por | 6 Dez, 2025 | Finanças, Sociedade

Após alguns anos de fuga e a viver quase clandestinamente numa freguesia do concelho de Guimarães, um casal procurado pela Justiça foi finalmente apanhado. A revelação é do Jornal de Notícias (JN), que dá conta de que o casal, formado por um homem com ligações a Lustosa e São Miguel (Lousada) e uma mulher de Felgueiras, faziam vida à custa dos milhões de euros ganhos num esquema fraudulento conhecido como «Caso da Pirâmide», que lesou centenas de pessoas, dezenas ou centenas das quais do concelho e da Vila de Lousada. Especialmente na freguesia de Lustosa, foram muito os lesados pela burla protagonizada pelos detidos.

Tratou-se de um esquema de investimento fraudulento que prometia rendimentos elevados lesou 605 pessoas sobretudo nos concelhos de Felgueiras e Lousada, entre 2012 e 2014. O caso envolveu a empresa AMC Invest, apresentada como atuando em áreas como exploração de ouro, petróleo e Bolsa, e que garantia juros mensais de 10%.

Já na ocasião, o JN noticiou que “o rosto do esquema era Arménio Ferreira, que, juntamente com Margarida Magalhães, mantinha um estilo de vida luxuoso — carros topo de gama, mansão com piscina e festas exuberantes — reforçando a ilusão de negócios altamente lucrativos. No total, foram angariados cerca de 14,5 milhões de euros, a maior parte nunca recuperada pelos investidores”.
Quando a sentença saiu, em 2018, o JN publicou que “Um casal de Felgueiras passeava ao volante de Porsche Mercedes e Audi e vivia numa mansão com piscina Também promovia grandes festas e até pagou obras na igreja de Idães O estilo de vida faustoso mantido entre 2012 e 2014 convenceu familiares ami gos conhecidos e vizinhos de que os alegados negócios feitos sob a marca AMC Invest e relaciona dos com minas de exploração de ouro petróleo e investimentos na Bolsa proporcionavam elevados lucros Mas tudo não passava de um estratagema de Arménio Ferreira que convenceu 605 empresários comerciantes ou simples operários de Felgueiras Lousada e Leiria a investir um total de 14,5 milhões de euros num esquema de burla em pirâmide que prometia juros de 10% ao mês”.

Julgados no Tribunal de Penafiel, Arménio Ferreira foi condenado a oito anos de prisão e Margarida Magalhães a sete. Também os sogros do principal arguido receberam penas de três anos e nove meses por cumplicidade. Outros arguidos no processo, que colaboravam ativa ou passivamente no esquema, foram também condenados, embora a penas menores.

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