Tradicionalmente, género tem sido usado para se referir às categorias gramaticais de “masculino”, “feminino” e “neutro”, mas nos últimos anos a palavra tornou-se bem estabelecida em seu uso para se referir a categorias baseadas no sexo. (Bento, 2006). O género é frequentemente a primeira e mais importante identidade social que as crianças desenvolvem, além disso, existem preferências nas crianças na forma de brincarem, nomeadamente, o sexo feminino é associado a brincar com bonecas e o sexo masculino a brincar com camiões. Esta forma de brincar, é erradamente correlacionada com o sexo (Ferree & Hess, 1999).
Em maior ou menor grau, tanto os homens como as mulheres acabam por aceitar e conformar-se com as distinções de género visíveis a nível estrutural e que se determinam ao nível interpessoal, tornando-se tipificadas do ponto de vista do género, ao assumirem para si próprias os traços de comportamento e papéis normativos para as pessoas do seu sexo, na sua cultura. Para além desta interiorização de traços, comportamentos e papéis, as mulheres interiorizam também a sua desvalorização e subordinação. Os processos relacionados com o género influenciam o comportamento, os pensamentos e os sentimentos dos indivíduos, afetam as interações sociais e ajudam a determinar a estrutura das instituições sociais. Este termo é uma ideologia dentro da qual as diversas narrativas são criadas e as distinções de género difundem na sociedade. O discurso do género envolve a construção da masculinidade e da feminilidade como pólos opostos (Nogueira, 2001).
Íris Pinto
Psicóloga













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