por | 1 Mai, 2023 | Desporto

Lousada Voleibol Clube promoveu o Torneio das Camélias

O voleibol tem sido uma modalidade tem crescido bastante nos últimos anos em Lousada, em particular o voleibol feminino. Este crescimento tem sido responsabilidade do Lousada Voleibol Clube que, apesar de ser um clube recente (fundado em 13 de setembro de 2019), tem dado um importante incentivo ao desenvolvimento desta modalidade desportiva.  

Logo na primeira época desportiva, em 2019/2020, o clube sentiu os efeitos negativos da pandemia, o que levou a que a atividade desportiva quase parasse. Contudo, com muita resiliência, o clube superou essa fase difícil, tendo vindo a crescer exponencialmente, quer em número de atletas quer em sucessos desportivos. É um facto notável para um clube tão recente e ainda de pequena dimensão.

O crescimento e afirmação da modalidade e do clube resultam de uma vontade quer dos seus dirigentes quer da sua equipa técnica. A organização de um torneio veio ajudar a sustentar estes objetivos.

A ideia surgiu logo com o início da primeira época desportiva, mas a pandemia obrigou a adiar este projeto. O coordenador desportivo da modalidade, o treinador Ricardo Bessa, explicou que «a necessidade atual de intensificar os treinos no período de férias escolares, algo que habitualmente se fazia com treinos bidiários, levou o clube a tomar a iniciativa de organizar o próprio torneio, apesar dos convites para participar em torneios organizados por outros clubes». Como referiu Ricardo Bessa, «este tipo de iniciativa, que promove a competição com outras equipas, permite às atletas ganharem experiência de jogo, sobretudo as atletas mais jovens, que encontram aqui a possibilidade ganharem tempo de jogo, diferente dos treinos, e ganharem a tranquilidade necessária para revelarem o seu melhor»

A escolha do nome do torneio, conforme nos revelou o presidente do Clube, Domingos Gomes, e o treinador Ricardo Bessa, derivou da importância simbólica que as camélias têm no concelho de Lousada, sendo também uma forma de a modalidade potenciar este património.

O torneio decorreu nos dias 12 e 13 de março, respetivamente no escalão de infantis e de iniciadas.

No dia 12, o torneio contou com a presença de seis equipas, das quais uma do LVC, duas do Juventude Pacense, duas da Associação Desportiva de Penafiel e uma do Paredes Volei, num total de 75 atletas. No dia 13, o torneio contou com cinco equipas, num total de 55 atletas, onde se incluíram duas do LVC (aqui se incluiu uma equipa de infantis que está a disputar o Campeonato Nacional, cujas atletas possuem um nível técnico muito bom para a idade que têm, o que levou a terem competido num escalão superior), uma equipa do Juventude Pacense, uma do CART (Centro de Atividades Recreativas Taipense) e uma do Leixões Sport Clube.

Organizar um torneio destes tem sempre as suas dificuldades, especialmente quando é a primeira vez que se organiza algo do género em Lousada, nomeadamente nas questões de logística, que não dependem só do clube, o que obrigou a que houvesse uma articulação com terceiros. Como explicou Ricardo Bessa, após a decisão de se realizar o torneio, os responsáveis do clube reuniram-se com a Câmara Municipal de Lousada, que se prontificou a apoiar a iniciativa, colocando o Gabinete de Desporto ao dispor das necessidades da organização, nomeadamente com a utilização dos espaços para o efeito. Inicialmente, «o clube tinha planeado a utilização do Pavilhão Municipal, mas como não foi possível, depressa nos foram dadas alternativas que acabaram por ir ao encontro das nossas necessidades», explicou Ricardo Bessa.

No balanço final sobre o torneio e a prática da modalidade no concelho, o treinador revelou-se satisfeito pelo caminho que o clube tem percorrido até ao momento e que «as nossas equipas de formação estão ao nível de clubes com décadas de existência, o que só por si já me deixa muito satisfeito». Apesar disso, referiu que tem «noção também de que ainda há muito a fazer para tornar este sucesso consistente, mas que, se mantivermos o trabalho que temos vindo a fazer, acredito que tudo vai acontecer naturalmente». Por último, o treinador não quis deixar a oportunidade para agradecer às suas «atletas por darem o máximo e por acreditarem que é possível competir com os melhores», mas também agradecer a todos os quantos contribuem para o sucesso do clube, nomeadamente à «Direção, aos pais, à Câmara Municipal e às Juntas de Freguesia que têm colaborado sistematicamente com o clube, aos nossos patrocinadores, em especial ao Ginásio Guts Club que nos apoia na preparação física das nossas atletas»

Dificuldades e perspetivas de futuro do clube

Aproveitando a oportunidade do torneio, quisemos saber quais as maiores dificuldades sentidas e as perspetivas futuras que a atual Direção tem para o clube. 

Domingos Gomes, presidente da Direção, também ele satisfeito com o crescimento do clube nos últimos três anos, revelou algumas das dificuldades que o clube tem sentido, dificuldades essas que se relacionam com os seus próprios anseios de crescimento. A maior é «a falta de instalações próprias o que leva a ter de partilhar os pavilhões com outras modalidades», o que, no seu entender, «nos limita a capacidade de evolução». Efetivamente, aludiu a título de exemplo, «três das nossas equipas partilham o mesmo horário e os mesmos dias e o mesmo espaço, chegando a estar 50 atletas dentro do mesmo espaço». Em relação à falta de espaço, Domingos Gomes referiu que está a tratar da sua resolução junto da autarquia, «que tem sido um parceiro de excelência», agradecendo desde logo o empenho quer do Presidente da Câmara quer do vereador do Desporto, considerando que «sem a ajuda do Município, seria ainda mais difícil conseguir os resultados desportivos que o Clube tem alcançado».

Outra grande dificuldade que o clube tem sentido, revelou Domingos Gomes, «é a falta de treinadores disponíveis para contratação, cuja carência tem obrigado a uma maior sobrecarga dos atuais treinadores do clube para conseguirem acompanhar as nossas equipas». Por último, o presidente do LVC referiu que outra grande dificuldade do clube é a falta de atletas para formar equipas de minis, sendo esta uma aspiração futura de um clube que se encontra em franca evolução. 

Domingos Gomes reconheceu que todo este crescimento se deve aos inúmeros apoios que o clube tem recebido. Daí, quis expressar o agradecimento do clube aos presidentes das juntas da União de Freguesias de Cristelos, Boim e Ordem, Eduardo Vilar, e da União de Freguesias de Silvares, Pias, Nogueira e Alvarenga, Fausto Oliveira, «pela ajuda muito preciosa nos transportes dos nossos atletas».

Por fim, Domingos Gomes, desafiou os jovens lousadenses, nascidos depois de 2013, a experimentarem a modalidade, podendo contactar o clube através das redes sociais ou pessoalmente nos dias dos treinos, que ocorrem no pavilhão da EB 2,3 de Lousada às segundas, quartas e sextas, das 18h30 às 20h30, ou no Complexo Desportivo às segundas e quartas, das 18h30 às 20h30, e às sextas das 20h30 às 22h30.

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