“Luz Verde” para ajudar

A Luz Verde, empresa lousadense ligada ao setor de instalação e manutenção de painéis fotovoltaicos, tem apoiado associações sem fins lucrativos através de cheques sociais. Cada cliente, ao fazer a instalação de painéis fotovoltaicos no início do projeto, seleciona uma associação para a qual revertem 10€ em cheque social por cada KW de potência instalada.
Desta forma, e segundo o diretor geral da Luz Verde, Francisco Rocha, “dá-se a oportunidade às empresas onde a instalação é colocada de fazerem uma ponte com as associações onde a empresa está instalada”. Assim, a Luz Verde assume a sua função social, ajudando a ajudar. Conheça melhor este projeto, que faz a diferencia na vida das pessoas.

Como surge a ideia de investir neste setor específico?

A ideia surge com o crescimento do mercado no interior. Algumas localidades onde implementamos os nossos projetos têm um grande défice de infraestruturas. Dessa forma, existiram duas ideias base. A primeira está relacionada com o sol. Não fosse ele um recurso natural da região, e nós não estaríamos lá a implementar os nossos projetos. No entanto, uma vez implementados, ferem muitas das vezes a linha natural da região. Por esse motivo, surgiu a ideia de deixarmos parte de nós junto de quem ajuda a ajudar.

Qual a reação dos clientes quando se deparam com esta política?

O impacto é sem dúvidas muito positivo. Na verdade, acaba por ser um donativo partilhado e permite aos nossos clientes, sem investimento, terem uma posição social nas localidades deles, que, em muitos casos, são sem dúvida de grande importância. Além disso, a nossa política social vai além daquilo que é o cheque social, podendo mesmo ser trocado pela plantação de árvores autóctones e, nesse caso, promovemos a política de reflorestação em territórios públicos ou privados.

Até ao momento, todos os nossos clientes, nas diversas dezenas de projetos que já implementamos, demonstraram satisfação e, naturalmente, saímos todos a ganhar.

Desde que implementamos este sistema que tem sido um sucesso junto das empresas, que veem com muito bons olhos esta iniciativa, e claro, as associações para as quais os cheques sociais acabam por reverter.

E as associações?

Nas associações, somos vistos, em alguns casos, com surpresa. Acabamos por sentir uma abertura natural para quem a sua principal fonte de receita são donativos. Naturalmente, quanto mais donativos maior será o trabalho feito em prol dos utentes ou da sociedade em geral.

Naturalmente, as organizações têm sido bombardeadas por diversos contextos que as deixam fragilizados. Nós acreditamos na maioria e acreditamos que o 3º setor é muito importante. Até agora temos sempre sido muito bem acolhidos.

Comentários

Submeter Comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Artigos recentes

Núcleo de Imprensa de Lousada – Balanço de seis anos

O Núcleo de Imprensa de Lousada (NIL) completou seis anos de atividade regular, consolidando-se...

Antero Correia aponta divergências sobre gestão financeira nos Bombeiros de Lousada

Depois do anúncio da sua demissão, que surpreendeu a sociedade lousadense, Antero Correia falou a...

AMBIENTE & PATRIMÓNIO, POR ERNESTO GONÇALVES: OURIÇO-CACHEIRO — Um pequeno vizinho que ajuda mais do que incomoda. Façamos as pazes.

Há animais que, só por aparecerem no nosso jardim ou na nossa horta, são imediatamente vistos como...

JSD Lousada lança projeto “Contas à Vida” para promover a literacia financeira e o empreendedorismo jovem

NOTA DE IMPRENSA DA JSD A Juventude Social Democrata (JSD) de Lousada lançou o “Contas à Vida”, um...

Carta de demissão do Presidente dos Bombeiros de Lousada

Antero Correia, Presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros de Lousada apresentou a sua...

De forma cada vez mais frequente, o ex-Primeiro-Ministro e ex-líder do PSD, Pedro Passos Coelho,...

Em tempos, Luís Montenegro disse: «A vida das pessoas não está melhor, mas o país está muito...

PSD Lousada volta a denunciar atrasos na requalificação da E.M. 564-2 e questiona inação do...

O jornal O Louzadense apresenta uma entrevista com o trompetista lousadense Hélder Coelho, que...

Para mim, falar da castanha é falar de memórias do meu passado longínquo, mas também do meu...

Siga-nos nas redes sociais