“OS NOTURNOS DE LOUSADA”
Este grupo informal, mas muito unido, de meia centena de praticantes de ciclismo todo o terreno em modo noturno é um dos fenómenos das duas rodas em Lousada. Três fatores (pelo menos) motivaram a formação de tão original grupo: a paixão por andar de bicicleta à noite, a amizade entre os ciclistas e o prazer de se reunirem à volta de uma mesa no final de uma “tirada”. Não são uma associação formal mas mostram-se mais unidos que muitas coletividades oficiais.
O ciclismo todo o terreno (BTT) em Lousada tem muitos praticantes e vários grupos organizados, que desenvolvem atividade mais ou menos regular, seja ela desportiva ou de recreio. Cada grupo tem as suas particularidades ou características próprias. Mas há um que destoa mais dos restantes, devido à sua singularidade.
“Andar de bicicleta pelo monte ou por caminhos fora do comum ou até por estrada, durante a noite é o que marca este nosso grupo”, disse Joaquim Silva, um dos principais promotores dos Noturnos de Lousada, cujo lema é “A bicicleta é saúde, ao pedalar sinto-me livre e deixo essa sensação tomar conta de mim”.
“O nosso grupo de ciclistas surgiu no início do ano 2021, quando um conjunto de amigos que gosta de pedalar no final do dia, se começou a juntar espontaneamente e começaram a fazer tiradas, que se prolongavam pela noite dentro. Por isso, ficamos os Noturnos de Lousada”, diz o fundador do grupo. Este apareceu como forma de “fortalecer a união de quem faz parte e como forma de chamar outros membros”.
A amizade é o fator fundamental dos Noturnos: “somos todos amigos e com o gosto pela modalidade do BTT – Bicicleta Todo o Terreno e todos fazemos parte de outros grupos. Uns são do Lousada BTT, outros são dos BTT Dogs, dos Tartarugas ou 100% BTT Team”.

A competição não é o propósito destes ciclistas enquanto membros dos Noturnos: “noutras vertentes da atividade de ciclista de cada um pode acontecer que alguns façam competição, mas aqui não acontece, pois somos Noturnos por diversão, convívio e amizade”, explica Joaquim Silva.
Os Norturnos também participam em passeios organizados e em circuitos NGPS, que permitem interação entre os participantes, a navegação é exclusiva com tecnologia de orientação GPS, havendo por isso, total autonomia do ciclista exigindo uma preparação física adequada e permitindo maior e mais profícua interação com o meio envolvente.
Além disso, Joaquim Silva lembra ainda que alguns membros participam em eventos GPS Epic, que é “um conjunto de eventos de BTT de organização associativa sem fins lucrativos, que partilham o gosto pelo BTT num conceito de autonomia total, de baixos custos e sem cariz competitivo, com o objetivo de promover a economia local dos sítios onde se realiza”.
TAINADAS NO TÁBUAS
Os Noturnos juntam-se “normalmente combinando encontro através do Messenger e da nossa página no Facebook, onde vamos colocando vídeos e fotografias das nossas aventuras”. Aquele representante revela que “a noite mais habitual é às quartas-feiras, quando fazemos uns raids por aí, sempre com iluminação e em segurança”.
Ao todo são meia centena os ciclistas que fazem parte deste movimento embora raramente estejam todos juntos. “É uma atividade com muitas saídas e atividades principalmente ao fim de semana, que é quando há mais eventos de BTT dos outros grupos que integramos”, ressalva Joaquim Silva.
Um grupo como Os Noturnos vai naturalmente somando “peripécias e histórias, algumas quedas caricatas e outras mais marcantes, mas felizmente sem danos de maior, assim como algumas avarias no meio do nada; são episódios que fortalecem a amizade e o convívio entre os Noturnos”, refere.
O grupo nunca decidiu oficializar-se como coletividade embora já “tenha havido conversas nesse sentido”. Mesmo não sendo um grupo oficialmente constituído, tem o seu lema e princípios, assim como um equipamento próprio. “Um dos elementos dos Noturnos, o César Soares, o proprietário do Café Tábuas, de Lousada, decidiu criar um equipamento para nós e já foram distribuídos mais de 60 exemplares”, afirma Joaquim Silva.
Não têm uma sede oficial, mas consideram o Tábuias o seu local de partida e de chegada. Mas não só. É o local preferido dos Noturnos para as tainadas revigorantes e local de confraternização: “no final de cada volta é habitual reunirmo-nos no Tábuas para comer e beber umas cervejas, e por vezes faz-se um arroz de cabidela, outras vezes há quem mande vir leitão”.
Portanto, pedalar e conviver, em modo noturno, é a força motriz destes ciclistas lousadenses.














Boa tarde,
Desde já o meu muito obrigado pela relevância que nos deu no vosso jornal,
Faço um reparo relevante meu apelido é silva e não Pinto.. Joaquim Silva.
Atenciosamente ,
Joaquim Silva.