por | 9 Dez, 2021 | Editorial, Opinião

Editorial da edição n.º 63 de 09 de dezembro de 2021

Hoje, dia nove de dezembro, comemora-se o dia internacional contra a corrupção. A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) no dia 9 de novembro de 2003, quando foi assinada a Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, que entrou em vigor em 2005. A data tem como objetivo consciencializar as pessoas acerca do que é corrupção, quais as consequências desse crime, bem como envolver todos os cidadãos no seu combate, principalmente através de denúncias.

Muito se tem escrito sobre este tema cá em Portugal, pois temos sido assolados por muitos casos bastante relevantes e prejudiciais para o nosso país. Claro que esta é a grande corrupção, mas por vezes há outras também encapotadas a nível regional e local. A justiça está mais virada para a corrupção nacional, mas temos visto que a nível local existem muitas cumplicidades e entreajudas bastante comprometedoras. Temos lido e ouvido que por vezes o poder autárquico tende a favorecer os “seus amigos” e quem diz bem deles. Grassa por aí alguns exemplos de “superpoder” e “autoritarismos”. A lei de “quem não é por mim é contra mim” cria injustiças e desigualdades que não se compadece com a democracia que muitos defendem. Os subsídios encapotados para as associações que os relevam, bem como para a comunicação social que os constantemente destacam, são exemplos de corrupção que muitas das vezes escapam à observação do cidadão comum. Também conhecemos exemplos de construções aprovadas em tempo record e por vezes com legalidade duvidosa, que brotam por vários concelhos, mas que poucos se atrevem a referir, pois têm medo de represálias. A liberdade e igualdade estão muitas das vezes arredadas destes meios autárquicos. Enfim, vamos convivendo com estas tropelias às liberdades e garantias da população, até que se faça luz no espírito do povo e da justiça.

O padre Ricardo Freire é o nosso “Grande Louzadense”! Homem pacato, amável e com grande generosidade, é o “cartão-de-visita” deste lousadense que tem feito um percurso assinalável na ação religiosa e pastoral. Foi missionário e professor universitário, tendo estudado em Roma, circunstância pouco habitual para os teólogos lousadenses. Cidadão do mundo, mas com um afeto enorme pela sua terra natal.

Realça-se que O Lousadense iniciou nova rubrica dedicada às histórias/estórias do futebol lousadense. Começamos com José Ventuzelos. Cidadão exemplar, que foi um excelente guarda-redes de futebol e continua a colaborar com o desporto lousadense. Temos a entrevista nas redes sociais d’O Louzadense e retratamos aqui um pouco da sua Cidadania ativa em prol de Lousada.

Realçamos a atividade levada a cabo pelo Hospital de Lousada sobre a criação de formas para atenuar os receios das crianças em tratamentos hospitalares.

A cooperativa InovLousada, detentora do jornal O Louzadense, promove uma exposição “Arte Fora de Portas” com trabalhos dos alunos de artes da turma 12ºH, coordenados pelo professor Luís Melo, da Escola Secundária de Lousada. Esta é certamente uma boa forma de promover os nossos jovens e os seus trabalhos escolares de grande nível.

O Louzadense continuará esta missão de relevar e aproximar os lousadenses ao que é seu.

Continuem a seguir-nos!

Boa leitura!

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