por | 30 Jul, 2021 | Cultura

Rancho de Caíde sonha reconstruir a sede

O Rancho Folclórico S. Pedro de Caíde de Rei nasceu em 2002, na freguesia de Caíde. Em 2006, gravaram o seu primeiro CD e, embora sonhem com o novo disco desde então, em primeiro plano está a remodelação da sede. Sem festivais e desfiles, devido à covid-19, temem o desaparecimento desta arte e que os jovens percam cada vez mais o interesse. 

A oito de dezembro de 2002, na freguesia de Caíde, nasce uma nova associação: o  Rancho. Com tradicionais marchas do cortejo, as marchas de São Pedro, o grupo de amigos unia-se, nesta época especial, e concretizava o desfile. “Uma vez, o Fábio disse-nos que dali ia sair um rancho a sério, e saiu mesmo”, comenta o Joaquim Teixeira, presidente do rancho desde 2018, tendo ocupado outros cargos anteriormente. 

Entre 2003 e 2004, Joaquim Teixeira foi convidado para fazer parte desta família. Desde os seus primeiros dias, até hoje, o rancho sofreu grandes mudanças: “antigamente, nada tinha haver com folclore, as marchas, os cantares e as roupas não eram os adequados”, explica. 

Já em 2007, a direção tomou a decisão de inscrever este rancho na Federação do Folclore Português, dando início a uma grande mudança desta Associação. “A Federação veio cá ver as nossas condições e começamos do zero”, afirma. 

Este processo tornou-se complicado, uma vez que eram um grupo amador e sem experiência nesta arte. Por isso, pediram ajuda aos caidenses mais velhos. “O senhor Barbosa foi uma grande ajuda na parte do guarda roupa e o Rancho da Aparecida foi, no geral, uma ajuda valiosa”, recorda. 

Apesar do processo ter sido complicado, esta família manteve-se unida e chegaram ao final contentes e motivados para darem início a este rancho. 

“As pessoas já não veem o folclore como antigamente e acabam por não aderir.” 

“A maior dificuldade que o rancho tem enfrentado ao longos dos anos é  arranjar pessoas que queiram dar continuidade a esta associação, as pessoas já não veem o folclore como antigamente e acabam por não aderir”, lamenta o presidente. 

Falta de juventude marca dificuldades do grupo 

Embora exista alguma juventude interessada, não é suficiente para completar este grupo. Devido à pandemia, o grupo, que inicialmente era completado por 35 pessoas, diminuiu. Sendo que o rancho é visto, pelos mais jovens, como uma atividade mais antiga, torna-se árduo manter e chamar atenção dos mesmos. 

“Umas porque a idade já é avançada, outras porque os estudos não permitem, principalmente a juventude”, lamenta. Se antes da pandemia era difícil manter o grupo com um número de membros estável, com o aparecimento da covid-19, as coisas não melhoraram, tornando-se cada vez mais difícil. 

“Não temos as nossas atividades, mas uma coisa que nunca nos abandonou foram as despesas e não tem sido fácil conseguir lidar com isto.” 

Sem festivais, desfiles e momentos que possam partilhar o seu talento, o rancho de Caíde tem tentado enfrentar as dificuldades monetárias. “Não temos as nossas atividades, mas uma coisa que nunca nos abandonou foram as despesas e não tem sido fácil conseguir lidar com isto”, revela Joaquim. 

Em 2006, gravaram o seu primeiro CD e não escondem a vontade de fazer outro, “o de 2006 tem várias músicas que já não estão no nosso reportório de atuações”, explana o presidente. 

Apesar de quererem gravar um novo disco, o rancho tem outras prioridades, nas quais estão incluídas as obras na sede de ensaios, deixando o sonho do CD para segundo plano. 

A curto prazo, o presidente sonha com o crescimento do grupo e que a família vá crescendo ao longo dos tempos. 

Comentários

Submeter Comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Artigos recentes

Cool Dance levou dança e emoção ao Euro RX em Lousada

O grupo de dança Cool Dance, a convite do Clube Automóvel de Lousada (CAL), marcou presença no...

Chega setembro, regressam as aulas e, com elas, algumas das memórias de infância e juventude desse...

NOVOS BOMBOS EM LOUSADA (1)

Os Magnetenses: a tradição que ganha nova força Um novo grupo de bombos nasceu em Meinedo com 20...

O ESCUDO INVISÍVEL NO CIRCUITO INTERNACIONAL DE LOUSADA

ED4 levou a segurança no desporto automóvel ao patamar mundial Vamos falar de uma equipa que não...

Edifício da Adega nasceu há 70 anos

OBRA CUSTOU “DOIS MIL CONTOS” Assinalam-se este mês 70 anos do início de um dos projetos mais...

Grande Entrevista a LUÍS MARINHO (CAL)

“Não procuro ficar na história, procuro continuar a fazer mais e melhor” Aos 38 anos,...

JULIANA COSTA, UMA ARTISTA QUE SE REVELA FORA DE LOUSADA

Das raízes em Figueiras à afirmação na arte texturizada Natural de Figueiras, no concelho de...

DECATHLON LIGA PRO JÁ COMEÇOU

Lousada e Aparecida entraram com o pé esquerdo num campeonato que se espera espetacular. Os...

Câmara reforça apoio ao CAL para o Euro RX

A Câmara Municipal de Lousada reforçou em 428.721,27 euros o apoio financeiro ao Clube Automóvel...

EURO RX PROMETE GRANDE ESPETÁCULO

Lousada decide títulos europeus de Ralicross com estreia de corrida noturna O Circuito...

Siga-nos nas redes sociais