Rosário Correia Machado, o rosto da Rota do Românico

Quando se fala em Rota do Românico, um nome surge imediatamente: Rosário Correia Machado, a sua diretora. Desde o início ligada ao projeto, fala com paixão do património que acarinha.

Maria do Rosário Neves Pereira Correia Machado, mais conhecida por Rosário Correia Machado, é natural de Lisboa, mas toda a sua família é oriunda da Beira Baixa. Albicastrenses, os pais foram morar para Lisboa muito cedo. Nasceu, como a própria afirma, num dia histórico, 19 de julho de 1969, “no mítico verão de 69, no dia e na hora em que o foguetão subiu para alcançar a Lua”.

Mais tarde, por razões profissionais, uma vez que o pai começou a trabalhar em Setúbal, a família mudou-se para Palmela. “Ou seja, eu sou um bocadinho do país todo: sou um bocadinho albicastrense, nascida em Lisboa, onde fiquei até aos 9 anos. Depois fui para Palmela, onde estudei e passei parte da minha infância e da a minha juventude. Depois, fui estudar para Coimbra. Andei um bocadinho errante pelo mundo. Fui até África e depois vim para o Vale do Sousa”, conta.

Sobre Palmela, ainda hoje regressa sempre que possível, é uma vila cheia de história e de uma beleza extraordinária, com o seu Castelo altaneiro de onde se vislumbra o mar e dois lindíssimos estuários, o do rio Sado e o do rio Tejo. Para além disso é onde reencontra os grandes amigos de infância e juventude e onde revive as memórias de tempos muito alegres.
Teve uma infância feliz. Com dois irmãos, uma irmã mais velha e um irmão mais novo, salienta a união familiar salutar. “Ainda hoje somos muito unidos e amigos, temos pouca diferença de idades”, diz.

A entrada na escola deu-se quando estava ainda na capital. Continuou os estudos em Palmela, na Escola Secundária, e concluiu o 12º ano em Setúbal. Em 1988 teve uma experiência na área das artes. “Sempre gostei das artes, cheguei a ter algumas exposições com aguarelas minhas. Fui conhecendo algumas pessoas e fiz um curso de expressão plástica, com o Mestre Pedro Fortuna”, refere.

Para os estudos superiores, escolheu Coimbra, onde se licenciou em Sociologia. Sempre gostei muito de Filosofia e, da área das ciências sociais. Fui para Sociologia e para Coimbra, por duas razões: uma porque a minha irmã mais velha estudava em Coimbra e eu queria ir para perto dela e porque Sociologia era uma área que me chamava particular atenção”, conta. Foi um curso extraordinário, obriga-nos a pensar e a refletir de forma muito abrangente, onde o exercício da interrogação é constante”, diz.
Dos tempos de estudante, ficaram recordações marcantes: “Coimbra tem toda uma carga simbólica e uma vida de comunidade estudantil muito forte”, afirma. Para além de ter aprendido a viver sozinha e a gerir a sua vida, o encontro de estudantes de áreas diferentes e a vida académica era muito intensa: “Não havia os novos polos, tudo era concentrado. Ainda hoje tenho grandes amigos do meu e de outros cursos, pois era uma família alargada”, conta.

Passagem marcante por Moçambique

A vida profissional empurrou-a para a área do desenvolvimento regional, tendo passado por Moçambique, onde trabalhou em 1996 num projeto de desenvolvimento regional. “Nessa idade, tudo nos marca”, refere. Acabada de sair da faculdade, com apenas 25 anos, conheceu “um povo novo, diferente”. Levando “um conjunto de ideias formatadas”, deparou-se com um país na fase final de um processo de intervenção da ONU, depois de um processo de guerra duradouro. “Aprendi imenso. Aprendi que um conjunto de ideias concebíveis são muito facilmente desmontadas e aprendi que a vida tem um sentido diferente daquele em que muitas vezes nós pensamos. Matar ou morrer para aquela gente era quase igual. O valor da vida era muito diferente daquilo que para mim era considerado um valor tão importante”, relata, acrescentando que tudo isso influenciou a sua forma de estar. Rosário Correia Machado ainda hoje tem saudades de Moçambique, na altura tinha que voltar. “Na altura, estivemos os três irmãos em África. O meu irmão mais novo ainda está em África”, diz.

Chegada a Lousada auspiciosa, num dia soalheiro

Regressada de Moçambique, o Norte de Portugal entra no seu caminho. “Acabo por vir através da Comissão de Coordenação da Região Norte trabalhar para um projeto. Depois, uns meses mais tarde, fui trabalhar para a Associação de Municípios, em maio de 1997”, recorda.
Chegou a Lousada em maio, “num dia muito bonito e soalheiro”. Era uma “vila muito diferente do que é hoje”, mas com a qual nasceu logo uma grande empatia, que a marcou profundamente. “Fui muito bem acolhida. A imagem que guardo com carinho é, de um dia com muita luz e que as pessoas me acolheram muito bem”, descreve. Começou a trabalhar na Associação de Municípios, “uma grande casa, que ainda hoje é a minha casa”.

Numa altura em que a Rota de Românico ainda era uma miragem, começou por trabalhar como socióloga na área das ciências sociais no âmbito do projeto “Pacto Territorial para o emprego do Vale do Sousa”, um projeto imaterial, que entroncou num outro grande projeto, o PROSOUSA. “Plano de Intervenção e desenvolvimento do Vale do Sousa -, fundamental nas áreas das infraestruturas e do ambiente. Numa componente mais imaterial, o Pacto foi igualmente financiado pela Comissão Europeia. Teve oportunidade para conhecer e trabalhar com vários atores do território, desde empresas, aos Centros de Emprego, às Escolas, à saúde, entre outras. Ainda hoje alguns projetos do Vale do Sousa que tiveram a sua fase inicial devido ao pacto territorial para o emprego”, explica. Veio trabalhar nesse projeto por dois anos e já cá está há 22!

A semente cresceu, como afirma Rosário Correia Machado, sendo hoje uma árvore bem enraizada. “Eu não sou de uma terra específica, mas tenho a forte convicção, que somos dos sítios onde somos felizes. E eu gosto muito deste território, pois é aqui que eu sou feliz, que tenho a minha família, os meus amigos e que dou um bocadinho do que sou, e recebo muito, muito …”.

O nascimento da Rota do Românico

A Rota do Românico começou, ainda como ideia, nas múltiplas reuniões em que se discutia o futuro estratégico do Vale do Sousa. “Eu era mais novinha e acompanhava as reuniões com os grandes responsáveis políticos do território e da região Norte, onde se discutiam as debilidades e as grandes potencialidades. Lembro-me que, na altura, foi assumido que o território do Vale do Sousa tinha um índice de cobertura de infraestruturas muito débil, mas lembro-me que havia uma forte preocupação, nomeadamente, do presidente da Comissão de Coordenação que conhecia o território, o Eng. Braga da Cruz: uma preocupação a nível imaterial, numa dimensão mais alargada de coesão do território”, recorda. Foi no âmbito dessa reflexão, que se referiu à arquitetura românica como riqueza do território do Vale do Sousa. “Uma riqueza patrimonial, resultado de ter sido um território basilar na formação de Portugal”, diz. Assim nasceu o que é hoje, um projeto de desenvolvimento regional e de coesão, alicerçado no românico. O desafio foi lançado, os autarcas souberam dar sentido e desenvolver um projeto que, com base no património e na cultura construir o que, atualmente, é uma imagem de marca para o território”, refere.

Rosário Correia Machado era coordenadora do gabinete técnico da VALSOUSA, mas a Rota do Românico foi-se alicerçando e, em 2006, por decisão, do então Conselho de Administração, é nomeada diretora e, é criado o gabinete técnico da Rota do Românico, sendo considerada uma área estratégica no seio dos municípios.

As responsabilidades aumentaram, embora Rosário Correia Machado estivesse no projeto desde o início. “Tive algum receio, era um projeto que fazia parte da minha vida há já algum tempo, desde o começo. Recordo que na altura senti um enorme orgulho por trabalhar com presidentes que acreditavam que a cultura e o património, poderiam ser instrumentos para a coesão e desenvolvimento territorial”, diz.

Importância da Rota do Românico para Lousada

Rosário Correia Machado esclarece que a Rota do Românico ganhou importância para a estratégia do território e para Lousada, para além disso não nos podemos esquecer que a sede da Associação de Municípios é em Lousada. “a Câmara de Lousada assumiu desde o inicio a importância do projeto, para o próprio concelho e para a sua estratégia”, sustenta.
O projeto da Rota do Românico conta com uma década de trabalho de preparação, de estudos, de criação da marca, de estruturação do produto, … , aos quais a diretora da Rota atribuiu parte do seu sucesso. “Houve aqui uma aposta dos autarcas, além disso, sentimos que foi e é bem acolhida pela comunidade e também pelos vários responsáveis regionais e nacionais, nomeadamente ao nível dos fundos estruturais”, afirma, realçando a mais-valia dos fundos alocados a este projeto, “considerado um dos grandes da região Norte” e “um projeto estratégico”.

Sem dúvida que a abertura do Centro de Interpretação do Românico, no centro da vila de Lousada, foi uma data importante para a Rota do Românico. Considerada uma grande conquista. “Nasceu de uma estratégia, de uma debilidade identificada, o facto de ser um grande território e de os monumentos estarem muito dispersos, a necessidade de criar um ponto de partida e de chegada a estes 12 municípios coesos em torno de uma temática e de um projeto comum, a Rota do Românico. Portanto, foi um desafio e foi estratégico”, explica, acrescentando que o projeto beneficiou de financiamento e da vontade dos autarcas para que fosse possível erguer.
O sucesso da Rota do Românico não se mede apenas pelos prémios, mas estes já não cabem nas prateleiras. O seu sucesso também é visível no alargamento que foi sofrendo ao longo dos tempos. Começou com seis municípios e, em 2010, alargou a outros seis e, neste momento, continua a receber pedidos de outros municípios. “A Rota recebe muitos municípios que têm vontade em juntar-se a este grande projeto”, revela. “Acredito claramente que também é pelo trabalho que desenvolvemos e pelos resultados que vamos obtendo”, acrescenta..

“Rota do Românico é considerada um exemplo”

Rosário Correia Machado não consegue falar deste território sem emoção. “Aprendi a amar este território e eu reconheço-me claramente como uma pessoa deste território. Tenho muito orgulho em falar dele, do que tem de bonito, das suas gentes, da sua humanidade”, diz. Esta lousadense de alma considera o projeto da Rota do Românico altamente inovador: “Não temos muitos exemplos de projetos desta natureza. Quando vamos para fora, e falamos da Rota do Românico verificamos que reconhecem o que este território fez e faz com este projeto. A Rota do Românico é considerada um exemplo”, sustenta.

Rosário Correia Machado elege como grande ambição, o conhecimento e valorização da Rota do Românico, por parte das populações locais. A primeira etapa estará concluída quando as “quinhentas mil almas que aqui habitam, reconhecerem a importância do seu património, e claro da Rota”, diz, acrescentando que são ainda muitas as pessoas que não sabem da importância do seu património.”Não nos podemos esquecer que, em primeiro lugar, o património é da comunidade que cuida dele, com o qual se identifica”. “Se reparar, o elemento patrimonial de uma freguesia é, quase sempre, uma referência, veja por exemplo os brasões …”, refere. Com o objetivo de realçar e sensibilizar para a importância do património, têm sido desenvolvidas ações na comunidade, um “trabalho fundamental”. Gratificante é sentir que as “pessoas têm orgulho da Rota do Românico”. Dá o exemplo do sistema de sinalização turístico cultural da Rota do Românico, são cerca de dois mil sinais, espalhadas pelo território todo, obedecendo a uma lógica pensada na ótica do turista, mas que tiveram também um efeito positivo inesperado junto das populações locais, o de se identifiquem com a Rota do Românico, por terem um sinal no seu território.

Valor simbólico da Torre de Vilar

Reside em Paços de Ferreira, muito perto do Mosteiro de Ferreira, considera um privilégio, por ser “uma peça escultórica extraordinária”, de grande beleza, diz não ter um monumento preferido, mas refere alguns que a marcaram, nomeadamente pelo processo de intervenção, como a Torre de Vilar e a igreja de S. Mamede de Vila Verde, em Felgueiras. Ambos “simbolizam muito aquilo que a Rota faz a nível de conservação e salvaguarda do património”. Rosário Correia Machado detém-se na Torre de Vilar para contar que a primeira vez que teve contacto com ela, em 1999. Diz que era, na altura, “um conjunto de pedras abandonadas, completamente cobertas de silvas”. Apesar do mau estado, salienta que se sentia que aquela torre, com uma implantação extraordinária, possuía um valor simbólico para a comunidade. “Era chamada de Torre dos Mouros, pois em Portugal tudo o que é antigo é do tempo dos mouros”, sorri. As ruínas, onde era possível distinguir apenas quatro paredes levantadas, sofreram uma grande intervenção para se tornarem no que hoje podemos admirar. Não foi, contudo, uma intervenção fácil, tendo em conta o estado do edifício, como conta. “A estrutura lateral esquerda estava bastante frágil por força de uma forte hera, que foi preciso tirar, por isso foi necessário criar uma sapata de betão para sustentar a base da torre e, recorda a oliveira que nasceu numa das paredes, que se via no alto”. Ainda hoje lhe vem à memória aquela imagem. É um edifício que lhe diz muito. “Eu tenho medo das alturas, mas durante a obra, subi os andaimes até lá cima”, diz, acrescentando, ver a paisagem de cima, tão característica da região entre Douro e Minho, é maravilhoso e desperta a paixão dos geógrafos. “Vemos aquele vale encaixado, a casa de Vilar e a imensidão de um vale. A Torre de Vilar vai muito para além das pedras, é um sentimento. A base do projeto deste centro começa com a referência simbólica à Torre de Vilar, que é muito interessante”, refere.

Centro de Interpretação é ex-líbris

O Centro de Interpretação do Românico é, para Rosário Correia Machado, uma obra de arquitetura emblemática que acredita, marca Lousada e as suas gentes. De salientar que está entre os finalistas do prémio ArchDaily.
A Praça do Românico irá aumentar o espaço, criando uma nova área cultural. “Penso ser resultado de que este edifício está a marcar a vila e as gentes de Lousada”, sustenta. É por isso que diz, ter orgulho quando olha para o edifício, que tem muito da equipa da Rota do Românico e da sintonia com a equipa de arquitetos da Spaceworkers, Henrique Marques e Rui Dinis.. “Nós acreditamos sempre que era possível este edifício”, lembra.
É difícil prever o futuro, mas todo o projeto do Românico tem uma finalidade: trazer turistas à região, portugueses e de outros países, para que descubram um património secular. “Tornar a Rota do Românico conhecida em todo o mundo e fazer dinamizá-la fazendo dela um verdadeiro instrumento de desenvolvimento regional para o seu território” é o objetivo maior.

“Sinto-me inteiramente lousadense”

Há mais de duas décadas com Lousada no coração, apesar de não morar no concelho, é por cá que Rosário Correia Machado passa a maior parte do seu tempo e encontra os amigos, grandes amigos, em especial a sua amiga Jacinta Ferreira, é como se fosse uma irmã mais velha. “Sinto-me inteiramente lousadense. Havia um grande amigo nosso, de quem eu tenho muitas saudades, o Dr. Mário Fonseca, que me dizia isso mesmo, que eu era já uma lousadense. Não escolhemos os sítios onde nascemos, mas escolhemos os sítios de que gostamos e amamos. Ele dizia-me isso e eu ficava muito feliz”, recorda.

Para além da vida profissional, também a vida familiar passa por Lousada: “Os meus três filhos estudaram e estudam em Lousada, a minha atividade cívica é em Lousada. Integro com muito orgulho o Agrupamento de Escuteiros 1253, já com um efetivo de quase 80 elementos. Sou dirigente nos Caminheiros, a quarta secção dos escuteiros e tenho por eles um orgulho enorme… Tenho um carinho muito especial por esta vila e por esta gente que me escolheu e onde eu passo a maior parte dos meus dias, até os fins-de-semana”, diz.

Rosário Correia Machado sente-se muito feliz por continuar a trabalhar com arte e com gente. Sente-se uma privilegiada por poder viver os afetos que advêm da relação com os outros. “Nasci num país extraordinário e vim para a um território muito bonito”, diz.

Apesar de ter completado meio século e de, por brincadeira os “seus” escuteiros lhe chamarem de velhinha, continua a acompanhá-los porque lhe dão muita juventude. “Por isso, não me importo de dizer que tenho cinquenta anos”, afirma a rir…

O marido, Manuel Lino, é orgulhosamente de Frazão, Paços de Ferreira e o primeiro encontro foi uma casualidade feliz. Conheceram-se, casaram e tiveram três filhos, “Valsousenses assumidos”. Estudam em Lousada e vivem muito a Rota do Românico. “Não poderia ser de outra maneira”, diz.
Assume que agora não trocava este território por outro local, apesar de gostar muito do mar e dele ter saudades, recorda com carinho as palavras do amigo “Alberto Santos, dizia, na brincadeira, mas a sério, que eu sendo moura, já não parecia moura. Sendo eu do sul, sempre me senti bem aqui, tem a ver com a forma como me acolheram”, remata.

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