A Caixa de Crédito Agrícola de Terras do Sousa, Ave, Basto e Tâmega (CCAM TSABT) está envolta em controvérsia após a recusa da lista proposta por mais de 800 associados para as eleições dos órgãos sociais. A representante da lista de candidatos rejeitada, Susana Faria, informou a nossa redação de que tal facto levou a lista a avançar com uma providência cautelar.
O processo eleitoral para o triénio 2024-2026 teve um início turbulento, com a publicação inicial indicando a realização das eleições em fevereiro de 2024. Apesar disso, as eleições não ocorreram conforme programado, o que gerou controvérsia sobre a violação dos estatutos. O presidente da mesa da Assembleia Geral, Ernesto Rodrigues, anunciou que apenas a candidatura da atual presidente interina do conselho de administração foi aceite, marcando as eleições para 28 de maio.
A estrutura atual da CCAM TSABT, com uma comissão de avaliação nomeada pelo conselho de administração, tem sido objeto de críticas por parte de vários associados, que a consideram ineficaz e em desacordo com os estatutos. A lista encabeçada por Susana Faria foi rejeitada pela comissão de avaliação, alegadamente por não cumprir todos os requisitos legais e internos.
A lista alternativa, em comunicado, expressou a sua inconformidade com a decisão, destacando que é a primeira vez na história da instituição que há mais de uma lista concorrente. Acusam a CCAM TSABT de irregularidades e nulidades, argumentando que a substituição do presidente da comissão de avaliação durante o processo eleitoral comprometeu a legitimidade do mesmo.
Diante das circunstâncias, a candidatura rejeitada decidiu avançar com uma providência cautelar no Tribunal, procurando suspender o ato eleitoral e anular o processo, devido à falta de cumprimento dos prazos e procedimentos estabelecidos nos estatutos.
Susana Faria enfatizou o compromisso da sua lista com uma gestão transparente e democrática, baseada nos anseios dos associados. No entanto, dizem ter enfrentado desafios devido à falta de informações e alegadas ilegalidades por parte da CCAM TSABT, que procuraram eliminar administrativamente a sua candidatura.
Uma assembleia realizada em março evidenciou o descontentamento dos associados, que exigiam o cumprimento dos estatutos e a marcação das eleições. A participação expressiva na assembleia demonstrou o interesse dos associados em discutir questões anteriormente negligenciadas.
A CCAM TSABT enfrenta uma situação inédita, com a não renovação dos órgãos sociais desde finais de 2021, resultando na intervenção da Caixa Central para garantir o quórum. A falta de renovação levou à atual crise eleitoral, com a necessidade de um novo processo eleitoral após mais de dois anos.
Em resposta às questões levantadas pela nossa redação, a Direção da CCAM TSABT afirmou que cumpre rigorosamente a lei e os regulamentos aplicáveis, sem fornecer mais detalhes sobre as controvérsias em curso.
A incerteza paira sobre o futuro da CCAM TSABT, com as eleições em suspenso devido à disputa legal entre as diferentes alternativas. Enquanto isso, os associados aguardam uma resolução para restaurar a estabilidade e a confiança na instituição.













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