José Dias: Uns dos maiores nomes do autombilismo português

José Fernando Ferreira Dias é um nome incontornável do automobilismo em Lousada e em Portugal. Atualmente com 64 anos, é o mais galardoado dos pilotos nacionais, com mais de 70 vitórias no seu currículo e 10 títulos de campeão nacional no ralicrosse e no autocrosse.

Natural de Nevogilde, a sua infância decorreu sem sobressaltos, junto à capela da Senhora da Ajuda, onde residia com a família. A liberdade da vida do campo marcou-lhe os primeiros anos de vida. “Tínhamos um tio que tinha uma quinta e brincávamos ali. Foi uma infância feliz. Não estávamos presos dentro de casa. Depois da escola tínhamos liberdade”, conta.
Habituou-se à presença do pai apenas de oito em oito dias, visto que o progenitor trabalhava nas barragens na ICA. “Tinha um trabalho técnico, trabalhou no Carrapatelo. Eu os meus irmãos fomos criados praticamente pela minha mãe”, diz. Irmãos tinha dois: um gémeo e uma irmã mais velha dez anos, entretanto falecida.

▲José Dias – 1992

Dos tempos de escola, recorda os professores Luís Pinto, também vereador na autarquia lousadense, o professor Américo, de Penafiel, e uma professora de Lousada.

Do passado, guarda ainda as memórias de uma freguesia dividida: Lagoas de um lado e o Alto de Nevogilde do outro. Como eram escassas as vias de comunicação, os moradores do alto frequentavam mais a cidade de Freamunde. Já os habitantes da zona da capela da Senhora da Ajuda frequentavam mais Lagoas.

Mecânico por paixão

Concluída a quarta classe, começou a trabalhar. Tinha 14 anos. “Fui trabalhar para uma oficina em Lagoas, do senhor Júlio Correia, no lugar da Boavista, em Nespereira. Foi lá que comecei a trabalhar como mecânico. Era um aprendiz. No início, chegava ferramenta e limpava-a”, recorda. Apesar das tarefas de pouca responsabilidade, trabalhava muitas horas. “Chegava a casa pelas 10 horas da noite”, diz.

Sempre muito atento e curioso, sentiu uma grande empatia pelo mundo automóvel. “Queria saber como as coisas funcionavam. Nos carros, tínhamos de saber o que cada peça fazia e o que contribuía para o carro andar”, refere. O gosto pela mecânica foi crescendo, os conhecimentos e as competências na área também. Prestes a completar 17 anos, foi trabalhar para Lousada.

O novo pouso de José Dias foi a oficina da Gatel, de Francisco Barbosa, acabada de abrir, junto ao local onde são hoje os Correios: “Não havia grandes condições na oficina e o meu pai perguntou se precisavam de mim ou não. Acabei por ir para lá trabalhar em 1972”.

Sem ter feito formação, que era praticamente inexistente na altura, começou a trabalhar sozinho, uma vez que tinha acumulado experiência anteriormente: “Aprendíamos com as outras pessoas a trabalhar”, explica.
Tinha ele 19 anos quando assumiu maiores responsabilidades laborais, com o surgimento da Bravisauto e da marca Subaru: “Era eu que fazia as revisões aos Subaru. Foi criada uma divisão na oficina, onde eu fiquei a tratar desses carros”.

O mundo dos ralis e dos Subaru

Sem carta, que só podia tirar aos 21 anos, mas conhecedor por dentro da realidade do mundo automóvel, foi desafiado a integrar a equipa de três elementos que punha em pista os Subaru. Um trabalho árduo, mas feito com paixão: “Trabalhávamos toda a noite. Lembro-me de um rali em que as verificações eram no Porto e o carro teve um problema de motor. No percurso, passou ali e trocamos o motor. O rally acabou pelas cinco da manhã. Nessa época, os ralis nacionais metiam mais noite do que dia”, recorda.

José Dias conta que chegaram a fazer o rally do Sporting em Lisboa, durante 3 anos. “Depois, uma comissão tomou conta da linha de montagem da fábrica e acabaram os Subaru em Portugal. Ficaram aqui muitos carros. A Bravisauto foi o agente que mais Subaru vendeu. A marca apareceu em agosto de 1974 e terminou poucos anos depois”, lembra.

Os tempos de assistência às máquinas em competição foram tempos de grande aprendizagem e de crescimento da paixão pelos automóveis: “Na competição, aprende-se muito, pois temos de fazer muitas alterações no carro e até para ver como os carros funcionam. Foi a partir daí que comecei a interessar-me pela competição”, explica.

A primeira corrida: entrar a ganhar

Em 1981, José Dias pôs pela primeira vez o pé no acelerador numa competição. O carro, um Mini, não era dele, mas conhecia a máquina muito bem. O piloto explica como tudo sucedeu: “O Rogério Moura tinha o chamado Minigrupo 5. Até 1300 cc. podia preparar-se. Permitiam muitas alterações ao carro. Fazíamos rampas e dávamos assistência em Vila Real, Vila do Conde…. Em 1981, ele desafiou-me a fazer a primeira corrida com aquele carro. Na altura, se reparássemos o motor, teríamos de fazer a rodagem para o folgar um bocado. Então, como lhe fiz a rodagem, eu conhecia aquele carro. Tinha mesmo muito à vontade com ele”. E assim José Dias competiu na Rampa das Meadas em Lamego, em 1981, no dia 25 de abril.

▲Na rampa das Meadas – A primeira prova de José Dias

Uma estreia absoluta, que não podia ser mais promissora: “Eu preparei bem aquela rampa. Estive lá três fins de semana e estudei bem o percurso. Quando fiz a primeira subida, bati o recorde em 2 segundos a nível de campeonato nacional e eu era iniciado! Ninguém acreditava no tempo, pois ele no final da rampa não aparecia. Fui perguntar porquê. Eles lá confirmaram e não acreditavam. Eu fiz melhor tempo do que o vencedor do campeonato nacional. Na última subida da rampa, voltei a não sair o meu tempo, pois consegui baixar o tempo para menos de três minutos. Ninguém acreditava! Isto contra Porches e outros carros”. Numa competição com duas divisões: até 1300 cc. e mais de 1300 cc., José Dias sagrou-se campeão da geral. “Foi a minha primeira vitória: entrar e ganhar”, diz.

O piloto afirma que a primeira corrida é sempre inesquecível, ainda mais porque não tinha experiência. José Dias confessa que se surpreendeu a si próprio: “Quando saiu o tempo a nível nacional e eu consegui bater o recorde, a própria organização pensou que havia um erro de cronometragem e até eu próprio fiquei admirado”. Mas a ânsia de ganhar era tanta que até o proprietário do carro sentiu receio: “O proprietário assistiu às minhas subidas e, no meio da prova, disse para eu ir mais devagar, pois ainda lhe podia estragar o carro. Tinha receio de eu ter um acidente”, conta.

Seguiram-se outras corridas. Acabou por ficar em terceiro na geral nesse campeonato, o campeonato de iniciados Norte. Mas garantiu o troféu na categoria até 1300 cc.. Tinha 24 anos. “Nessa altura, quem andava nos iniciados tinha para cima de trinta anos. Era difícil aparecer”, refere.
No ano seguinte, participou apenas numa prova, na rampa de Falperra.
Em 1982 ainda trabalhava na Gatel, mas pouco depois mudou-se para a Bravisauto.

O acelera de Lousada

Em 1984, casou. Começou a residir no centro do concelho e a frequentar a vila, especialmente a Assembleia Louzadense e o café Palácio, atual Paládio, onde fez amizades. “Isto era um meio tão pequeno que toda a gente se conhecia”, diz. Na altura, a vila era basicamente a rua de Visconde de Alentém e a rua de S. António, onde José Dias era conhecido como Acelera: “Eu não sabia andar de devagar, era sempre com muita velocidade. Era um terror aqui no centro, o primeiro acelera de Lousada”, reconhece.

Em 1987, montou o seu negócio: uma oficina de reparação automóvel num terreno propriedade de um familiar. Nasceu assim a AFinauto há mais de três décadas. O nome deve-o à intenção do negócio: afinação de automóveis. O irmão, que trabalhava no mercado das peças para automóveis, tinha os conhecimentos que lhes permitiram formar uma dupla de sucesso: “O meu irmão percebia de peças e eu de carros e até hoje ainda estamos juntos. Às vezes, há desentendimentos. Não é por sermos gémeos que temos de concordar. Há muitas vezes em que não concordamos. É uma oficina num bom sítio, mas que tem uma dificuldade para crescer. Mas não me arrependo. Naquela altura, havia poucas oficinas. Valeu a pena esta história que ainda não terminou, a Afinauto”.

▲O Bimotor Peugeot 306

A Afinauto foi “laboratório” de muitos motores, montados para ganhar corridas. E foram muitos os que tiveram vitórias! Preparou cerca de 20 carros para as corridas, doa quais apenas um foi para fora, para o Artur Teixeira: “Compra-se o carro, desmonta-se, tira-se o que não é preciso, reforça-se a carroçaria e depois é tudo alterado. Montar um carro tem os seus custos”, diz.

Os bimotores: a atração

Momentos altos foram muitos, entre os quais as vitórias com os bimotores, uma novidade em Portugal, na altura: “Só mais tarde é que surgiu um de raiz, para bater um recorde do mundo de uma rampa na Califórnia. Eram momentos altos por duas razões: não só porque o carro andava, pois não era muito fácil conduzir esses carros, e por ter sido campeão nacional de ralicrosse e autocrosse. Isso foi a partir de 1992. Foram carros feitos na minha oficina”.

O interesse pelos bimotores começou com uma visita à Exponor, onde estava um bimotor. Intrigado, colocou algumas questões. Disseram-lhe que era de ralis e estava ali mais para exposição. “Não anda, parte com facilidade e a marca pôs o carro para chamar um pouco a atenção”: foram estas as palavras que ouviu, pouco animadoras. Depois de ver os motores, o de trás e o da frente, José Dias falou com o irmão já decidido a montar um bimotor. “Comecei por um Subaru, pois tínhamos muito material da marca e estavam a acabar aquela série. Mas antes de estrear o carro, o falecido Jaime Moura quis comprá-lo. Então, fizemos o negócio”. Negócio feito, o carro foi da oficina para a pista para ser conduzido pelo próprio José Dias, que ganhou a corrida. Apesar de tudo, esclarece que o carro não era tão competitivo, “pois os motores estavam mais limitados, não tinha mais por onde evoluir”, Ainda assim, Jaime Moura ficou com o carro e acabou por vencer em Vila Nova de Foz de Côa.

Dos Subaru passou para a Peugeot. O primeiro foi o 205. “Fiz três carros bimotores. Fui logo campeão nacional com o 205, em 1992”, diz. Apesar das vitórias, no ano seguinte, virou-se para o 309, no qual competiu em ralicrosse e autocrosse de 1993 a 1995, “sempre com muitas vitórias e campeonatos nacionais”. De destacar que em 1995 venceu todas as provas desse campeonato. Com o Peugeot 306, fez o campeonato de ralicrosse de 1996 a 1999, e de autocrosse até 1997 ano em que foi campeão nacional, em no ano 1999 o ultimo ano de competição foi campeão nacional de Ralicross.


José Dias explica que os bimotores tinham tração às quatro rodas. Com dois motores e duas caixas, implicava o controle das velocidades na caixa de trás e da frente: “Mas isso não foi problema. Os bimotores deram-nos muito gozo porque as pessoas quase não acreditavam”, diz. As pessoas tinham muita curiosidade em saber como se conduzia aquele carro, “que era sempre uma atração, pois era o único, uma novidade e as pessoas não acreditavam ser possível, naquela altura”.

O títulos

O primeiro título foi o resultado de uma foi luta com um Porche: “Eu ganhei em Castelo Branco, ganhei a primeira prova em Foz Côa, na segunda capotei em Castelo Branco e depois ganhei em Lousada. A partir daí, ganhei várias provas, mas foi uma luta até ao fim com esse Porsche. Foi um sentimento muita alegria, não só por ter feito aquele carro como por o ter pilotado”.

▲Foi com este Bimotor Peugeot 205 que José Dias venceu o seu primeiro campeonato nacional

Responsável pela construção do carro e simultaneamente o piloto, José Dias não tinha quem culpar em caso de insucesso. Ainda assim, “sempre que corria mal, eu fugia de dizer que o problema era da mecânica, pois eles são sem dúvida os que mais sofrem. Normalmente, os pilotos culpam o mecânico quando as coisas correm menos bem”, diz. Apesar de tudo, garante que teve sempre muito apoio nas provas.

▲O Bimotor Peugeot 309

Recorda com saudades o passado e sustenta que “era mais fácil correr na altura do que agora”. Explica que os apoios eram maiores: “Eu tive bons apoios, das empresas aqui de Lousada e da própria marca, a Peugeot. Havia uma vantagem: podíamos dar um recibo às empresas”. Acrescenta que, no ano da estreia do 306, quando Adruzilo Lopes correu, a Peugeot teve mais despesas, na altura representada pela MOCAR. Mas os apoios foram diminuindo. Já com a marca nas mãos dos franceses, as coisas complicaram-se. No terceiro ano, “foram eles que me deram a carroçaria, complicou-me um bocado mais”.

Pista de Lousada e a CAL

Em Lousada, José Dias teve o prazer de inaugurar a pista, onde correu todos os anos.

É um dos sócios-fundadores do CAL. “Em 1987, o clube apareceu porque já se pensava em fazer provas do Europeu, e não podia ser uma associação com uma seção de competição. Tínhamos de ter uma associação. Foi então que se formou o Clube Automóvel de Lousada”, explica. A primeira prova realizou-se logo no ano seguinte. Passados três anos surgiu o ralicrosse europeu. “A Pista da Costilha onde mais vitórias eu tenho. Quando há corridas em Lousada é quando vêm mais pilotos. É uma pista mítica, dentro da modalidade de ralicrosse e de autocrosse”, refere, lamentando que se tenha perdido a prova mundial. “A pista em si tem condições, mas o paddock à volta é que não tem condições”, sustenta.

Os anos dourados do automobilismo em Lousada são para o piloto os da década de 90, “talvez das melhores épocas de ralicrosse”.

José Dias gostava que a pista continuasse na Costilha, pois considera o local mítico, mas reconhece que “é preciso gastar muito dinheiro, e mesmo assim não sei se será possível”. Construir uma pista de novo por causa do mundial sem termos garantias de que se realizará em Lousada…. Veja-se o que aconteceu em Montalegre, em que eles contavam com o Mundial e fizeram o investimento, mas depois não tiveram a prova. Para fazer uma pista nova podem não chegar 20 milhões de euros, o que é muito dinheiro”, reconhece.
A vida de piloto não consiste apenas em festejar vitórias. É preciso perder muito tempo, tornando-se cansativa: “Eu terminei os campeonatos 1999 porque foram muitas noites perdidas e chegou a uma altura em que não dava mais, pois era muito desgastante”, diz. Nessa altura, José Dias já tinha conquistado vários troféus e, por isso, não tinha a “fome de vitórias e de títulos” como incentivo para continuar. “Tenho muito orgulho nos prémios que consegui e ainda mais pelo facto de ter preparado os carros. É um duplo orgulho”, afirma.

A última corrida com uma vitória emocionante

A Afinauto continua a afinar boas máquinas e apenas no ano passado não realizou a prova de resistência, depois de 36 provas e 24 vitórias. Fora dos campeonatos há cerca de vinte anos, as corridas das 6 horas eram para si importantes. A última prova de resistência das 6 horas, que a Afinauto venceu, foi a última corrida de José Dias. “Foi emocionante, surpreenderam-me. Era a última, conseguimos ganhar uma corrida muito difícil, com muito mérito para toda a equipa, em especial para José Artur Teixeira, que conseguiu, sem ter limpa-vidros, com pouca visibilidade, pois era um dia de chuva, recuperar, passar para primeiro lugar e ganhar a corrida”, conta.
No balanço de uma vida ligada aos carros, José Dias distingue pilotos de automóveis de corredores de automóveis: “O corredor atira-se para cima da curva, perdendo muitas vezes o controle. Eu sempre preferi entrar mais devagar na curva e sair mais depressa e assim saio com o carro controlado. Mas cada um tem o seu estilo”, sustenta.

Ao longo da carreira, capotou cinco vezes: “Só capota quem anda depressa. Lembro-me de um acidente com o Peugeot 309, onde capotei várias vezes. Os acidentes fazem parte da nossa história”.

Eu prefiro que o concelho de Lousada seja uma Vila bonita do que uma cidade feia, Lousada não cresceu tanto como outras cidades, mas sim, cresceu com mais qualidade. Nós temos tudo aqui em Lousada. Gosto muito de Lousada.

2 Comments

  1. Fernando Barros

    Parabéns JOSÉ DIAS. Vi com entusiasmo, a maior parte das suas conquistas, até ao ano de 1993. Tenho orgulho de ter participado, como comissário, desde a primeira prova, ainda experimental, na pioneira pista da Costilha. Grandes provas aí se realizaram, quer nacionais quer internacionais. Grande e forte abraço para si e para o mano.

    Reply
  2. Manuel Cristóvão Barbosa

    …é que gastava pneus. Parabéns e um abraço ao Zé Dias.

    Reply

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