por | 16 Abr, 2020 | Grandes Louzadenses, Sociedade

Município desafia empresas para fabricarem equipamentos de proteção certificados

Com as múltiplas mudanças nas vidas da população impostas pela Covid-19, tornou-se imperiosa a necessidade de produção, em larga escala, de Dispositivos Médicos (DM) e Equipamentos de Proteção Individual (EPI).

Este foi o mote para que o Município de Lousada lançasse um desafio às empresas da área da confeção de vestuário, entre outros setores industriais, para que possam produzir estes materiais, consoante as regras e padrões de qualidade pré-definidos e disponibilizados pelo CITEVE- Centro Tecnológico Têxtil e Vestuário, em articulação com os Ministérios da Saúde e Economia, especialmente com o INFARMED e a ASAE.

Assim, o Município disponibiliza toda a ajuda possível para o registo das empresas interessadas na respetiva plataforma (https://covid19.min-saude.pt/dispositivos-medicos-e-equipamentos-de-protecao-individual/), bem como a articulação com as diversas entidades governamentais.

O Presidente da Câmara Municipal de Lousada, Dr. Pedro Machado, salienta que “se pretende que este desafio seja levado a cabo com total segurança, qualidade e devidamente validado pelas entidades competentes. Por essa via, os fabricantes devem notificar a ASAE – estando o Município disposto a auxiliar – da atividade de fabrico das máscaras ou de outros materiais fabricados. Neste seguimento a autarquia disponibiliza um dossier técnico do produto onde se incluem as características da matéria-prima, a descrição do processo de fabrico, a informação a fornecer com o produto e os relatórios dos ensaios realizados e da conformidade do produto emitidos por laboratório reconhecido, nomeadamente os laboratórios acreditados para os métodos indicados”.

Este é um cenário vivido em Lousada, mas também no país e no mundo, verificando-se um aumento exponencial da procura e uma escassez de oferta certificada, já que os fabricantes habituais não conseguiram, ainda, expandir a sua capacidade produtiva a fim de suprir as necessidades atuais do mercado. Pretende-se, assim, a disponibilização célere destes produtos à população, como forma de prevenir o contágio e garantir a saúde e a segurança. 

No entanto, para que os pressupostos sejam cumpridos, existe um conjunto de regras que tem de ser cumprido, do ponto de vista da segurança.

A documentação técnica está disponível em https://www.citeve.pt/artigo/c_fichas_tecnicas, no que respeita a EPIs, fardamentos, vestuário de doentes, cama e higienização, máscaras descartáveis Tipo I, Tipo II e máscaras sociais reutilizáveis.

Esta é uma situação que está prevista no Decreto-Lei n.º 14-E/2020, que estabelece um regime excecional e temporário para a conceção, o fabrico, a importação, a comercialização nacional e a utilização de dispositivos médicos para uso humano e de equipamentos de proteção individual de modo a combater a Covid-19. De salientar ainda que utilização destes produtos no espaço europeu está sujeita a procedimentos de avaliação de conformidade, cuja verificação possibilita e determina a aposição da marcação CE nos produtos em causa, no âmbito dos procedimentos de fiscalização de conformidade por parte das entidades competentes.

Comentários

Submeter Comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Artigos recentes

​A falta de civismo na deposição de lixo nos contentores é um problema visível em vários locais....

Há animais que quase toda a gente gosta à primeira vista. A joaninha é um deles. Pequena, redonda,...

Sousela é campeão de futebol distrital do INATEL

A Colectividade Recreativa e de Ação Cultural de Sousela (CRACS) venceu a Final Four da fase...

Lousadense Marco Silva é campeão pelo FC Porto

O jovem futebolista lousadense Marco Silva conquistou hoje o título de Campeão Nacional de...

Foi hoje inaugurado, na Escola Secundária de Paços de Ferreira, um projeto inovador e sustentável:...

Lousadense Beatriz Ferreira mobiliza comunidade para apoiar escolas em Cabo Verde

A solidariedade volta a ganhar voz em Lousada pelas mãos de Beatriz Ferreira, jovem lousadense que...

Na última sessão da Assembleia Municipal de Lousada, perguntei ao executivo que estratégia tem...

“Contas certas não significam contas justas nem desenvolvimento real”

Na mais recente Nota de Imprensa do PSD Lousada, o partido "manifesta a sua profunda preocupação e...

Crédito Agrícola perde em tribunal

O Supremo Tribunal condenou a Caixa Agrícola a pagar e reintegrar Susana Faria, mantendo a decisão...

AGRADECIMENTO

COM ETERNA GRATIDÃO, eu, Maria Irene Monteiro, venho, através d’ O Louzadense, agradecer o imenso...

Siga-nos nas redes sociais