por | 21 Fev, 2024 | Associativismo, Sociedade

Direção ameaça entregar chaves do clube se não houver acordo com autarquia

ASSOCIAÇÃO DESPORTIVA DE LOUSADA

A ADL está em modo de «gestão a prazo», pois a atual Direção já terminou o  mandato. Como não surgiu quem assumisse o clube, aqueles dirigentes, liderados por Sandro Sousa, decidiram manter-se interinamente. Mas asseguram que querem manter-se à frente da Associação Desportiva de Lousada (ADL) com “um projeto arrojado e ambicioso”. Para isso, apresentaram ao Município os requisitos que entendem necessários. À hora de fecho desta edição decorria uma reunião entre ambas as partes. Esta foi apelidada por um diretor de “reunião do tudo ou nada”.

Desta reunião entre a Direção Interina da ADL e o executivo da Câmara Municipal poderá sair um acordo ou uma rutura. O Louzadense sabe que alguns dos requisitos apresentados pela ADL deverão ser atendidos pela Câmara Municipal, nomeadamente a melhoria da iluminação e de outras comodidades no estádio, para possibilitar a transmissão televisiva de jogos e o funcionamento do sistema de vídeo-árbitro. A colocação de cadeiras na bancada é outro dos pressupostos que parece ter a concordância do município.

Ao que julgamos saber, o problema principal reside na construção de um edifício-sede para o clube. É uma reivindicação que já tem anos, mas que agora sobe de tom dado o projeto de expansão que os atuais dirigentes querem para o clube. Isto passa sobretudo pela transformação da ADL numa Sociedade Anónima Desportiva (SAD), possibilitando a entrada de investidores particulares.

Tal operação implicaria um novo contrato de comodato entre a Câmara e o clube, que contemplasse uma maior liberdade de utilização do Estádio Municipal.

A pouco mais de uma semana da reunião da Assembleia Geral marcada para 1 de março, o tempo urge para os diretores em exercício no clube, que definiram essa data como o prazo limite para uma definitiva tomada de posição: ou ficam ou entregam as chaves do clube.

Do lado do clube, há dois argumentos fundamentais que parecem ter um peso significativo nas negociações em curso: em termos desportivos, as implicações do abandono destes dirigentes seriam imensas, pois há campeonatos a decorrer; por outro lado, a componente humana também tem bastante significado, pois o clube movimenta cerca de 400 atletas, a grande maioria nos escalões de formação.

O Louzadense continuará a acompanhar a evolução das negociações, nomeadamente a posição da autarquia sobre o assunto.

1 Comment

  1. Hugo

    da leitura deste artigo surgem-me muitas dúvidas, que assumo não serem apenas minhas, e que gostaria de ver o Louzadense a explorar e a detalhar.
    Quais os impedimentos legais para a transformação da ADL numa SAD?
    Qual o contrato actualmente existente entre a ADL e a CML? Quais são os direitos e deveres de ambas as partes?
    A utilização do Estádio Municipal para usufruto de todos os munícipes seria colocado em causa?
    Há alguma obrigação legal para que a CML deva patrocinar a construção de um novo edifício para uma associação particular?
    Qual a real dimensão do problema financeiro da ADL e qual o eventual impacto nos atletas da ADL? Qual a posição da assembleia da ADL (vulgo sócios)?
    Obrigado

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