Noite das Tigelinhas candidata às 7 Maravilhas da Cultura Popular®

A InovLousada, CRL anunciou que candidatou a noite das tigelinhas às 7 Maravilhas da Cultura Popular®, na categoria de “rituais e costumes”.
A tradição das tigelinhas, inserida na celebração das festas grandes do concelho, em honra ao Senhor dos Aflitos, é uma manifestação cultural singular do povo lousadense, que se repete anualmente e perdura até aos dias de hoje.

O costume de colocar tigelinhas ou lamparinas de barro com cera e com pavio, para adornar o jardim do Senhor dos Aflitos remonta aos primórdios das festas grandes do concelho. Alguns artesãos locais, com a sua arte, engenho e ajuda de familiares, amigos e vizinhos, promoviam a feitura de balões ou faróis para iluminar as festas e, para além disso, confecionavam cebo e pavio para os milhares de tigelinhas de barro, que a cada ano festivo encadeavam o jardim do Senhor dos Aflitos em noite de festa. Houve anos que tal dedicação resultou em mais de 50 mil lumes, colocados pelos populares no jardim e árvores do monte do Senhor dos Aflitos, fazendo deste um acontecimento comunitário de inolvidável beleza.

Por se entender que a tradição das tigelinhas se mantém enraizada, a tal ponto de continuar a atrair o envolvimento e a participação de milhares de lousadenses e a visitas de muitos mais forasteiros, o Conselho de Administração da InovLousada, dando corpo ao seu objeto social, designadamente na dinamização de ações de promoção e divulgação da identidade e do património cultural, histórico e natural do concelho de Lousada, submeteu a candidatura da noite das tigelinhas, na categoria de “rituais e costumes”, às 7 Maravilhas da Cultura Popular®, esperando que a mesma possa elevar a notoriedade e o reconhecimento público deste costume singular e autêntico dos lousadenses.

3 Comments

  1. Lilian

    Qual a data dessa comemoração e local que se ascende as luzes?

    Reply
  2. Ana Paula Barbosa

    Parabéns pela iniciativa da candidatura. Efetivamente é uma tradição única que merece ser reconhecida.

    Reply
  3. Manuel Cristóvão Barbosa

    Felicitações pela iniciativa da qual me lembro há, pelo menos, 60 anos. Pelas “Festas Grandes do Concelho de Lousada as tigelinhas eram colocadas no Monte do Senhor dos Aflitos proporcionado-lhe uma imagem espetacular. Nesses anos, os lousadenses já se sentiam muito orgulhosos desse espetáculo de luz e cor no contraste do verde das árvores deste rico património imaterial. Também seria importante manter a tradição lousadense das Vacas de Fogo. Já a distribuição do “mel”, atirar sacos de água a quem dorme no chão e nos bancos do jardim pela madrugada, teriam que se impor outras regras e que deviam de ser confinadas só e apenas a quem pretende entrar nesta “batalha” e jamais despejar-se água dentro dos automóveis que passam com os vidros abertos. Espera-se que essa iniciativa seja tomada em consideração pelos seus responsáveis para que seja possível preservar esta tradição.

    Reply

Submeter Comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Artigos recentes

Foi hoje inaugurado, na Escola Secundária de Paços de Ferreira, um projeto inovador e sustentável:...

Lousadense Beatriz Ferreira mobiliza comunidade para apoiar escolas em Cabo Verde

A solidariedade volta a ganhar voz em Lousada pelas mãos de Beatriz Ferreira, jovem lousadense que...

Na última sessão da Assembleia Municipal de Lousada, perguntei ao executivo que estratégia tem...

“Contas certas não significam contas justas nem desenvolvimento real”

Na mais recente Nota de Imprensa do PSD Lousada, o partido "manifesta a sua profunda preocupação e...

Crédito Agrícola perde em tribunal

O Supremo Tribunal condenou a Caixa Agrícola a pagar e reintegrar Susana Faria, mantendo a decisão...

AGRADECIMENTO

COM ETERNA GRATIDÃO, eu, Maria Irene Monteiro, venho, através d’ O Louzadense, agradecer o imenso...

Montalegre voltou a ser palco de mais uma jornada intensa do Campeonato Nacional de Rallycross...

Os maiores inimigos da liberdade, ironicamente, são, precisamente, aqueles que dizem ser os seus...

Editorial 163 | Pseudo Abrilistas

São 52 anos de Abril, 50 anos da Constituição da República e, muito em breve, 50 anos do Poder...

Quando a igualdade falha, a democracia enfraquece

Fala-se frequentemente de democracia e liberdade como valores adquiridos, quase garantidos, em...

Siga-nos nas redes sociais