Passado o frenesim, as emoções, assente a poeira, impõe-se fazer uma análise sustentada, ponderada e fina dos resultados das eleições autárquicas do passado 12 de outubro. Tarefa que farei nas próximas semanas.
Na política local, os dias têm sido de instalação dos órgãos autárquicos: Assembleias de Freguesias, Assembleia Municipal e Câmara Municipal. As juntas dividem-se, de forma equitativa: 8 para o PS e 8 para o PSD.
Na Assembleia Municipal o PS domina com 20 deputados municipais, o PSD com 18 e o partido Chega (a surpresa prevista) com 1.
No executivo o PS lidera – 4 vereadores – e o PSD 3. O novo presidente é Nelson Oliveira.
O PS/Lousada inicia, porventura, mais 12 anos de poder. Assim tem sido, nas últimas décadas (1989 – 2025). A concretizar-se serão 48 anos ininterruptos de poder hegemónico. Nem Salazar logrou esse desiderato.
O PSD/Lousada, eventualmente, poderá fazer, mais uma vez, um novo caminho de pedras, mas também podem acontecer surpresas, caso o partido Chega se vá consolidando no concelho – de 2021 a 2025 teve um aumento percentual de mais 3%, o bastante para roubar um deputado municipal ao PS.
Contudo, o histórico aponta para um ciclo político de 12 anos, sem provável mudança nos próximos atos eleitorais: 2029 e 2033. Ou estarei equivocado?
Diário, domingo, 26 de outubro de 2025.
José Carlos Silva













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