Em dezembro, celebra-se o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência sendo imperativo falarmos dos constrangimentos sociais que ainda afetam, nos dias de hoje, a saúde mental das pessoas com deficiência e os seus familiares. Desde a não comparticipação de alguns tratamentos até às longas esperas por materiais de apoio, falta de acessibilidades para pessoas com deficiência motora (rampas com inclinação adequada;…); desconhecimento da comunidade académica sobre como integrar alunos com deficiência; burocracias para tirar a carta de condução; dificuldade em encontrarem empresas com vontade de integrar; são várias as situações e os contextos de discriminação da pessoa com deficiência.
Apesar de todo este panorama, insistimos em associar os problemas de saúde mental da pessoa com deficiência diretamente às suas características em vez de assumirmos que não somos, verdadeiramente, uma sociedade inclusiva. A pessoa com deficiência é ainda, por vezes, infantilizada encobrindo-se assim as lacunas no que respeita à sua integração e inclusão.
Normalizamos a presença de sintomas de desânimo, depressão e ansiedade aos quais atribuímos automaticamente a culpa à deficiência da pessoa em vez de refletirmos sobre todas as barreiras sociais e arquitetónicas que a excluem e afetam diretamente a sua saúde mental.
O percurso para a inclusão é da responsabilidade de todos nós!
É urgente corrigirmos situações que perpetuam a exclusão da pessoa com deficiência.
É urgente colocarmo-nos no lugar da pessoa com deficiência e perceber todas as “barreiras” que dia após dia afetam a sua saúde mental.
Será a deficiência tão “culpada” por todo este mal estar?
Pense nisto…
Andreia Moreira
Pessoa com Deficiência e Psicóloga













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