Regresso às aulas: Orlando Pereira, diretor do Agrupamento de Escolas Lousada Este

O início do ano letivo implicou por parte das direções dos agrupamentos de escolas muito trabalho para conseguirem implementar planos de contingência que defendam a saúde pública. Cientes que o sucesso da escola será determinante para a vida do país, não pouparam esforços para conseguirem as melhores soluções.

“Vejo este início do ano com muita apreensão. No entanto, dada a preparação que fizemos dele, estamos com muita esperança e muito otimistas, pois temos bons profissionais. Temos vindo a elucidar as nossas famílias e os pais dos alunos, que já estão muito compenetrados, fizemos inclusivamente algumas reuniões presenciais, nomeadamente com os alunos mais jovens.


Estamos muito otimistas e, de uma forma muito corajosa, vamos abraçar o início deste ano com o regime presencial. Todos sabem o que se deve fazer. E, agora, quando os nossos alunos chegarem, vamos também educá-los, dizer-lhes que temos de redobrar os cuidados para termos muita saúde e escola como queremos, com professores e alunos no regime presencial, dentro da sala de aula.


Todo o trabalho que fizemos foi promover o distanciamento social físico dos nossos alunos. Do primeiro ao nono ano, as turmas não têm mais de dezoito alunos. Esse foi o princípio fundamental e, portanto, não obstante o que a lei exige, conseguimos promover o distanciamento, utilizamos todas as instalações, e cada aluno vai ter a sua mesa, a sua cadeira, a sua sala, excetuando as atividades e disciplinas do currículo, que são em salas específicas. Esse foi o princípio que elegemos como fundamental. Aqui na escola sede e nas outras escolas, temos entradas e saídas diversas diferenciadas. Nós barramos a ala norte e a ala sul, que estão separadas para que os alunos não se cruzem, e temos zonas diferenciadas com marcações, onde estão apenas três turmas que convivem com o mesmo corpo docente. Essas três turmas terão três circuitos diferentes, tudo diferenciado, para que haja o menos possível de cruzamento. Distanciar foi o nosso lema. Depois de todo este esforço, desde o final de junho, com a minha equipa de direção e com os professores, desde 1 de setembro.
Temos um plano de atuação para a recuperação e consolidação das aprendizagens. Tudo isso está construído para percebermos o ponto em que estão os alunos, para este recomeço de aulas após alguns meses sem escola. O desejável é que todo este esforço seja coroado com o ensino presencial até ao final do ano letivo, com saúde, com entusiasmo, com coragem por parte dos nossos docentes, não docentes e dos nossos alunos, que é para eles que nós trabalhamos.”

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