por | 27 Mai, 2025 | Desporto

ADL quer hegemonia regional na formação

«JANTAR DOS PRESIDENTES» ANUNCIOU SONHOS E DESEJOS

O Lousada está numa época de grande atividade, provavelmente como nunca teve. As camadas jovens movimentam 400 atletas e a equipa principal está fulgurante, com o intuito de ascender ao escalão maior do futebol distrital, a Hyundai Liga Pro. Além disto, há um futuro para assegurar e nele cabem “sonhos e desejos ainda maiores”, conforme referem o presidente Sandro Sousa e o tesoureiro Manuel Bessa. Por isso, o reforço do clubismo está a intensificar-se de várias formas. Uma delas é o «Jantar dos Presidentes», que teve a primeira edição.

O evento contou com a participação de Francisco Ferreira, Manuel Rocha Moura, António Magalhães (Xabrega), Joaquim Valinhas, Francisco Barbosa, José Pinto e Carlos Matos. Outros presidentes antigos não estiveram presentes, mas justificaram a ausência. Foi um longo convívio com troca de memórias. Na ocasião, Joaquim Valinhas enalteceu a ideia do evento e concordou que o mesmo se consubstanciasse num Conselho Consultivo, que funcionasse como promotor do clube em certos meios que se considerem necessários.

Por ter sido o presidente enquanto Sandro Sousa foi atleta da ADL, Francisco Barbosa recebeu uma atenção especial no discurso do atual presidente, que não esqueceu o malogrado filho daquele antigo dirigente, Hugo Barbosa, também ele um ex-presidente do clube. No uso da palavra diante dos convivas, Sandro Sousa enalteceu as “condições de excelência” que o clube tem no Complexo Desportivo e deu os parabéns ao Município pela aposta naquela infraestrutura. Mas espera que se cumpram os planos de construção de novos relvados, para dar resposta às necessidades a curto prazo. Antes disso acontecer “temos que encontrar alternativas nas infraestruturas que foram sendo construídas no concelho, para sustentar o crescimento formativo que o clube está a ter”, disse Sandro Sousa.

Garantiu que a equipa principal tem sustentabilidade para estar “pelo menos num patamar mais acima”, mas asseverou que “num patamar a seguir terão que ser criadas outras condições que importa assegurar o quanto antes”.

“Pegamos no Lousada com todas as equipas da formação no escalão mais baixo e estamos agora no escalão de cima e a lutar em vários casos pela participação nos campeonatos nacionais, sobretudo os sub15”, referiu Sandro Sousa, sublinhando uma vez mais a aposta na formação como fator decisivo para a tal sustentabilidade.
Uma “injustiça é não recebermos qualquer verba do Fundo de Solidariedade da UEFA enquanto clubes com quem competimos têm direito a milhares de euros dessa proveniência”, dado que se destinam a clubes com futebol profissional. Mas defende uma maior equidade na distribuição dessas verbas, por forma a “não se cavar ainda mais um fosso entre os clubes grandes e os mais pequenos”. Defende que “não devemos ter pressa na passagem ao profissionalismo”, pois há outras apostas a cumprir antes disso. Uma delas é um centro de alojamento, “algo que seja diferenciador a nível regional e que reforce o potencial da nossa formação com uma certa hegemonia nesta região”, enfatizou o líder da ADL, sem falar em Academia, mas referindo-se a algo desse género.De uma sede social para a coletividade, com diversas valências e serviços, também se falou, uma vez mais. A propósito, Francisco Barbosa afirmou que “a Câmara tirou uma sede à Associação Desportiva de Lousada e ela, durante a minha vigência foi um grande suporte financeiro”.
Entretanto, o presidente da Câmara, Pedro Machado, chegou ao evento, ainda a tempo de participar na entrega de lembranças da ADL aos antigos presidentes do clube. Antes disso, teceu algumas considerações. Lembrou que “em devido tempo alertei para se ter muito cuidado com a profissionalização do futebol” e para a cautela com parcerias na cedência de poder na SAD e vincou a questão da autonomia e independência do clube face a entidades ou pessoas externas, dizendo que “o clube é nosso, de Lousada”.
No que respeita à sede do clube, Pedro Machado reconheceu a sua necessidade e referiu que “existe o esboço do projeto e podemos avançar para a fase do orçamento e das formas de financiamento”. Sobre o alargamento do Complexo Desportivo para o futebol desvalorizou essa necessidade: “não é pelas infraestruturas que o clube não consegue os objetivos e, aliás, um outro clube do concelho não tem um relvado natural e está a ter sucesso, embora se possa discutir se é uma coisa efémera ou não. O futuro o dirá”.
Ao finalizar a intervenção, o autarca afirmou que “o Município deve continuar a dar condições privilegiadas, entre aspas, à Associação Desportiva de Lousada, porque é o clube do concelho”, mas salvaguardou que nunca concordou com a transferência para a ADL ou sua parceria da gestão do Complexo ou de infraestruturas dele.

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