É incontornável a necessidade de parabenizar a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Lousada pelos seus 100 anos de intenso serviço ao próximo!
O facto de ter nascido e crescido muito perto do quartel dos bombeiros levou-me, desde cedo, a olhar para a rua sempre que a sirene começava a ouvir-se. Eram vários os que corriam a pé ou que passavam também a correr de carro com os quatro piscas ligados.
Recordo-me de ver, num campo para jogo de malhas improvisado em frente à Junta de Freguesia de Cristelos, um renhido jogo de um torneio ficar a meio, porque o dever chamava! E chamava bem alto, com o soar da sirene a fazer-se sentir. Com respeito e admiração, via passar de forma quase ordenada vários carros, rua acima, para ir acudir as situações de vulnerabilidade da nossa comunidade.
A todos estes homens e mulheres presto o meu louvor! Agradeço o seu serviço e felicito-os por serem como são!
É por pessoas como estas que contínuo a acreditar numa sociedade mais justa, mais interligada às causas e necessidades uns dos outros. É por pessoas assim que continuarei a pelejar para que a nossa comunidade permaneça um lugar agradável para se viver.
Das comemorações e do novo monumento colocado em frente ao atual quartel, surgiu uma dinâmica bastante interessante: preservar numa cápsula do tempo uma mensagem para daqui a 100 anos. Senti-me impelido a fazer o mesmo, sendo que a minha mensagem fica desde já conhecida e registada neste texto.
Assim, para quem me lê agora e para quem me ler daqui a um século, deixo esta convicção: Lousada é terra de gente lutadora, empenhada e audaz, sendo hoje uma terra de esperança! Esperança num futuro mais justo, livre e equitativo em termos de oportunidades entre concidadãos. Lousada e os Lousadenses irá romper com a mediocridade do panorama local e regional. Sem frugalismos e com ousadia Lousada poderá ser grande, maior que todas as terras circundantes.
Sem hipocrisia. Sem dependências institucionais que condicionem a liberdade de ação. Sem uma tentativa de manter tudo ao alcance de um acompanhamento promíscuo do que é dito e feito. Sem a incumbência de ver a realidade da mesma forma. E sem falsa modéstia, falsas cortesias colaborativas ou desprezo por quem pensa diferente. E sem esquecer de incluir quem, tantas vezes, é deixado de fora dos momentos que pertencem a toda a comunidade.
Sem tudo isto, Lousada será certamente grande!













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