A solidariedade volta a ganhar voz em Lousada pelas mãos de Beatriz Ferreira, jovem lousadense que integra a ONG-D Semear Futuro, uma organização dedicada à promoção da educação em Cabo Verde. Em 2026, a associação lançou um novo desafio: encher um contentor com material tecnológico e desportivo destinado a equipar escolas e espaços educativos naquele país africano.
O objetivo é simples, mas ambicioso — transformar o quotidiano de centenas de crianças através do acesso a melhores condições de aprendizagem. O transporte marítimo do contentor já se encontra assegurado, faltando agora o essencial: reunir equipamentos e parceiros que permitam dar corpo a esta missão solidária.
“É um gesto simples, mas com um impacto enorme no futuro destas crianças”, sublinha Beatriz Ferreira, apelando à participação da comunidade e das instituições locais. A campanha decorre até ao próximo dia 1 de junho.
A Semear Futuro conta já com um percurso sólido na área da cooperação internacional. A organização, composta por dezenas de voluntários ligados à Academia do Porto e de Coimbra, trabalha em parceria com o Ministério da Educação de Cabo Verde, intervindo sobretudo nas ilhas de Santiago e São Vicente.
Nos últimos anos, os resultados têm sido expressivos. Só nas campanhas mais recentes foram entregues mais de 300 equipamentos tecnológicos — incluindo computadores, projetores e impressoras — além de mobiliário escolar, como mesas e cadeiras. A par disso, a ONG promove também formação junto de alunos, professores e comunidades educativas, tendo alcançado mais de 900 estudantes em iniciativas online e centenas em ações presenciais.
Com distinções como o Prémio R-Ves Santander e o Troféu Português do Voluntariado, a Semear Futuro reforça agora o apelo à solidariedade, procurando superar os números alcançados anteriormente.
A iniciativa representa mais do que uma recolha de material: é um convite à ação coletiva. Empresas, escolas e cidadãos são chamados a contribuir, ajudando a “encher um contentor de oportunidades reais”, como destaca a organização.
Em Lousada, o desafio está lançado — e a resposta poderá fazer toda a diferença do outro lado do Atlântico.













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