Uma jovem artista de Lousada apresenta em Guimarães uma obra inspirada no stress e na ansiedade que marcam a adolescência e a juventude. A Contextile – Bienal de Arte Têxtil Contemporânea é uma bienal com dimensão internacional e decorre em Guimarães entre 5 de setembro e 29 de novembro de 2026.
Leonor Afonso, aluna da prestigiada Escola Artística Soares dos Reis, no Porto, desenvolveu uma obra que parte de uma das grandes questões do presente: o stress e a crescente ansiedade sentida pelos adolescentes e jovens.
A participação acontece no contexto da 8.ª edição da Contextile, este ano subordinada ao tema “Por um Fio / By a Thread”, uma proposta que coloca no centro da reflexão a ideia de que “o planeta, os territórios e as comunidades estão por um fio”. A Bienal desafia artistas a pensar sobre as crises e transformações que atravessam a sociedade contemporânea, desde as alterações climáticas às questões sociais, económicas, políticas e culturais.

É precisamente a partir desta ideia de algo que se encontra sob tensão, próximo do limite, que Leonor Afonso construiu a sua proposta artística (na imagem em anexo a este texto). O fio, enquanto elemento central da arte têxtil, transforma-se assim numa metáfora para a própria condição humana: aquilo que pode esticar, resistir, romper-se, mas também ser reinventado, reutilizado e regenerado.
No trabalho da jovem artista, esta ideia é transportada para a realidade da adolescência e da juventude, fases da vida particularmente marcadas por mudanças, expectativas, pressões e desafios. O stress surge, desta forma, não apenas como um estado individual, mas como um fenómeno que pode ser pensado através da linguagem da arte contemporânea.
A presença de Leonor acontece num contexto particularmente relevante para a arte têxtil contemporânea. A Contextile 2026 recebeu 1.604 candidaturas provenientes de 81 países, correspondentes a 2.036 obras submetidas à apreciação do júri internacional. Após o processo de seleção, foram escolhidas 54 obras de 51 artistas, oriundos de 27 países.
A seleção esteve a cargo de um júri internacional composto por Lala de Dios, Magda Soboń, Magali Junet, Susana Pires, Lewis Biggs e Cláudia Melo, diretora artística da Contextile 2026. A abertura da Bienal está marcada para 5 de setembro, em Guimarães.














Comentários