Vivemos numa era de mudanças na forma como estudamos, aprendemos, trabalhamos e, sobretudo, como nos relacionamos. Todas estas mudanças implicam um maior esforço das pessoas e das famílias para acompanhar este ritmo alucinatório global.
Hoje em dia, a maioria de nós necessita e tem uma ou mais ocupações laborais, estudam, fazem desporto, são socialmente ativos/as e continuam a exercer os seus papéis sociais dentro das famílias. Todas estas funções implicam um imenso malabarismo mental para que se possa atender às demandas associadas, sem perder o equilíbrio e a serenidade dignos, até mesmo mais exigidos a uma senhora.
A expressão “mulher” está ainda muito vinculada ao papel de mãe e filha dedicadas, de esposa ou companheiras equilibradas e, a mais revoltante delas todas é a associação da mulher ao profissionalismo aplaudido e referenciado, mas ainda injustamente mal remunerado.
É urgente ultrapassarmos a visão da mulher como símbolo de beleza, elegância e subordinação para adotarmos uma visão mais saudável da mulher, permitindo-lhe viver de forma plena e equilibrada numa sociedade já por si tão exigente.
Mulheres, homens e pessoas não binárias devem ter reconhecidos os seus direitos a serem pessoas; pessoas que ficam doentes, pessoas que precisam de descanso, pessoas com dias bons e dias maus.
Todas estas fases fazem parte da vivência de ser pessoa, sendo urgente um olhar pelos contextos (família, emprego e escola) de forma série e justa, rumo à construção de uma sociedade mais equilibrada para as pessoas.
É urgente ser-se mulher…
É fundamental ser-se pessoa…
Andreia Moreira
Psicóloga












Comentários