por | 4 Set, 2021 | Política

Simão Ribeiro quer polos de investigação na zona industrial de Caíde de Rei

O candidato da Coligação Acreditar Lousada à presidência da Câmara Municipal, Simão Ribeiro, defende a implementação de polos de investigação e desenvolvimento (I&D) na futura zona industrial de Caíde de Rei, em parceria com uma universidade de referência, adequados às necessidades de empresas de carácter tecnológico.

Para Simão Ribeiro, “a zona industrial de Caíde de Rei é um projeto que já chega tarde” e que não deve basear-se apenas na introdução infraestrutural. “Deve ser pensado em parceria com a Universidade do Porto ou a Universidade do Minho, de forma que ali sejam criados polos de I&D e, também, ensino profissionalizante adequado ao tipo de empresa que queremos captar e da mão-de-obra que será necessária”.

No fundo, acrescentou o candidato, “aquilo que está em causa é decidir entre uma Câmara Municipal que será um mero promotor imobiliário – como foi em Lustosa – ou uma autarquia que tenha um projeto verdadeiramente inovador, de futuro, pensado a uma década, que é aquilo que proponho”.

O candidato lembrou que “a zona industrial de Caíde de Rei é uma bandeira que o PSD defende há mais de 30 anos e que, durante todo esse tempo, foi sendo empurrada para a frente pelo Partido Socialista”.

Simão Ribeiro sublinhou que “já em 2013 o atual candidato do Partido Socialista, Pedro Machado, dizia que, no mandato de 2013 a 2017, iria concretizar este projeto, mas depois, em 2017, retirou-o do seu programa eleitoral e deixou-o cair no esquecimento”.

“Agora, decidiu recuperar esta ideia, depois de ser confrontado com o nosso discurso de modernidade, de necessidade de captação de investimento e inovação. E, afinal, vem dizer que consegue resolver tudo em menos de um ano”, disse.

Na opinião de Simão Ribeiro, a zona industrial de Caíde de Rei deve ser vocacionada para empresas de base tecnológica porque Lousada necessita, urgentemente, de criação de emprego com melhores salários.

A propósito, recordou que “Lousada é, entre os 80 concelhos mais populosos do país, aquele que regista menor índice de rendimento per capita”. E lembrou as responsabilidades de Pedro Machado nesta situação ao realçar que o candidato do Partido Socialista “é presidente da Câmara há 10 anos e foi ainda mais seis vereador”.

“Nas suas intervenções, o candidato do PS tem dito que o rendimento em Lousada aumentou 12,9 por cento nos últimos quatro anos, mas esquece-se de referir o resto, ou seja, que no mesmo período o salário mínimo nacional cresceu 14 por cento”, destacou Simão Ribeiro.

“Portanto, se fizermos esta comparação, percebe-se, claramente, que aquilo que aumentou em Lousada pouco mais foi do que salários mínimos nacionais, cuja responsabilidade do município é zero”, acrescentou.

Além disso, Simão Ribeiro defende uma leitura adequada dos números do Instituto Nacional de Estatística (INE) relativos ao desemprego. “É verdade que a taxa de desemprego está nos cinco por cento em Lousada, o que significa que 95 por cento da população ativa do concelho encontra-se empregada. No entanto, ainda segundo dados do INE, essa população ativa representa 71,6 por cento dos habitantes de Lousada, o que corresponde a cerca de 34 mil pessoas”, explicou.

“Destas, trabalham em Lousada – em todas as áreas que não dizem respeito ao setor público nem a instituições financeiras – entre 18 mil a 20 mil pessoas. Isto quer dizer que existem 14 mil pessoas – cerca de 40 por cento da população ativa de Lousada – que foi obrigada a sair da sua terra para poder encontrar emprego e melhores salários”, acrescentou.

Simão Ribeiro lamentou, por isso, que a maioria socialista e a candidatura do PS divulguem apenas os números que servem os seus interesses e não a realidade do concelho de Lousada, que governam há décadas.

Comentários

Submeter Comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Artigos recentes

Vera Silva e Ana Sousa ultrapassam com êxito desafio do Hybrid Day em Beja 

Num ambiente com temperatura nos 38°, as atletas lousadenses Vera Silva e Ana Sousa lançam-se no...

AMBIENTE & PATRIMÓNIO, POR ERNESTO GONÇALVES ________________ A UVA — Entre a terra, o trabalho e a memória

A uva, o cacho, a vide, a videira, a ramada, o bardo, o esteio, a vindima, o vinho, o bagaço, a...

Casa do Rio: quando preservar o passado é também preparar o futuro

Há datas que ficam na memória de uma casa. Na Casa do Rio, em Torno, Lousada, a de 22 de agosto de...

Cool Dance levou dança e emoção ao Euro RX em Lousada

O grupo de dança Cool Dance, a convite do Clube Automóvel de Lousada (CAL), marcou presença no...

Chega setembro, regressam as aulas e, com elas, algumas das memórias de infância e juventude desse...

NOVOS BOMBOS EM LOUSADA (1)

Os Magnetenses: a tradição que ganha nova força Um novo grupo de bombos nasceu em Meinedo com 20...

O ESCUDO INVISÍVEL NO CIRCUITO INTERNACIONAL DE LOUSADA

ED4 levou a segurança no desporto automóvel ao patamar mundial Vamos falar de uma equipa que não...

Edifício da Adega nasceu há 70 anos

OBRA CUSTOU “DOIS MIL CONTOS” Assinalam-se este mês 70 anos do início de um dos projetos mais...

Grande Entrevista a LUÍS MARINHO (CAL)

“Não procuro ficar na história, procuro continuar a fazer mais e melhor” Aos 38 anos,...

JULIANA COSTA, UMA ARTISTA QUE SE REVELA FORA DE LOUSADA

Das raízes em Figueiras à afirmação na arte texturizada Natural de Figueiras, no concelho de...

Siga-nos nas redes sociais