É natural de São João da Madeira, mas foi em Lodares que cresceu. Agostinho Gaspar Ribeiro revela ser solidário e transparente, apresenta-se como um homem de “projetos e desafios” e preocupa-se com as causas solidárias. Esteve ligado à política autárquica durante vários anos, tendo sido vereador à Câmara Municipal e presidente do PSD Lousada.
Admite gostar de “rigor e transparência” e considera-se “amigo do amigo”. “Tenho tido, ao longo da minha vida, uma capacidade e uma preocupação com os aspetos solidários, sempre tentei, naquilo que me é possível, e naquilo que é humanamente possível, ajudar aqueles que precisam”, revela Agostinho Gaspar Ribeiro.
Por força da profissão do seu pai, nasceu em São da Madeira, em 1972, mudou-se para Lisboa e, com quatro anos, regressou ao Norte, tendo-se fixado em Lousada, onde permanece até hoje.
“Aqui iniciei a Escola Primária, em Lodares, iniciei a catequese e fiz tudo. Considero-me um lousadense, porque a minha terra é Lousada, não conheci outra. Sou um lousadense convicto e é desta terra que gosto”, confirma.
O seu percurso escolar começa na Escola de Lodares, onde completou o 1.º ciclo, e, mais tarde, segue para o Colégio de Singeverga, em Roriz, Santo Tirso, onde realizou o 2.º ciclo. O ensino secundário foi concluído no Colégio de São Gonçalo, em Amarante.
Concluiu um bacharelato em Engenharia Têxtil e Vestuário, na Universidade Lusíada, em Famalicão, e licenciou-se em Direito, na Universidade Lusófona do Porto, mas nunca exerceu. Em paralelo, “tirei o curso de instrutor de condução e trabalhei durante cerca de um ano no BPA, até ser adquirido pelo Banco Comercial Português”, afirma.
“Mas decidi que aquilo que me chamava era a empresa de família, era o vestuário, era este desafio constante de encomendas, este desafio da indústria que é, de facto, uma das grandes minhas paixões”, acrescenta.
“Seja ela qual for, tenho uma paixão muito grande pela indústria.”
Por isso, hoje é sócio-gerente da empresa familiar, “GASPORTEX”, atividade pela qual tem um grande fascínio. “Seja ela qual for, tenho uma paixão muito grande pela indústria. Acho que tudo o que é transformar é um desafio constante diário, mas muito compensador. E isso dá-me alento, faz-me correr no dia a dia. A partir dos 27 anos assentei na indústria e na empresa de família”, conta.
Assumir a empresa da família
Ter um negócio nunca foi o seu sonho, mas a oportunidade foi surgindo. “Acabei por ficar, porque sou o mais velho de três irmãos. Acompanhei o início da empresa, que nasceu em 1985, e, portanto, fui o primeiro a acompanhar isto, fui ficando e assumindo responsabilidades e, mais tarde, com a doença do meu pai, tive de assumir mais responsabilidades e acabei por estar aqui na circunstância que estou hoje”, confirma.
“Os meus pais constituíram esta empresa em 1985, com muitas dificuldades a todos os níveis. Foi crescendo e a partir de 1997 comecei a ter mais responsabilidades”, afirma, revelando que, ainda hoje, “a minha mãe está na linha de produção.”

“Tudo o que é a transformação e o desafio constante de inovar, de modernizar, de transformar, de ter uma boa oferta, a relação com os clientes, a exportação, sempre me fascinou. A partir de 2000, quando eu me ocupei na íntegra da “GASPORTEX”, o meu grande projeto foi a exportação, até aqui a empresa trabalhava quase como subcontratada para Portugal e hoje é quase o inverso”, revela.
Dedicação à política autárquica
Ainda muito jovem, a convite de um Lodarense e amigo, Tito Brandão, ingressou na Juventude Social-democrata (JSD). “Na altura entusiasmei-me com a ideia”, esclarece, referindo que “desde miúdo que aqui em casa ouvimos falar no Sá Carneiro, daquilo que lia e via parecia-me que era o enquadramento político correto. E eu aderi”.
Em 1991, “Leonel Vieira convidou-me para fazer parte de uma Comissão Política da JSD e de lá para cá nunca mais parei”, lembra, registando já mais de 20 anos ao serviço da política concelhia.
Agostinho Gaspar Ribeiro foi vereador sem pelouro à Câmara Municipal, a partir de 1997 e até 2001, na candidatura de António Gonçalves. Em 2001 apoiou a candidatura de Francisco Barbosa e assumiu a função de líder da bancada parlamentar do PSD na Assembleia Municipal, de 2001 a 2005.
Entre 2005 e 2009, “entendi que era tempo de parar e de me dedicar à vida profissional e estive sem funções autárquicas.”, testemunha. De 2009 a 2017, foi vereador sem pelouro à Câmara Municipal, juntamente com Leonel Vieira.
Simultaneamente, foi Presidente do PSD Lousada durante sete anos, de 2010 a 2017, ano em que terminou as suas funções na política.
Acredita que ser vereador foi “algo importante, porque acho que consegui, apesar de na oposição, de contribuir com um conjunto de ideias, em conjunto com os candidatos que referi, para um certo desenvolvimento do nosso concelho. Por força e persuasão da oposição que fazíamos conseguimos um conjunto significativo de ideias que permitiram melhorar a qualidade vida dos lousadenses”.

“A questão dos transportes escolares, que fizemos uma luta muito grande até que o município comprou autocarros novos, a construção de Gimnodesportivos nas Freguesias, os centros escolares, a questão industrial que há muitos anos nos debatemos para que o município consiga captar investimento”, enumerou, são alguns dos projetos alcançados pelo ex-vereador.
“Ao contrário do que se pensa, na oposição consegue-se fazer um trabalho muito importante se for feito pela positiva.”
Acrescenta, ainda, que, “ao contrário do que se pensa”, na oposição “consegue-se fazer um trabalho muito importante se for feito pela positiva. Eu sei que não tem a mesma visibilidade, mas por força da determinação, quase que obrigamos o poder político para que execute as ideias dos nossos programas e nós fizemos sempre excelentes programas autárquicos”.
Para Agostinho Gaspar Ribeiro, o seu maior desafio político foi assumir a presidência do PSD Lousada, “porque não estava à espera e não era o meu objetivo”. Ainda assim, assumiu a candidatura e presidiu o partido durante sete anos.
“O PSD Lousada, apesar de não estar no poder há 32 anos, é um partido muito implementado, enraizado, gere hoje a maioria das juntas de freguesia e foi conquistado na minha presidência do partido, tivemos um empate na assembleia municipal e ficamos muito próximo de ganhar a Câmara”, explica.
O ex-presidente lembra que as grandes freguesias do concelho como Meinedo, Lustosa/Barrosas St.º Estevão, Nevogilde, Silvares/Pias/Nogueira/Alvarenga, Nespereira/Casais, Sousela, Figueiras/Covas e Aveleda são geridas por autarcas do PSD/Lousada, “o que representa uma grande responsabilidade e ser presidente de um partido que tem esta responsabilidade em paralelo com a vida profissional é um desafio grande, mas ao mesmo tempo muito aliciante”.
“Na minha perspetiva, olhando para trás, foi muito compensador, porque acho que contribui com a minha capacidade de moderação e de trabalho para que hoje o concelho tenha uma gestão em muitas áreas e em muitas freguesias de primeira linha”, orgulha-se.
Ao longo do seu percurso, Agostinho Gaspar Ribeiro integrou as Comissões Políticas Distritais da JSD e do PSD, mas admite não ter ambição para assumir um cargo a nível distrital ou nacional. Na JSD Lousada foi vogal, secretário, tesoureiro, vice-presidente, presidente e presidente do plenário. No PSD Lousada foi vogal, vice-presidente, vice-presidente e presidente da mesa do plenário e presidente da concelhia. Na autarquia foi vereador e membro da Assembleia Municipal, foi deputado da Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa e da Associação de Municípios do Vale do Sousa.
“Apenas tive, ao longo dos anos, o desafio de discutir diariamente políticas autárquicas, em que nós podemos verificar junto dos nossos concidadãos o que conseguimos melhorar com aquilo que implementamos. É um desafio extremamente compensador e foi isso que sempre me deu algum alento. Obviamente que nem sempre fui compreendido, nem tudo o que propus foi aceite, mas tenho essa convicção de que, ao longo destes mais de 20 anos, contribui de forma positiva para Lousada”, determina.

Dadas as suas funções na autarquia, integrou, ainda, o Conselho Geral da Lousada Séc. XXI, durante 18 anos.
Os desafios não terminam por aqui e, por isso, concorre na Lista à Assembleia Municipal, “onde se pode debater modernidade, projetos, sem ter que se depender do tempo que se exige de um executivo”, afirma, acrescentando que “continuarei sempre na política, se não for mais, como cidadão”.
Fascínio pelo associativismo
No que diz respeito ao associativismo, Agostinho Gaspar Ribeiro foi membro do conselho fiscal da AD Lousada e fez parte dos órgãos sociais de várias associações. “Sou sócio em diversas associações e tento participar em todas as assembleias e participar ativamente em todas elas. Gosto de Lousada, tenho um respeito enorme e uma grande admiração pelas associações e instituições do concelho”, revela
“Temos um movimento associativo excelente, porque as pessoas gostam disto e é por isso característico.”
“Porque Lousada tem lousadenses de grande qualidade, é gente de trabalho e que ao mesmo tempo que tem que levar a sua vida, consegue ter um espaço para se dedicar ao bem comum. E é por isso que Lousada tem mais que qualquer outro concelho da região o maior e melhor número de associações no concelho. Temos um movimento associativo excelente, porque as pessoas gostam disto e é por isso característico”, assegura.
Mostrando-se disponível para debater ideias, espera que os cidadãos “participem mais no debate, façam mais propostas, porque todos temos a ganhar com isso e o concelho consegue atingir aquilo que necessita”












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