por | 31 Mai, 2025 | Desporto

Euforia e adrenalina estão de volta à Costilha – Parte I

RALLYCROSS INTERNACIONAL VOLTA A COLOCAR LOUSADA «NO MÁXIMO»

As obras ainda prosseguem e vão continuar, mas o essencial está pronto, conforme se viu no campeonato nacional de Ralicross e na super especial do Rally de Portugal. Todos são unânimes quanto ao sucesso da renovada pista da Costilha. Mas a «cereja no topo do bolo» ainda está para vir. A euforia e a adrenalina de outros tempos vai voltar com a prova internacional de Ralicross a gerar uma expectativa muito grande. Será nos dias 30, 31 de Maio e 1 de Junho no Circuito Internacional de Lousada. Além da Câmara Municipal e do Clube Automóvel, ouvimos as opiniões do líder do Ralicross nacional, o lousadense Jorge Machado e Miguel Moura, filho de Jaime Moura, uma lenda do offroad português e mundial.

As entidades promotoras da renovação da Costilha levaram a cabo uma reestruturação quase total do circuito e sua envolvente, para acolher as provas internacionais. São quase dois milhões de euros ali investidos. Para os pilotos, dirigentes da FIA, patrocinadores, imprensa e público em geral o novo empreendimento do desporto automóvel lousadense é um sucesso.

Em conferência de imprensa, pouco antes do início a super especial do Rally de Portugal, Pedro Machado (Presidente da CML) dizia que aquele era “um momento de alegria e de alívio, porque foi difícil chegar até aqui. Tivemos muito pouco tempo (para renovar a pista), desde que se finalizaram as negociações para a aquisição dos terrenos. Rapidamente tivemos que ter os projetos prontos, tratar das formalidades da contratação pública e depois ter tempo para executar a obra”.

Pedro Machado – Presidente da Câmara Municipal de Lousada

Muito já foi feito, a pista está a colher os melhores elogios, a torre de serviços também, mas ainda há bastante por fazer. “A obra não está totalmente pronta, ainda há partes por fazer. “Já recebemos a aprovação da candidatura que apresentámos ao NORTE 2030, para a urbanização prevista no plano de pormenor da pista da Costilha. Essas obras vão arrancar nos próximos meses e, portanto, no próximo ano já teremos uma nova solução para a zona mais a norte, com o novo Paddock”, explicou Pedro Machado. Outras obras a fazer referem-se à zona do público: “Vamos preencher toda aquela área com bancadas. Mas não queremos perder o espírito do rali: o das pessoas que vêm com as suas bebidas, em família, para confraternizar. Esse é o verdadeiro espírito, e queremos mantê-lo. Ainda assim, há melhorias a fazer: criar um corredor de circulação, construir casas de banho definitivas. No próximo ano vai notar-se uma diferença muito substancial”.

Sobre o WRX, referiu que “é também um grande momento para Lousada, o regresso do Mundial. Era uma aspiração antiga, que nunca conseguimos concretizar porque exigia investimentos avultados que não podiam ser feitos em terrenos privados. O facto de este circuito ser, na altura, propriedade privada, era uma limitação muito grande. O clube queria dar o salto em frente, avançar com novos projetos. O município também tinha todo o interesse, mas estávamos impedidos, logo do ponto de vista legal, por ser propriedade privada. A partir do momento em que conseguimos resolver esse problema, tudo se transformou. (…) Tudo isto em poucos meses”.  

Relativamente ao futuro da prova mundial de Rallycross: “sabe-se que vai continuar em Portugal por mais alguns anos. E há também a expectativa de que Lousada continue no programa oficial. O Rali de Portugal está garantido pelo menos até 2028. Relativamente ao Mundial de Rallycross, acredito que será um sucesso. Neste momento, temos contrato apenas por um ano com a FIA”.  O presidente do Município explicou que “foi uma decisão mútua, porque a FIA não quis fazer contratos mais longos, dado que não sabe como será o futuro, se haverá promotor ou não. Mas estamos a trabalhar para garantir que o Mundial volta no próximo ano”.

Organização trabalha a todo o vapor

Na mesma sessão para a comunicação social, Luís Marinho, presidente do Clube Automóvel de Lousada disse que “há 10 anos que estamos a receber o Campeonato do Mundo de Ralis, este ano de uma forma diferente, num circuito completamente renovado. É, sem dúvida, a melhor forma de estrear o novo traçado da Costilha”.

Luís Marinho – Presidente do Clube Automóvel de Lousada

“Já falámos com alguns pilotos e o feedback que nos dão é, sem dúvida, muito positivo, principalmente aqueles que estiveram aqui no ano passado e voltaram outra vez este ano. Eles nem sabiam se era o mesmo circuito ou não. Eles próprios gostaram muito do traçado, da forma como ele foi desenhado. A curva que nós temos com uma inclinação de 14%, acredito que vai ser uma das curvas que mais espetáculo vai dar”, declarou.

Acerca da enchente que superlotou a zona para os espetadores e a experiência que teve ao percorrer essa área cheia de gente, Luís Marinho referiu que “por incrível que pareça, acho que foi a primeira vez que fiz esta viagem em 14 anos. Uma pessoa começa a entrar ali no meio do público… é emocionante, arrepiante, é uma coisa incrível”.

Falando da próxima grande prova “neste momento, o nosso foco está no Mundial de Rallycross” e sublinhou que “a nossa equipa precisa de descansar depois disto tudo. A equipa é espetacular. Temos trabalhado quase 14 horas por dia, mesmo ao fim de semana”, e sublinhou que “está a ser muito duro. Mas acho que vai ser gratificante. Portanto, neste momento, o foco é o WRX — é o Campeonato do Mundo de Rallycross — e depois disso sim, vamos pensar no que é que poderá ser feito mais e melhor aqui neste novo traçado”. Novamente sobre o Mundial de Rallycross concluiu que está “confiante que vamos ter aqui uma boa adesão a nível de inscritos. E vai ser ótimo — para Lousada, para o concelho, para o circuito. E vai ser, mais uma vez, um grande regresso, 17 anos depois, do Campeonato do Mundo de Rallycross”.

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