Tradição que muitos já não dispensam

Realizou-se, no passado fim de semana, a XVI Festa da Francesinha, no Largo da Feira. O evento foi promovido pela LADEC – Lousada Associação de Eventos Culturais.

No certame, estiveram representados cafés e restaurantes de Lousada: Café Chique, Café Rolante Ferry Bar, Pão Quente Bem-me-quer, Natura Caffé, O Tábuas, Pizzaria Ricardo e Francesinhas & Companhia.

Não faltou a animação musical durante os três dias em que decorreu a Festa da Francesinha.

Como é já tradição, realizou-se também o XIII Passeio BTT Noturno “À Procura da Francesinha”, promovido pelo Clube Cicloturismo LousadaBTT.

“É uma referência no Vale do Sousa”, Joaquim Gonçalves

Joaquim Gonçalves, da LADEC, mostrou-se satisfeito com a forma como decorreu o evento, salientando que, mais uma vez, foram cumpridos os objetivos. “De ano para ano, tem sido cada vez melhor, temos tido um aumento de afluência. É uma festa já enraizada no concelho, um ponto de encontro das famílias de Lousada e dos outros concelhos vizinhos e uma referência no Vale do Sousa”, afirma.

Com preocupações gastronómicas, mas também de estimular o convívio salutar, Joaquim Gonçalves afirma que é uma festa da família: “Preocupamo-nos em proporcionar as melhores condições, como por exemplo divertimentos, concertos…” A nível de organização e de higiene também há cuidados especiais, que implicam “uma logística e um desafio enorme, mas que temos superado, felizmente”, diz.

A organização agradece a todos os que tornaram possível a realização desta iniciativa: “Ao município de Lousada, aos comerciantes, ao clube Lousada BTT, aos nossos patrocinadores, aos conjuntos que participaram de forma gratuita, às empresas Macedos Pirotecnia, à Gil Som e, por último, mas importante, a todos os nossos diretores que foram incansáveis neste festival. Estão todos de parabéns”, conclui.

Estabelecimentos de restauração satisfeitos com certame

Filipe Nunes, do Natura Caffé, presente no evento, valorizou a iniciativa, considerando-a importante para divulgar os estabelecimentos de restauração e por mobilizar muitas pessoas.

Participante há 8 anos neste Festival, faz um balanço positivo: “Não somos uma casa conhecida pela francesinha, pois temos muitos outros pratos no restaurante, mas aproveitamos esta iniciativa para mostrar a francesinha que o nosso chefe desenvolveu, que tem sido do agrado de muitas pessoas e que é muito positivo para o próprio restaurante”, defende.

Este ano não foi muito diferente do anterior, segundo Filipe Nunes, com um grande número de clientes nos primeiros dias e menos no último. “Mas em relação a números, vendemos mais de trezentas francesinhas, o que é positivo”, realça.

Em relação a edições futuras, sugere que sejam agendadas mais cedo: “O facto de ser no fim do mês de agosto, muitas vezes, impossibilita que os nossos emigrantes participem nesta festa. Seria bom um novo agendamento, pois é um evento que pode aproveitar o regresso dos nossos emigrantes. Para mim é um evento que é feito para eles”.

Convívio também é motivo para sair de casa

José António

José António, de Meinedo, refere que já é uma tradição a ida ao Festival da Francesinha: “É um prato de que gosto muito. Não é bom para a dieta, mas vimos cá pelo convívio”, afirma.

Evangelista Barbosa com a sua família

Evangelista Barbosa também é frequentador assíduo do Festival e valoriza principalmente o convívio: “Vim cá todos os anos. Não sinto muita evolução, pois tem sempre muita gente. Nós vimos cá pelo convívio. Habitualmente trago a família”. Elogia a organização, que “trabalha muito bem” e a boa francesinha. “Lousada ganha com isto”, considera.

Isabel Moreira à direita com a sua amiga

Isabel Moreira também é uma repetente neste evento. Salienta o convívio, mas “o mais importante é a francesinha”, de que gosta muito: “É aqui a única vez durante o ano que aproveito para matar a paixão”, refere. Espera poder regressar nos próximos anos.

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