O Centro de Interpretação do Românico, na Praça das Pocinhas, recebeu na tarde de sábado um concerto que encantou o público que presenteou com ovações a magnífica sessão do Ensemble de 12 intérpretes da Orquestra da Costa Atlântica, de Esposende.

No dizer dos promotores do evento, “consistiu numa viagem musical pelo século XX, dando destaque a compositoras e compositores portugueses e europeus que foram censurados, marginalizados ou injustamente esquecidos pela história”.
O concerto Vozes Silenciadas “afirma a música como espaço de memória, reflexão e liberdade artística, convidando o público a redescobrir repertórios marcantes e profundamente atuais”.
Foi uma sessão de quase uma hora, que deslumbrou, sob a direção do maestro Luís Miguel Clemente, um destacado maestro, uma das figuras mais carismáticas da música erudita portuguesa contemporânea.
Da primeira parte do programa fez parte a peça Suite Rústica (1965), do resistente ao facismo Fernando Lopes-Graça, e Estudo para Orquestra de Cordas (1943), de Pavel Haas, da antiga Checoslováquia.
A segunda parte incluiu a intensa e emocionante peça A Morte de Manfredo (1906), que o prodigioso Luís Freitas Branco compôs com apenas 16 anos. E o concerto terminou em apoteose com uma obra da compositora polaca Grazyna Bacewicz.
Na ocasião foi possível apreciar uma exposição temporária intitulada Vozes Silenciadas – Trajetórias de Mulheres, sobre algumas musicistas europeias que lutaram pelo reconhecimento artístico e pelos direitos femininos em geral.













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