por | 20 Out, 2022 | Editorial

Editorial da edição 83º de 20 de outubro de 2022

Vinho…lousadense!

Desde a antiguidade clássica, que a vindima sendo época da colheita das uvas, é celebrada como se de uma festa se tratasse, pois era o culminar do trabalho de um ano inteiro que, naquele momento, simbolicamente se festejava. No passado recente, as vindimas ocorriam entre setembro e outubro, dependendo obviamente das temperaturas do verão e da quantidade de pluviosidade do ano. Atualmente, já começam em agosto, mesmo na nossa zona de vinho verde, fruto das mudanças do clima, que matura a uva bem mais cedo. No passado, uma forma de prever a melhor altura para as vindimas era através de um método popular, que consistia em verificar quando murchavam os pés das uvas e as peles dos bagos começavam a contrair.

Antes das vindimas há todo um trabalho que por vezes se ignora e que é fundamental para termos um ótimo néctar nos nossos copos. Os enólogos recolhem e analisam amostragens para controlar a maturação das uvas, assim como a acidez, peso e cor. É necessário encontrar o grau de acidez indicado porque com o passar do tempo os ácidos transformam-se em açúcares, o que leva a um aumento do álcool. Cabe depois aos produtores, em função da casta, determinar a relação que mais lhes convém em função do tipo de vinho que pretendem produzir. Posteriormente realiza-se o transporte dos cachos nas melhores condições evitando assim a fermentação antes do tempo. Isto tudo representa uma nova dinâmica na produção do vinho, que alguns de nós desconhecemos.

O ecoturismo tem sido outra oportunidade para os produtores de vinho potenciar as suas quintas, pois há quem procure a aventura de participar no processo de colher manualmente as uvas no meio dos vinhedos, onde ainda muitos homens e mulheres fazem apanha manual. Paralelamente existem as provas de vinho, a restauração e a hotelaria, que são receitas fundamentais para o equilíbrio financeiro de muitas delas.

O Louzadense releva dois grandes produtores de vinho lousadense. A engenheira Joana de Castro, da Quinta de Lourosa e o engenheiro Manuel Oliveira, da Casa da Bouça. Estes dois produtores têm aumentado a sua área de produção, bem como a sua qualidade, não tendo qualquer problema em escoar o seu produto.

Sérgio Silva é o “Grande Louzadense” desta edição. Jornalista bastante conhecido da nossa praça. Atual diretor do jornal TVS tem sido um excelente divulgador da nossa Lousada. Foi desportista e dirigente desportivo na modalidade do hóqueis em campo. Homem de personalidade bem vincada, não foge a uma discussão sempre que confrontado por algo que lhe desagrada. 

Filipe Costa é um empreendedor lousadense, com formação em engenharia mecânica e com uma vertente altruísta na sua atividade social. Continua o apadrinhamento, que a sua mãe iniciou na escola de Figueiras e será o próximo presidente da comissão de Festas em Honra do Senhor do Aflitos, tendo já participado na comissão deste ano.

Fausto Oliveira é um dos presidentes da junta, nomeadamente do agrupamento de freguesias de Silvares, Pias, Nogueira e Alvarenga, que já não poderá recandidatar-se mais, fruto da limitação de mandatos. É um dos presidentes, que mais experiência tem no cargo, pois já o tinha sido durante vários anos, apenas da freguesia de Silvares.

Duarte Camelo é mais um jovem prodígio do automobilismo lousadense. Apenas com 15 anos e a correr pelo segundo ano consecutivo, já é campeão na sua categoria de Rally cross, antes da última prova, que será este fim de semana em Lousada.

A Lousavidas é uma cooperativa de solidariedade social, sem fins lucrativos, fundada em junho de 2014, sedeada em Lousada e tem por missão melhorar a qualidade de vida das pessoas com necessidades especiais e das suas famílias. 

Continuem a seguir-nos!

Boa leitura!

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