por | 29 Jan, 2024 | Espaço Cidadania, Sociedade

Duas décadas no Motoclube de Lousada

MARIA BERNARDETE SOUSA MAGALHÃES

Foi no Motoclube de Lousada onde mais se distinguiu, mas Bernardete Magalhães já deixou outras marcas na vida coletiva lousadense. Além de desempenhar vasta atividade a nível paroquial, foi uma das fundadoras da  Associação Coração Solidário e foi uma dirigente muito ativa da Associação de Pais de várias escolas. Depois de muito dar ao associativismo, está numa fase de reflexão.

É uma pessoa popular, não apenas porque a maioria dos lousadenses já com ela contactou, sobretudo no seu local de trabalho. Maria Bernardete Sousa Magalhães, é funcionária pública, tem 53 anos, filha de José Fernando Magalhães e Maria Alice Sousa Magalhães. Nasceu em Paranhos, Porto, caso estranho que ela justifica: “fui lá registada porque na altura era obrigatório, mas sempre vivi em Silvares”.

Aqui está uma palavra mágica para ela: Lousada. “Identifico-me muito com a minha terra e sempre fui uma pessoa ativa na sociedade Lousadense desde jovem, adoro a minha terra, identifico-me com as pessoas e com o que se faz por aqui”, declara.

A popularidade desta lousadense vem também do afamado estabelecimento da sua mãe, na esquina da rua de Santo António com a rua Palmira Meireles, junto à praça do Pelourinho. A Tasquinha da Alicinha foi um estabelecimento famoso pelas iscas e pataniscas e vinhos servidos ao copo, à caneca e à malga, acompanhando broa de milho com cebola curtida e outros petiscos.

“Trabalhei lá muito quando era jovem, fui estudar, constituí família e a vida seguiu com o emprego, na Câmara Municipal, do qual gosto e me orgulho”, relata Maria Bernardete. Reconhece que a Tasquinha da Alicinha, como era conhecido o estabelecimento, “foi um local de referência, não só pela centralidade, junto ao Pelourinho e à Câmara, mas também pela dinâmica social que tinha”.

Ligado a isso, declara que teve “uma infância muito feliz, sobretudo desde os seis anos e alguns clientes já eram praticamente da família e ainda hoje me tratam com muito carinho por Detinha”. Das pessoas mais assíduas uma figura típica do século passado em Lousada ficou-lhe na memória: “era o Agostinho Morteiro, como era tratado , que ia lá comer a sopa que a minha mãe lhe oferecia todos os dias”

Como a maioria das jovens da sua geração, fez parte do grupo coral da capela do Senhor dos Aflitos, do grupo de jovens, “no qual organizávamos festas para angariação de fundos para diversos fins, fui fundadora da Associação Coração Solidário de São Miguel Silvares, que agora é uma grande IPSS, estive na Associação de Pais das escolas onde os meus filhos estiveram e tive colaboração com outras associações”.

A VIDA POLÍTICA NÃO A ATRAI

O maior destaque social na área associativa aconteceu no Motoclube de Lousada. Bernardete recorda que “a entrada no motoclube aconteceu naturalmente, ficava aqui ao lado, sempre me identifiquei com motos e com o espírito que lá se vivia, na altura com o primeiro presidente e com o meu irmão que já fazia parte, comecei a frequentar a Sede, entrei para sócia e comecei a participar ativamente nas atividades”. Foi há duas décadas.

“Sim, faz 20 anos, este ano, que entrei, fiz parte da direção dos três presidentes, com diversos cargos e o balanço é sempre positivo como acontece quando nos entregamos a qualquer coisa de corpo e alma”, salienta a lousadense.

É uma entidade que não vive só para a diversão e Bernardete sublinha que “a parte social é a que mais destaco, pois ajudamos muitas pessoas, com diversas atividades, ajudamos outras associações nos seus eventos e, acima de tudo, levamos literalmente às costas o nome de Lousada dentro e fora do País, com respeito e dignidade”.

A sua saída “não tem a ver com aspetos negativos, simplesmente o mundo muda, as pessoas também, é uma atividade bastante desgastante a todos os níveis, é preciso muita dedicação ao ser diretor e resolvi descansar um pouco e abrandar o ritmo”.

O que se segue em prol da sociedade Lousadense, ainda não sabe, mas não diz que não a tudo. “Principalmente na minha freguesia terei muito gosto em participar e ajudar no que me for solicitado a nível pessoal”

Uma coisa tem a certeza: “a vida política é algo com que não me identifico. Em jovem fiz parte da juventude de um partido, mas por pouco tempo e sem grande relevância, porque a política é algo que não me atrai”.

Bernardete Magalhães

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