios como nos vários eventos que organizamos durante o ano. E também o facto de sermos um grupo extremamente jovem, com um espírito dinâmico e com um pensamento por vezes fora da caixa. A título de exemplo, no ano passado tivemos 23 atuações, e contamos neste ano ultrapassar esse número”.

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