“Arrumar a casa” para investir no supermercado, mas anterior direção insiste com ação judicial
Por um voto foi eleita a 29 de dezembro último, a nova direção da COPAGRI – Cooperativa Agrícola de Lousada. A direção cessante perdeu o ato eleitoral mas recorreu judicialmente, tentando impugnar o mesmo, alegando irregularidades, nomeadamente na recolha de procurações de associados. O Tribunal Judicial de Lousada deu como inconsequente a providência cautelar pedida pelos contestatários, pois entende que a cooperativa não pode ficar suspensa até decisão final. Contudo, a anterior direção vai prosseguir com a ação judicial para destituir a direção eleita.

Além da questão das procurações, os contestatários, liderados pelo anterior presidente da cooperativa, Eduardo Castro Taveira, alegam que há outra irregularidade que, a seu ver, obriga à anulação das eleições. Dizem que o presidente eleito, José Manuel Babo Magalhães, concorreu indevidamente pois não é sócio da cooperativa em nome individual mas sim através de uma firma. Diante de tudo isso, vão prosseguir com a ação judicial e o litígio deverá ser redimido em julgamento.
Sobre a decisão do tribunal de não suspender a cooperativa, o atual presidente José Manuel Magalhães manifestou que “já contava com essa decisão e por isso tomamos posse e trabalhamos desde então em prol da cooperativa”. Entretanto passaram três meses de funções da nova direção. Questionado sobre o balanço, o presidente disse que “encontrou dificuldades de gestão” e explicou que “encontramos um grande volume de dívidas de particulares à Copagri, clientes que nem sequer eram notificados disso” e acrescentou que “muitas dessas dívidas com vários anos”.
Aquele dirigente disse ao Louzadense que sabia “de antemão que a gestão da Copagri estava menos bem e decidimos avançar com uma lista para as eleições precisamente para mudar isto, ou seja, tornar esta instituição mais competitiva e rentável, pois foram três anos consecutivos de prejuízos”.
O presidente da Copagri aproveitou para anunciar que está a ser implementada “uma iniciativa inédita, nunca feita nas cooperativas da região, que consiste em diferenciar os sócios dos clientes comuns”. Explicou que pretendem “atribuir vantagens aos sócios, com descontos a quem fizer mais compras, descontos esses que acumulam na conta de cada um e são descontados nas compras do ano seguinte”.
No respeitante a planos para o futuro, “ainda é cedo para avançarmos para o que realmente queremos em termos de grandes mudanças, pois queremos primeiro arrumar a casa, equilibrar as contas e, depois apostar em ganhar competitividade no supermercado, que está cada vez com mais concorrência em Lousada e precisa de modernizar-se para melhor competir num setor importante da nossa economia”, referiu José Manuel Magalhães.














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