Realizou-se no passado dia 31 de janeiro a primeira edição das Conferências “O Louzadense”, uma iniciativa da Cooperativa InovLousada, através do jornal O Louzadense, e cuja personalidade convidada foi o Dr. Paulo de Morais, português sobejamente conhecido do público em geral pela sua luta pela cidadania ativa de todos os cidadãos, mas também pela luta contra a corrupção e promoção da transparência na gestão pública.
O Dr. Paulo de Morais é professor universitário e investigador na Universidade Portucalense. É presidente da Frente Cívica. Foi perito do Conselho da Europa em missões internacionais de consultadoria sobre boa governação pública, luta anticorrupção e branqueamento de capitais. Foi membro do núcleo fundador da “Transparência e Integridade”. Foi candidato a Presidente da República em 2016 e candidato às eleições europeias em 2019.
Numa entrevista moderada pelo Dr. Carlos Manuel Nunes, o Dr. Paulo de Morais proporcionou aos lousadenses uma animada, assertiva e cativante conversa sobre diversos temas atuais, relevando a sua ousada luta pela promoção da transparência, ética e integridade na gestão pública. A entrevista versou essencialmente sobre quatro temas: rescaldo das eleições presidenciais; bazuca europeia; transparência na gestão pública; e poder local. Não fugiu a nenhuma questão e colocou o nome dos principais interessados na manutenção deste estado que não combate a grande corrupção.
Foram colocadas diversas questões sobre os temas em entrevista, como por exemplo: Quais as razões que o levaram a não se recandidatar à Presidência da República?; De que forma se pode e deve promover a transparência na gestão pública dos fundos europeus?; Quais devem ser as prioridades de investimentos dos fundos europeus e o que deverá ser feito para que o dinheiro chegue efetivamente à economia real produtiva?; O que é preciso ainda fazer para mudar este estado de coisas a favor do equilíbrio, estabilidade, transparência e coesão social?; Quando há fenómenos de nepotismo, portanto de uma teia de relações familiares, na mesma administração e organismo de gestão ou, até mesmo, quando as estruturas funcionais são administradas pelas mesmas pessoas durante anos a fio, considera que pode haver riscos de vício e viciação de processos de gestão?; Como vê os efeitos da pandemia na economia, na sociedade e na vida das pessoas? Para além da crise que certamente nos dirá estar a acontecer e virá agravar-se, também vê nesta crise oportunidades para construirmos um futuro melhor para todos?; entre tantas outras perguntas, todas elas respondidas com elevada sabedoria, convicção, firmeza e frontalidade.
Houve ainda a oportunidade para os participantes colocarem os seus comentários e questões, através da interatividade online que a transmissão do webinar permitiu.
Veja ou reveja a entrevista completa aqui.












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