Editorial da edição de aniversário do jornal “O Louzadense”

Quis o destino, que O Louzadense surgisse com a sua 1ª edição no dia 25 de abril 2019!

Estamos assim associados a esta data tão importante para todos nós, pois há 46 anos, obtivemos a faculdade de podermos exprimir livremente as ideias e opiniões. O nosso direito de requerer, receber e partilhar informação e ideias, sem medo nem interferência ilícita, é crucial para a nossa educação, para nos desenvolvermos como indivíduos, ajudarmos as nossas comunidades, acedermos à justiça e usufruirmos de todos os nossos outros direitos.

O Louzadense surgiu numa fase difícil para a comunicação social escrita regional, mas com coragem e ambição de sermos um meio de comunicação regional de referência, eficiente e inovador, reconhecido e valorizado por um público cada vez maior, tanto pela relevância como pela qualidade dos conteúdos produzidos. Oferecer informação de qualidade, de forma ética, imparcial, independente, rigorosa, criativa e inovadora são seguramente objetivos e valores que alicerçam a nossa missão.

Estamos, cada vez mais, a chegar a novos leitores, fundamentalmente pela via digital (10 mil seguidores). A leitura híbrida, ou seja, uma parte em papel, outra parte no digital, será cada vez mais uma tendência. Tal como a forma de publicar, de editar, também será cada vez mais híbrida. Não podemos ser estáticos. Precisamos de experimentar coisas em tempo real. Esta edição também será híbrida, pois iremos pulicar em papel e disponibilizaremos em formato de PDF (Portable Document Formatno) no nosso Website, não esquecendo, que depois colocaremos singularmente, todos os artigos nas redes sociais.

Da mesma maneira que há 46 anos houve esperança num Portugal melhor, com liberdade de imprensa e de expressão, bem como o direito à saúde, à greve, ao ensino e à emancipação das mulheres, hoje também teremos de acreditar em novas conquistas no âmbito de novos modelos de pensamento, produtividade, ensino e fraternidade entre todos nós.

É importante não ceder ao medo ou perder a esperança. Estamos todos juntos neste desafio maior da humanidade. Já existem exemplos surpreendentes de solidariedade no contexto desta crise – entre nações, entre amigos, entre vizinhos e entre estranhos. Apesar do medo que nos assola, temos visto a superação diária de tantas pessoas, desde os profissionais de saúde a todas aquelas pessoas que com a sua profissão mantêm os países a funcionar durante esta crise. Particularmente em Lousada, temos observado notável solidariedade entre empresas, município, instituições de solidariedade social e não só, bem como entre anónimos lousadenses. Se esta crise era impensável há alguns meses, o mesmo acontecia com tantas pessoas fazendo favores a estranhos ou ruas cheias com o som de vizinhos a cantar juntos. A empatia e o cuidado pelos outros estão a tornar-se o novo normal, e isso é algo que temos de celebrar e agradecer. Há muito para ter esperança.

Focando-nos nesta edição, e como não poderia deixar de ser, abordará o primeiro aniversário de O Louzadense e a revolução dos cravos. Teremos a oportunidade de conhecer testemunhos sobre o 25 de abril, quer do ponto de vista de um militar à época, dos partidos políticos com representatividade local e de alguns lousadenses, que aceitaram partilhar a sua opinião sobre este acontecimento relevante.

Com muito orgulho, compartilharemos a opinião sobre a “revolução dos cravos” de um “Capitão de Abril”, o Coronel Vasco Lourenço, que amavelmente nos fez chegar o seu artigo, que preparou para a Associação 25 de Abril, que preside. Desde da sua estada em Lousada há um ano e depois de nos ter concedido uma entrevista, ficou sensibilizado por termos escolhido esta data para lançar a nossa 1ª edição. Estamos gratos por se ter lembrado de O Louzadense e pela sua honrosa partilha.

Analisaremos as preocupações de alguns comerciantes e empresários sobre as consequências da pandemia, que estamos a padecer. Além de continuarmos a apresentar a visão de lousadenses sobre a mesma, recolhida por videoconferência.

Desta vez o “Grande Louzadense” é o Capitão Campos Barros, foi militar e viveu de perto o 25 de abril. Trazemos algumas das suas vivências desses dias atribulados, mas promotores de alegria e de esperança.

Os nossos colaboradores articulistas continuam a demonstrar competência, sagacidade e pluralidade de opiniões, que pretendemos e que objetivamente agradam aos nossos leitores.

Fique em casa!
Viva o 25 de abril!
Boa leitura!

O diretor, José Diogo Fernandes

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