Um espaço próprio é um dos objetivos do T.E.M.

O Teatro Experimental Magnetense (T. E. M.) é uma associação da freguesia de Meinedo, Lousada, constituída oficialmente em 18 de março de 1983, mas com origem em 17 de setembro de 1976. Esta associação, de acordo com as suas normas estatutárias, tem como objetivo a promoção cultural e artística. A sua missão é proporcionar à comunidade teatro amador, sendo uma instituição por onde passaram várias gerações. Atualmente, conta com cerca de 25 elementos, com idades compreendidas entre os 10 e os 75 anos e onde ainda permanecem alguns elementos fundadores da associação. Em 25 de julho de 2008, foi atribuída ao T.E.M., pela Câmara Municipal de Lousada, a medalha de prata de mérito pelos 25 anos de bons serviços à comunidade.

Nos últimos anos, o T.E.M. tem apresentado vários trabalhos, com destaque para a peça “Eu, Manuel Inácio quero ser Santo!”, desafio lançado pela Câmara Municipal de Lousada no 1º Encontro de grupos de teatro Amador – BIOFEST em 2017. Participou, também, no 2º encontro de grupos de teatro Amador-BIOFEST em 2018, com a primeira peça escrita pelo Grupo, “A Boda do Graxa”, e no projeto “Zé do Telhado” em 2019. Neste momento, estamos com a representação da peça “Espinhos e Flores” de Camilo Castelo Branco.
Américo Jorge Silva Magalhães, de 6 1 anos e natural de Angeja, Albergaria-a-Velha, é presidente da associação. Nesta edição, dá-nos a conhecer o presente da associação e as ambições futuras.

Caracterize o atual momento do Grupo de Teatro.

Neste momento, com a peça “Espinhos e Flores”, estão em cena 13 elementos, porém os outros elementos estão já a trabalhar noutra peça, noutro projeto. O Grupo está empenhado e orgulhoso do trabalho que tem vindo a desenvolver.

O que é preciso para entrar no vosso grupo?

Apenas que goste de teatro e que esteja disponível para cumprir com as exigências que um grupo de teatro amador tem.

O que diferencia o vosso grupo dos outros?

É um grupo com uma identidade própria, que tem como tradição a representação de peças de autores portugueses.

Como está o grupo a nível de meios físicos e humanos?

A nível humano, não temos dificuldades. Em relação a meios físicos, sentimos a falta de um espaço próprio.

Para si, quais foram momentos altos até ao momento?

Foi o facto de termos escrito a nossa primeira peça sobre costumes, tradições e factos ocorridos na nossa freguesia assim como ter participado no Projeto Comunitário Teatro de Rua “Zé do Telhado”.

Quais são as vossas maiores dificuldades?

As dificuldades são as conhecidas em quase todos os grupos que vivem no mesmo meio social, cultural e económico. Também sentimos a falta de um espaço próprio para poder ensaiar sempre com os cenários montados e poder representar os nossos trabalhos.

A Paróquia sempre nos disponibilizou as instalações do Centro Paroquial de Meinedo, onde estamos sediados há mais de quatro décadas e onde temos uma arrecadação, um espaço para ensaios e espetáculos, mas dependemos sempre do agendamento das atividades paroquiais ou outras.
A Junta de Freguesia de Meinedo continua a ceder-nos uma sala no Pavilhão Gimnodesportivo para servir de arrecadação para guardar alguns dos nossos materiais (cenários/ indumentária e outros…).

Sente o apoio da comunidade local e das entidades públicas e privadas?

A Câmara Municipal de Lousada tem-nos apoiado com regularidade nas necessidades decorrentes do Plano Anual de Atividades e sempre que colaboramos em projetos propostos pela Autarquia reforça esse apoio.

Como vê o futuro do vosso grupo?

Continuar a trabalhar com o mesmo espírito, o mesmo empenho e dedicação que lhe é inerente.
Sentem o peso da vossa terra quando atuam fora do concelho?
Claro que é com orgulho que levamos a nossa freguesia, o nosso concelho, quando atuamos fora destes.

Para finalizar, deixe-nos uma mensagem.

O T.E.M. é uma partilha de felicidade entre atores e público que pode funcionar como inspirador para a profissionalização de jovens e fortalece relações com outros grupos. O T.E.M. é um grupo de portas abertas onde os elementos se sentem livres, independentes e de vontade própria e consideram-no uma extensão familiar. Assim, apareçam e descubram os vossos talento!

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