— Bruno Santos, presidente da Federação Portuguesa de Hóquei *
O Hóquei português tem História trabalho e ambição. Este ano, a Seleção Nacional masculina ficou a apenas um triunfo da elite europeia. É esse o nível a que queremos chegar. Contudo, Portugal é um dos países europeus em que as pessoas menos se mexem: 68% nunca pratica desporto, contra 39% na média da UE. O problema é estrutural.
Somos nove clubes e temos três campos sintéticos: o do Jamor tem 17 anos e está gasto, o de Lamas deixou de ter clube e o de Lousada foi renovado em 2019. Sem campos não há treino, nem formação. E muito menos evolução! A reabilitação do Estádio Nacional ronda os 25 milhões e o nosso piso continua à espera. Com 225 mil euros de orçamento, 95% proveniente do IPDJ, só uma decisão política pode mudar o paradigma.
Há também a rigidez das regras. Somos um desporto de muitas ligações familiares e, por vezes, precisamos de alguém de outra modalidade, com outra visão. Federações pequenas como a nossa carecem de flexibilidade.
Todas as épocas, há internacionais que decidem pendurar o stick e desaparecem. Era importante que quem jogou pela seleção pudesse aparecer e ensinar ao de hoje. Lançamos daqui o desafio: quem treinou, que forme um sucessor. Quem apitou, que convide alguém. O hóquei português somos nós.
Queremos manter o Top 8 no indoor e o Top 16 no outdoor. Só com sonhos se pode construir esta casa!
* Artigo publicado no jornal desportivo nacional Record a 06-10-2026













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