O Sarrabulho Doce foi finalista distrital das “7 Maravilhas Doces de Portugal” da RTP e continua a ser promovido como uma iguaria deliciosa do concelho de Lousada. O Cais Cultural de Caíde de Rei, junto à Estação de Caíde de Rei, volta a ser palco, no próximo 1 de fevereiro de 2026, da Festa do Sarrabulho Doce, um evento que já se afirma como uma referência local e que atrai centenas de pessoas a cada edição.
Mais do que uma festa gastronómica, esta iniciativa é uma celebração da memória, da família e da identidade da terra, reunindo a comunidade num convívio marcado pelo sabor e pela boa disposição. O sarrabulho doce, confecionado de forma tradicional, é o grande protagonista de um encontro que preserva saberes antigos e reforça laços entre gerações.
A origem do sarrabulho doce é antiga e desconhecida, sabendo-se apenas que a sua confeção foi sendo transmitida oralmente pelos antepassados, de geração em geração, para que nunca se perdesse. Durante muito tempo foi conhecido como um “doce dos pobres”, precisamente pela ausência de receitas escritas que indicassem ingredientes ou quantidades exatas, sendo descrito como uma receita feita “a olho”.
Trata-se de um doce de comer à colher, cujos dois ingredientes principais são o pão de Padronelo, com pelo menos dois dias, partido em pequenos pedaços, e o sangue de porco cozido e esfarelado. Estes elementos são envolvidos numa calda preparada com água, açúcar, mel, canela e vinho do Porto, resultando num doce de aparência singular e sabor inconfundível.
A Festa do Sarrabulho Doce assume-se, assim, como um verdadeiro património da gastronomia regional, valorizando tradições que resistem ao tempo e continuam a juntar pessoas à mesa.
A organização informa que mais detalhes sobre o evento serão divulgados brevemente, convidando desde já todos a marcar a data na agenda — porque há sabores que contam histórias e não devem ser esquecidos.













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