por | 3 Dez, 2024 | + Literacia, Educação

O que achas de Escolas sem telemóveis?

Os alunos das turmas A e B do 9.º ano de escolaridade, do Agrupamento de Escolas Lousada Oeste, foram desafiados a opinar sobre o tema: O que achas de Escolas sem telemóveis?

Desconectar para Reconectar

Nos dias que correm, existe uma dependência dos telemóveis em todas as faixas etárias e essa dependência é, cada vez mais, visível nos adolescentes. Estes prescindem daquilo que é uma vida saudável para terem maior usufruto do telemóvel, vivendo numa bolha digital.

Nas escolas, já é visível uma maior consciencialização daquilo que é o telemóvel.

Apesar de ser uma ótima ferramenta de trabalho, este dispositivo distrai os alunos daquilo que é realmente importante: os estudos. Verifica-se que, desde que se começou a colocar os telemóveis na “temida caixa mágica”, os alunos estão muito mais concentrados e atentos, melhorando, assim, o rendimento escolar.

Este dispositivo móvel não só afeta o rendimento escolar como também a competência da socialização dos jovens. É fácil constatar que, para ter um adolescente sossegado, só temos de lhe passar um telemóvel para as mãos. Para os pais que só querem que os filhos não lhes “consumam o juízo”, esta ideia até é bastante engraçada, o problema é que, desta forma, estamos a formar futuros adultos apáticos e sem qualquer preocupação com o bem-estar dos outros.

Assim, é possível concluir que a proibição dos telemóveis só nos beneficiaria. E, a médio e a longo prazo, observaríamos mudanças radicais no desempenho escolar e social, não só nos mais jovens como nas várias faixas etárias.

Rita Barbosa, n.º 14, turma A



Eu considero que Escolas sem telemóveis é a melhor alternativa para fazer com que os alunos socializem e aprendam corretamente.

Os telemóveis prejudicam a socialização, pois, nos intervalos, em vez de socializarem, os alunos ficam cada um no seu telemóvel, acabando, assim, com as brincadeiras e partilhas. Um exemplo disso é o aluno que está sempre sozinho a jogar no seu dispositivo móvel.

Os telemóveis também pioram a saúde mental e o desenvolvimento cognitivo. Então, nas escolas, não deveria ser permitido o uso do telemóvel aos alunos do segundo ciclo, porque são mais novos e o seu cérebro ainda está a desenvolver-se. Quanto aos alunos mais velhos, se já estão “viciados” em casa, na escola também estarão e isso prejudica muito o seu rendimento escolar. Um exemplo disso é que os jovens que são “viciados” e não estudam para ficarem no telemóvel têm um rendimento escolar inferior ao dos alunos que sabem gerir o seu tempo e estudam.

Por fim, reforço que, sim, os telemóveis deveriam ser proibidos nas escolas.

Luana Oliveira, n.º 11, turma B


Em relação ao tema, acho que sim, os telemóveis devem ser permitidos, porque podem beneficiar o nosso desempenho escolar, mas também acho que não, pois é verdade que podem prejudicá-lo.

Por um lado, acho que os telemóveis não devem ser autorizados, uma vez que podem levar o aluno a estar sempre a pegar e a mexer nele no decorrer das aulas, por exemplo, para ver uma mensagem ou uma notificação, ou para ver as horas, entre muitas outras coisas. Mas também é verdade que há uma solução para isso, que inclusive já é usada na minha escola, que é ter uma caixinha na sala à beira do professor para os alunos colocarem lá os telemóveis e, assim, já não mexem neles.

Por outro lado, os telemóveis podem ser benéficos, por exemplo, para o professor fazer, nas aulas, quizzes, questões de aula e testes online.

Em síntese, eu acho que sim, não há problema em os alunos trazerem o telemóvel para a escola.

Dinis Nogueira, n.º 3, turma A


Mundo para lá das telas

Atualmente, são poucas as crianças que não têm um telemóvel e isso, a meu ver, é muito preocupante, já que, a partir do momento que recebem um, passam a levá-lo para qualquer lugar. Neste sentido, eu acho que, nas escolas, deveria, sim, ser proibido o telemóvel, pelo menos até ao sétimo ano. 

Sem este dispositivo, qualquer pessoa é capaz de socializar melhor, o que é extremamente importante para o desenvolvimento de cada um. Posso falar por mim… Antes de entrar no segundo ciclo, eu não podia usar sequer um telemóvel e, acredite-se ou não, sobrevivi e diverti-me à grande na mesma!

Eu entendo que é importante, mas acredito que nenhum de nós vá morrer se não andar constantemente com ele no bolso. Além disso, conseguimos concentrar-nos melhor se não estivermos sempre à espera do intervalo seguinte para poder usá-lo.

Para finalizar, gostaria de reforçar que existe um mundo real para lá das telas e não faz mal aprender a deixar o telemóvel de lado para ir vivê-lo. 

Maria Dias, n.º 13, turma B


 As crianças sem os seus brinquedos

Escolas sem telemóveis tem sido um tema bastante comentado, mas, por alguma razão, poucas escolas têm aderido a esse conceito.

Por mais que me custe admitir, pois considero-me uma pessoa que adora estar online, eu concordo com o tema e não deveríamos levar os telemóveis para a escola!

A meu ver, as escolas são um local onde devemos aprender, não só aprender “matérias” como também aprender a socializar, coisa que não tem acontecido. Os alunos, mal têm a oportunidade, estão com o seu “brinquedo” na mão. É tão estranho chegar aos intervalos e não ver os alunos a conversarem! E o máximo de conversa que observo é quando as crianças estão a jogar no telemóvel e estão a discutir ou, então, estão aos berros.

No meu ponto de vista, as pessoas, em geral, e as crianças, em particular, criaram uma dependência tecnológica muito grande e eu acho que, se proibirem os telemóveis nas escolas, pode ajudá-las a crescer de forma diferente e ajudar a diminuir o vício causado pelas tecnologias.

Em suma, posso concluir que, para o nosso próprio bem, os telemóveis devem ficar em casa quando vamos para a escola.

Magda Bessa, n.º 12, turma A


Do digital à aprendizagem

Nos últimos anos, muito se tem falado sobre o uso de telemóveis nas escolas. Algumas até já proibiram o seu uso.

Eu acho que o telemóvel prejudica as crianças e deveria ser proibido levá-lo para a escola. A proibição deve aplicar-se, sobretudo, às que têm menos de onze anos, porque considero muito ser cedo para se perderem no digital e perderem partes do entretenimento. As pessoas desta geração estão a ficar cada vez mais viciadas e é fácil notar a sua falta de concentração: querem tudo imediato, no momento, não conseguem parar e estudar, precisam de se entreter e isso é mau.

O telemóvel é uma boa ferramenta. É impressionante o que conseguimos fazer com ele. Mas as escolas são lugar de estudo e aprendizagem e as crianças usam o telemóvel para outros fins, como jogar, e acabam por não se focar nos estudos.

Acredito que se a lei da proibição do telemóvel nas escolas fosse aprovada, os problemas iriam diminuir e o ensino seria melhor. 

Martim Oliveira, n.º 16, turma A


Quanto a este assunto, eu tenho uma opinião dividida.

Por um lado, sei que os telemóveis são muito úteis para várias situações, como para comunicar mais rápida e facilmente com encarregados de educação ou familiares, por exemplo, quando o aluno se encontra doente, para se decidir o que fazer.

Por outro lado, a utilização dos dispositivos pessoais na escola influencia, muitas vezes, os alunos. A sua utilização pode distraí-los nas aulas ou deixá-los ansiosos para os utilizarem no intervalo e poderem ir para as redes sociais ou para os jogos. Vemos muito isto nos intervalos, onde se encontram jovens “viciados” nos seus dispositivos. A utilização dos telemóveis também deixa os jovens menos sociais, principalmente nos intervalos, o que pode influenciar a sua saúde, já que, segundo a Organização Mundial de Saúde, esta também passa por um estado completo de bem-estar social. 

Em suma, apesar da minha opinião ter dois pontos de vista diferentes, creio que a utilização dos telemóveis nas escolas deve ser limitada e regrada. 

Leonor Leal, n.º 9, turma B


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