por | 26 Jun, 2019 | Saber(or) Saudável

A DOCE tentação na alimentação

A tentação por doces está presente e evidente no nosso dia-a-dia, seja, no local de trabalho, a passear na rua, em que nos deparamos com vitrines que nos incentivam e apelam ao consumo de doces, bem como, nos supermercados que estrategicamente colocam os alimentos processados ricos em açúcar a um acesso fácil e visível.

A alimentação é por vezes um refúgio para aliviar o stress ou lidar com sentimentos desagradáveis, como a solidão, a tristeza ou/e a ansiedade, normalmente, é saciada através da ingestão de alimentos calóricos, ricos em açúcar e/ou gordura. A sensação de prazer e bem-estar precedida do consumo destes advém das reações que ocorrem no organismo influenciadas pelos alimentos ingeridos que estimulam a produção de neurotransmissores (como por exemplo a serotonina).

O desejo incontrolável por doces resulta do efeito viciante do açúcar, pois este cria a sensação de prazer, consequentemente o desejar mais. Estudos realizados demonstram que, o açúcar não contribui apenas para o aumento de peso, mas também, devasta o fígado, desregula o metabolismo, prejudica o cérebro e deixa-nos suscetíveis a doenças cardíacas, diabetes e cancro.
O controlo da ingestão de doces é uma dura batalha, onde a nossa apetência para o doce e o marketing do setor alimentar tendem a vencer este braço de ferro. Reverter este processo e controlar a vontade de ingerir doces não é fácil, mas é possível, sendo um caminho pelo qual nos devemos debruçar.

Num mundo e num mercado saturado de alimentos que incluem açúcar nas suas variadas formas, não é fácil travar uma luta justa contra o efeito viciante do açúcar. No entanto, para travar esta apetência por doces e prevenir danos a longo prazo, devemos contornar e controlar o consumo destes, através da ingestão de água, de mais proteína, de planear as refeições, de evitar ficar com fome, de não ir ao supermercado com fome, de ocupar-se a fazer alguma atividade, de evitar estados de stress e de descansar o suficiente. Sendo que, esta bordagem é para a população em geral, porém, cada caso clínico requer uma análise e intervenção específica e adequada ao seu quadro clínico.

É importante não ceder à “chantagem” que o nosso cérebro exerce sobre nós, ao estimular a ingestão de alimentos doces, dado que, o doce poderá se tornar amargo, revertido em danos em saúde.
Um desejo não muda nada, mas uma decisão assertiva e atempada muda tudo.

Comentários

Submeter Comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Artigos recentes

​A falta de civismo na deposição de lixo nos contentores é um problema visível em vários locais....

Há animais que quase toda a gente gosta à primeira vista. A joaninha é um deles. Pequena, redonda,...

Sousela é campeão de futebol distrital do INATEL

A Colectividade Recreativa e de Ação Cultural de Sousela (CRACS) venceu a Final Four da fase...

Lousadense Marco Silva é campeão pelo FC Porto

O jovem futebolista lousadense Marco Silva conquistou hoje o título de Campeão Nacional de...

Foi hoje inaugurado, na Escola Secundária de Paços de Ferreira, um projeto inovador e sustentável:...

Lousadense Beatriz Ferreira mobiliza comunidade para apoiar escolas em Cabo Verde

A solidariedade volta a ganhar voz em Lousada pelas mãos de Beatriz Ferreira, jovem lousadense que...

Na última sessão da Assembleia Municipal de Lousada, perguntei ao executivo que estratégia tem...

“Contas certas não significam contas justas nem desenvolvimento real”

Na mais recente Nota de Imprensa do PSD Lousada, o partido "manifesta a sua profunda preocupação e...

Crédito Agrícola perde em tribunal

O Supremo Tribunal condenou a Caixa Agrícola a pagar e reintegrar Susana Faria, mantendo a decisão...

AGRADECIMENTO

COM ETERNA GRATIDÃO, eu, Maria Irene Monteiro, venho, através d’ O Louzadense, agradecer o imenso...

Siga-nos nas redes sociais