No passado dia 26 de abril a Junta de Freguesia de Caíde de Rei realizou uma sessão de reconhecimento a todos os eleitos que passaram pelos Executivos e Assembleias de Freguesia desde as primeiras eleições democráticas, por forma a assinalar os cinquenta anos do 25 de abril de 1974.
O auditório da Junta estava repleto de antigos eleitos e vários familiares daqueles que já partiram. A noite foi de partilha, convívio e de reencontro de amigos. A animação ficou a cargo de Eduardo Costa com a viola amarantina e dos brasileiros Duo Ziarós.
José Queirós, presidente da Assembleia de Freguesia de Caíde de Rei, lembrou todos aqueles que exerceram funções democráticas, mas que já tinham partido. Além disso, congratulou o facto de no mesmo espaço estarem reunidas pessoas de diferentes partidos, com pensamentos divergentes, mas com o mesmo propósito de desenvolver Caíde, cada um à sua maneira.
Segundo o presidente da Junta, Luís Peixoto, “a sessão procurou reconhecer e agradecer a todas e todos aqueles que fizeram parte da história democrática de Caíde de Rei numa longa lista com cerca de cem nomes”. Acrescentou também que “seria impossível reunir todos naquela sessão, mas a lembrança será entregue a todos ou aos seus familiares”.
Fez também questão de frisar que naquela noite não haviam cores nem partidos, uma vez que todos os eleitos procuraram sempre fazer o melhor pela freguesia e, acima de tudo, eram todos Caídenses. Ainda na sua intervenção agradeceu a todos os colaboradores que passaram pela Junta nestes 50 anos.
O presidente da Câmara Municipal de Lousada, Dr. Pedro Machado, marcou presença na sessão e no seu discurso congratulou a Junta de Freguesia pela realização das homenagens, salientando que é importante saber reconhecer enquanto as pessoas estão entre nós. Partilhou também algumas memórias antigas ligadas àquela freguesia, uma vez que é natural e residente em Caíde de Rei.
No final da sessão, e após todo o auditório cantar a “Grândola Vila Morena” e “Uma gaivota voava”, foram muitas as trocas de cumprimentos e pequenas conversas, pois, mesmo sendo todos da mesma freguesia, ao longo destes anos os caminhos da vida foram andando desencontrados.



















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