por | 5 Mai, 2021 | Opinião

“Saúde Mental e a Pandemia”

Opinião de Ana Regadas – militante da JS Lousada

A pandemia tem deixado marcas em todos nós, tanto na Saúde Física, como também na Saúde Psicológica/mental. 

Foram várias as alterações sentidas nas rotinas das famílias, tendo obrigado a reorganização nas suas relações, no seu trabalho e na educação dos seus filhos. Os idosos por força das circunstâncias e para redução de risco de contaminação, viram-se privados das atividades que estavam inseridos, acabando por levar ao isolamento social. 

Os jovens acabaram por se ligar mais aos meios informáticos e ao uso excessivo de jogos online, de forma a criar outro tipo de ligações/relações através do mundo virtual, uma vez que se viram privados dos convívios e relações a que estavam habituados. 

Muitos trabalhadores viram os seus rendimentos reduzidos quer pela adesão da sua empresa aos apoios como o lay-off, quer mesmo pela perda do seu trabalho. No entanto, outros foram os trabalhadores que se viram obrigados a trabalhar em situações de maior desgaste físico e psicológico, estando expostos a maior risco. 

Consequentemente sentiram-se dificuldades imediatas na economia, o que resulta numa maior desigualdade de acesso a prestação de serviços de saúde psicológica, por meios próprios, aumentando assim as situações de vulnerabilidade com a evolução da pandemia. 

O que levou a uma diminuição do bem-estar e consequentemente a um aumento de stress e problemas de saúde psicológica, como a ansiedade e a depressão. 

Segundo um estudo realizado pela Mind- Instituto de Psicologia Clínica e Forense, 49,2% dos portugueses na fase inicial da pandemia sentiu um impacto psicológico “moderado a severo”, principalmente, ansiedade, stress e depressão. 

As crianças e adolescentes relataram também sintomas depressivos e de ansiedade no período de confinamento. 

Embora se vão criando respostas no Serviço Nacional de Saúde (SNS), as mesmas ainda são reduzidas para colmatar as dificuldades, o que se veio a acentuar com a pandemia. 

Não estávamos preparados para estes desafios, ainda assim passado mais de um ano, ainda não  nos adaptamos totalmente a esta nova realidade. E por isso, devemos agora com o arranque deste desconfinamento continuar com todos os cuidados, para que assim possamos evitar situações de confinamento obrigatório. 

Comentários

Submeter Comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Artigos recentes

Foi hoje inaugurado, na Escola Secundária de Paços de Ferreira, um projeto inovador e sustentável:...

Lousadense Beatriz Ferreira mobiliza comunidade para apoiar escolas em Cabo Verde

A solidariedade volta a ganhar voz em Lousada pelas mãos de Beatriz Ferreira, jovem lousadense que...

Na última sessão da Assembleia Municipal de Lousada, perguntei ao executivo que estratégia tem...

“Contas certas não significam contas justas nem desenvolvimento real”

Na mais recente Nota de Imprensa do PSD Lousada, o partido "manifesta a sua profunda preocupação e...

Crédito Agrícola perde em tribunal

O Supremo Tribunal condenou a Caixa Agrícola a pagar e reintegrar Susana Faria, mantendo a decisão...

AGRADECIMENTO

COM ETERNA GRATIDÃO, eu, Maria Irene Monteiro, venho, através d’ O Louzadense, agradecer o imenso...

Montalegre voltou a ser palco de mais uma jornada intensa do Campeonato Nacional de Rallycross...

Os maiores inimigos da liberdade, ironicamente, são, precisamente, aqueles que dizem ser os seus...

Editorial 163 | Pseudo Abrilistas

São 52 anos de Abril, 50 anos da Constituição da República e, muito em breve, 50 anos do Poder...

Quando a igualdade falha, a democracia enfraquece

Fala-se frequentemente de democracia e liberdade como valores adquiridos, quase garantidos, em...

Siga-nos nas redes sociais