O enfermeiro diretor do Centro Hospitalar Tâmega e Sousa (CHTS) e docente em Instituições do Ensino Superior, recebeu este sábado o Prémio de Mérito, durante a 4.ª edição da Gala Valoriza, que decorreu no Auditório da Escola Superior de Enfermagem do Porto e promovida pela Secção Regional Norte da Ordem dos Enfermeiros.
Este reconhecimento pelo seu trabalho e brilhante desempenho no âmbito da gestão e da docência é um culminar de um percurso de vida profissional, onde se salienta a sua capacidade de liderança, a promoção da inovação e da investigação, da melhoria da qualidade assistencial, humanização dos cuidados e a idoneidade formativa. Este ano de 2023, participou na edição de quatro livros, fez mais de vinte conferências e publicou mais de seis artigos em revistas científicas internacionais. Todo este trabalho e o seu impacto para a enfermagem, os enfermeiros e cidadãos, sustenta a atribuição do prémio de mérito da Ordem dos Enfermeiros.
José Ribeiro, com humildade, perfilhou que era merecedor desta distinção e que o momento ficará para sempre na sua memória. Considerou ainda que “o reconhecimento deste trabalho e a verdade dos factos que que o sustentam não se escreve no singular” e por isso, o prémio foi partilhado com todos os que trabalharam e trabalham com ele, nomeadamente neste ano de 2023. Referiu “os seus alunos das instituições do ensino superior, onde leciono desde 2001, onde aprendi com eles e com o que ensinei, aos profissionais de saúde com quem trabalhei e trabalho, em particular os que foram e são adjuntos, no Centro Hospitalar Tâmega e Sousa, Centro Hospitalar Alto Ave, Hospital Nossa Senhora da Conceição de Valongo e na ARSNorte, são todos merecedores da partilha deste prémio”.
No final considerou que mais do que o prémio significa para si é o que significa para a enfermagem e para os cidadãos. Este prémio de mérito significa “o estímulo para continuar a trabalhar para uma boa governança clínica e na evolução científica de enfermagem. A Evolução científica de enfermagem e do seu contributo na criação de valor para as instituições de saúde, utentes e para a enfermagem propriamente dita”. “Quando uma associação profissional, reguladora do exercício profissional, nos reconhece só pode significar um bom trabalho na gestão e elevado contributo para a qualidade na prestação de cuidados de enfermagem de excelência e para a formação e aperfeiçoamento profissional”.
Desafiado a deixar uma mensagem para o Louzadense e ainda sobre a enfermagem, disse o seguinte: “Amamos e respeitamos a vida. Que todos, nomeadamente os governantes, também nos amem e respeitem a nossa vida”. Continuando lá foi referindo que “Hoje os enfermeiros estão constantemente a ser injustiçados, com sobrecarga de trabalho, baixos salários e com dificuldade de exercer a profissão com qualidade e segurança, num sistema burocrático e centralizador. Somos fortes e sobrevivemos!… Sobrevivemos porque a enfermagem é a arte de cuidar incondicionalmente e a saúde é feita fundamentalmente de enfermagem. Que a enfermagem, tal como eu, tenha o seu devido reconhecimento profissional”.
















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