Nos últimos anos, temos visto muitos gestores, sobretudo após longos períodos de tempo de sucesso considerável (mas também períodos mais curtos), caírem em desgraça.
Pense em pessoas que conhece e que ocupam posições de menos destaque, por exemplo pessoas à frente de importantes iniciativas de mudança nas suas organizações que, de repente, se vêem sem trabalho.
Pense em si próprio: ao exercer liderança, já alguma vez foi removido ou colocado de parte?
Encaremos a realidade: liderar é viver perigosamente. Embora a liderança seja muitas vezes descrita como um empreendimento de comando, excitante e glamoroso, que inspira os outros a segui-lo nos bons e nos maus momentos, tal efeito ignora o lado obscuro da liderança e as inevitáveis tentativas de colocar de fora o referido líder.
Essas tentativas são, por vezes, justificadas. As pessoas que ocupam posições de chefia, muitas vezes, pagam o preço por um caminho com falhas ou por uma série de más decisões. Mas, frequentemente, algo mais está em jogo. Estamos perante os elevados riscos que se correm ao tentar conduzir uma organização para uma mudança difícil, mas necessária; uma mudança que transforme verdadeiramente uma organização, seja ela constituída por dez pessoas ou por 10.000, exige que aquelas deixem de lado aspectos que gostam: hábitos diários, lealdades, maneiras de pensar. Em troca destes sacrifícios, pode-lhes ser oferecido nada mais do que a possibilidade de um futuro melhor.
Ricardo Luís *
Contabilista e Consultor de empresas
* Escreve mediante o antigo acordo ortográfico













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