Opinião de Pedro Amaral
Volvidos mais 15 dias e aprovado novo estado de emergência sanitária no nosso país, constatei através da intervenção de um conhecido humorista e comentador que não faltam metáforas com banhos para descrever a actuação dos socialistas que actualmente nos governam. É no mínimo cómica a transformação do escaldão sofrido no período pós Natalício para o total receio de abrir a água fria ou sequer planear o dia do próximo banho.
Passaram dois meses desde o Natal… Um tempo demasiado curto para alguém mudar assim tanto e simultaneamente um tempo demasiado longo para que ninguém planeie futuro.
Numa semana em que Rui Rio propôs adiar as eleições autárquicas, António Costa achou melhor adiar a idealização do plano de desconfinamento que irá, em suas palavras, apresentar apenas em meados de Março.
O mais curioso e o mais preocupante é que o maior governo de sempre continua a não compreender a importância, salientada pela maioria da oposição, de planear os próximos passos para desconfinar em segurança. Pior! Não só não o fazem, como tentam colar o estigma da defesa do desconfinamento descontrolado a quem o propõe.
Nunca, como na semana passada, ficou tão evidente o estilo governativo de navegação à vista tão característico do socialismo. Essa é a maior falha do actual sistema, não compreender que a vida, seja do indivíduo ou da sociedade, se faz de etapas, de pequenas metas e, sobretudo, de objectivos claros definidos para futuro.
Um país sem rumo, sem objectivos e sem uma liderança clara e decidida é um país condenado à insignificância.
Para além disso, António Costa esquece-se, como já o provou inúmeras vezes, que a governação de um país também se faz de Esperança. Por muito que Governo, o Presidente da República e os especialistas concordem, como eu pessoalmente concordo, que a sobrecarga no sistema de saúde ainda é demasiado elevada para cogitar o desconfinamento, a verdade é que para milhares de empresários com negócios fechados, para milhares de pais em teletrabalho e com crianças a cargo e para todos quantos sofrem com esta distância artificial, para eles, para todos nós, poder olhar para um plano que nos trace perspectivas de futuro, ainda que longínquas, é aquilo que se impõe.
Como sugeriu o CDS-PP, e bem, pela voz do seu presidente, Portugal precisa urgentemente de definir e divulgar “um plano de desconfinamento à inglesa”.
A diferença entre o pensamento socialista português e o pensamento dos governos de direita europeus continua a ser essa…. Infelizmente, o plano do Portugal de António Costa continua a ser o de sempre… ou seja, não ter plano nenhum.
Pedro Amaral escreve segundo a antiga ortografia












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