A previsibilidade é o alicerce da confiança. Mostramo-nos dispostos a ficar vulneráveis quando temos razões para acreditar que ninguém nos vai usar ou desapontar. E isso só acontece quando pensamos que podemos antecipar o comportamento dos outros.
Temos dois tipos de confiança que são essenciais para as pessoas trabalharem em conjunto de forma eficaz.
Primeiro, têm de acreditar que os outros cumprirão a sua parte e que o trabalho será de alta qualidade (confiança na competência).
Segundo, têm que acreditar que os outros têm boas intenções e são íntegros (confiança interpessoal).
Uma estratégia cada vez mais habitual para lidar com a sua confiança decrescente é contrabalançá-la com mais vigilância. Quando isto é feito com recurso à tecnologia (por exemplo, informação sobre a utilização do teclado) ou processamento (por exemplo, verificações diárias), a vigilância costuma ser contraproducente.
A vigilância falha porque tenta resolver a parte errada da equação da confiança. A melhor estratégia é deixar esse espaço intocado, mas reduzir a probabilidade de que alguém se possa aproveitar dele. Isto não significa confiar cegamente, mas sim acreditar na ciência da confiança para a construir de maneira o menos arriscada possível.
Muitas vezes, quando falamos em confiança, concentramo-nos na forma de a desenvolver nas outras pessoas. Esta ideia ignora que a confiança é bidireccional e recíproca. Para aumentar a confiança dentro da nossa própria rede, temos de mudar o foco para a sinalização da nossa própria confiabilidade. Aumentar a confiança dos outros em nós reduz a incerteza, ao criar um ambiente mais estável e seguro.
Os sinais que enviamos aos outros são das poucas coisas sobre as quais temos poder.
Ricardo Luís *
Contabilista e Consultor de empresas
* Escreve mediante o antigo acordo ortográfico













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