por | 19 Fev, 2021 | Editorial

Editorial da edição n.º 43 de 18 de fevereiro de 2021

Apesar do confinamento, O Louzadense continuará a produzir as suas edições em papel com a frequência habitual. Temos percorrido temas de interesse e pertinência resultante desta época atípica, que todos temos enfrentado.

O Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência assinalou-se no passado dia 11 de fevereiro e tem como objetivo comemorar a atuação e a presença de mulheres em ambiente de pesquisa, divulgação e adoção de práticas científicas, e também discutir temas como o preconceito, igualdade de género e políticas sociais. Neste sentido, quisemos conhecer três jovens lousadenses ligadas à ciência e participantes nos cerca de 45% de mulheres portuguesas a trabalhar em ciência. A ciência, na perspetiva feminina, é um dos temas que habitualmente não abunda nas nossas leituras, por isso, pretendemos mostrar alguns dos bons valores que por cá existem.

Cerca de um ano depois, voltamos a auscultar alguns elementos intervenientes na cultura lousadense e que contribuem para a divulgação da música, do teatro e da arquitetura românica. Tempos difíceis para todos! Para os que a divulgam e para os destinatários, que se privam de um bem fundamental para o seu equilíbrio, enquanto ser cultural.

O terceiro tema, que realçamos neste momento conturbado, abarca o equilíbrio entre a vida familiar e o teletrabalho, bem como os perigos do cyberbullying e a necessidade de se manter uma sinalização e intervenção preventiva, de forma a evitar consequências danosas para os vulneráveis a esta triste e complicada realidade.

Conceição Silva foi enfermeira e parteira, mas a sua atividade cívica não ficou por aí. Hoje tem um pequeno (grande) museu de materiais ligados ao trabalho no linho, bem como de outras produções tão típicas dos tempos ancestrais, mas que não quer deixar “morrer” essas marcas da nossa cultura etnográfica.

Nesta edição conhecerá melhor o caídense António Cunha. Este “Grande Louzadense” é cidadão de Lousada, mas também do Mundo. Personagem carismática da atividade social, desportiva e do mundo empresarial. Nunca se contentou com pouco e por isso ultrapassou as nossas fronteiras, sendo atualmente um empresário de sucesso e respeitado em Angola. Homem simples, determinado e diligente tem contribuído para a causa pública de uma forma abnegada.

No “Louzadenses com Alma” recordamos Eugénia Fernandes, mais conhecida por “Geninha da papelaria”. Recordamos esta senhora de bom trato e de sorriso amável, que ajudou muito de nós a ter acesso aos jornais e livros, bem como a outros materiais que não tínhamos em mais nenhum local.

O LouzaRock começa com um dos grupos mais antigos de Lousada – Os Moscas! Uma entrevista interessante do Eng. Bessa Machado, que nos retrata esses longínquos tempos em que se animavam os bailes ao som de um grupo à “moda dos Beatles”.

Desejamos continuar a corresponder aos interesses dos nossos leitores, numa perspetiva de relevar o espírito lousadense.

Boa leitura!

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