por | 27 Ago, 2021 | Agenda, Economia

Susana Faria lidera lista candidata à Caixa Agrícola de Terras do Sousa, Ave, Basto e Tâmega

Susana Faria defende “projeto alternativo” para a Caixa Agrícola e quer um banco mais próximo das empresas e das pessoas que contribua para o progresso da região. Encabeça uma lista que aposta na renovação, com uma equipa jovem e profissional para implementar “uma gestão moderna, rigorosa e ambiciosa”. A candidatura ao Conselho Fiscal integra a lousadense Conceição Videira.

Pela primeira vez, as eleições para a Caixa de Crédito Agrícola de Terras do Sousa, Ave, Basto e Tâmega contam com duas listas concorrentes. O ato eleitoral terá lugar em dezembro.

Um grupo de associados da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Terras do Sousa, Ave, Basto e Tâmega, CRL, liderados por Susana Faria, vai apresentar uma candidatura para os órgãos sociais da instituição bancária.

A candidatura pretende ser um “projeto alternativo, pela positiva”, assumindo que “não é contra ninguém”.

Com um percurso de 13 anos na instituição bancária, Susana Faria apresenta a sua candidatura a presidente da direção. Para a mesa da Assembleia Geral é apontado o nome de João Pereira, ex-chefe da repartição das Finanças de Guimarães e Vizela. Marco Rebelo, consultor de empresas, é o candidato ao Conselho Fiscal. 

Susana Faria lidera uma candidatura que aposta na renovação, com uma equipa jovem e profissional para implementar “uma gestão moderna, rigorosa e ambiciosa”.

A palavra de ordem é a devolução da Caixa de Crédito Agrícola às suas terras, às suas gentes no apoio efetivo a quem cria riqueza, nomeadamente aos empresários dos vários setores de atividade da região, como a industria, designadamente, do calçado, têxtil, imobiliário e construção civil, turismo e também ao setor agrícola que “foi esquecido”, defende a candidata.

Afirmar a Caixa de Crédito Agrícola como o principal parceiro nos projetos agrícolas, no regresso  à génese da sua criação, é uma aposta inequívoca da candidatura.  

A Caixa Agrícola de TSABT atua em sete concelhos (Felgueiras, Lousada, Celorico, Amarante, Vizela, Guimarães e Fafe) com grande vitalidade económica e com enorme potencial de negócio.

Apostar, efetivamente, no seu slogan nacional, “O Banco nacional com pronúncia local”, que conhece os seus clientes,  é parceiro económico na região e que respeita os seus associados, numa politica assente no cumprimento das normas que regulam o sistema financeiro emanadas pelo regulador – o Banco de Portugal – , na preocupação de rentabilizar a Caixa, gerindo com prudência como as melhores práticas bancárias exigem, afirmando o Crédito Agrícola como uma grande instituição cooperativa que se destaca no mercado como um banco sólido, moderno, adaptado aos novos tempos e capaz de satisfazer as necessidades financeiras que as pessoas necessitam, são outros objetivos inerentes à candidatura de Susana Faria.

“Podemos e devemos ser uma Caixa Agrícola grande na região, mais mutualista e solidária, mais próxima das pessoas, é isso que nos diferencia da restante banca e é a confiança que os clientes particulares, empresas e associados depositam na Caixa Agrícola que nos torna fortes”, refere a candidata. 

Susana Faria defende ainda que a Caixa de Crédito TSABT, com sede em Felgueiras, não pode perder a sua autonomia e não aceita que haja intenções de a integrar numa outra caixa vizinha e que a região perca o poder de decisão e a sua sede num possível processo de fusão. “Não quero, nem permito que a nossa Caixa de Terras do Sousa, Ave, Basto e Tâmega seja engolida por outras” e que os concelhos do território onde estamos enraizados saiam prejudicados, perdendo uma instituição tão importante”, afirma.

“Ao contrário da estratégia que tem vindo a ser seguida, defendo uma política de expansão, dotar a organização de mais meios, contratar mais profissionais bancários, dotar os atuais de ferramentas para que possam ser mais eficientes e que lhes possibilite acompanhar a evolução da atividade financeira, fazer uma eficaz manutenção dos espaços físicos, os balcões, ao invés de os encerrar, refrescar a sua imagem”, preconiza.

Outro objetivo é “reforçar a imagem da Caixa de Crédito Agrícola em toda a região de atuação, ser parceiro das várias instituições e coletividades no sentido de fortalecer quer a imagem da Caixa, quer as nossas gentes, e para isso ter maior intervenção para alcançar maior quota de mercado, ou seja, crescer sem comprometer os princípios e valores a caraterística de Banco Cooperativo, melhorar a carteira de clientes, apostar nas empresas e nos empresários que criam riqueza nos nossos concelhos, ser competitiva na concessão de crédito habitação para fixar jovens na nossa região, sempre assente numa gestão em equipa, profissional, moderna e rigorosa na sua ação”, acrescenta.

“A nossa missão é contribuir para o desenvolvimento económico da nossa região, efetuando um serviço de grande responsabilidade social altamente competente. É esse o nosso foco”, garante a candidata.

 Susana Faria aposta também na “criação de um Conselho Consultivo, que integre pessoas com responsabilidades nos vários concelhos em que a Caixa atua, que reúna regularmente com vista a debater e definir linhas de orientação com base nas pretensões das populações, correspondendo às suas necessidades, dando resposta aos desafios da região e a cada um dos seus concelhos. Só assim seremos o verdadeiro Banco Cooperativo”, enfatiza.

Refira-se que este projeto alternativo tem tido uma grande aceitação por uma grande parte dos associados, que aplaude com satisfação esta geração cheia de vitalidade, e sente que a Caixa precisa de uma equipa nova que decida com uma efetiva proximidade às pessoas.  

Mais transparência, igualdade e democraticidade

Susana Faria reclama mais transparência no processo eleitoral, inferindo que “a listagem dos associados no pleno gozo dos seus direitos deveria estar perfeita e definitiva, requisito necessário para a regularidade do processo eleitoral, o que não se verificava” no dia 2 de agosto, data em que foi aberto o procedimento de apresentação e admissão de candidaturas para a realização de eleições para todos os órgãos sociais na CCAM de Terras do Sousa, Ave, Basto e Tâmega.

A candidata alega ainda que o Presidente da Assembleia Geral reconheceu, a 4 de agosto, que a “listagem estava expurgada de sócios que, de acordo com a lei, os estatutos e o regulamento eleitoral não deveriam lá constar”, mas mesmo assim manteve “inalterados os prazos para apresentação de listas”, o que merece críticas e reparos de Susana Faria e de vários associados. “É de fácil apreensão que um procedimento desta natureza prejudica, desde logo, qualquer lista proposta por 10% dos associados no pleno gozo dos seus direitos.É com essa listagem, definitivamente fixada, mas desatualizada, com sócios falecidos e empresas já extintas, que os candidatos ou proponentes devem contar para prepararem a admissão de uma candidatura”, constatou.

Para Susana Faria, isto “vicia o procedimento da admissão de listas candidatas, uma vez que não é a mesma coisa ter 28 dias ou 30 dias para encontrar cerca de 500 associados dispostos a subscrever uma lista”.

Outra crítica vai no sentido da interpretação “hermética” do regulamento eleitoral, pelo responsável da Assembleia Geral, que não promove a “transparência, igualdade e democraticidade”.

A listagem errada de associados e a recusa em facultá-la aos associados, que apenas a podiam consultar na da sede da CCAMTSABT, no horário de expediente, e não por outros meios, “assume uma dimensão protecionista do status quo, pois essa posição só beneficia uma eventual lista promovida pelo atual Presidente do Conselho de Administração”, não observando “os direitos dos associados”, conclui a candidata.

2 Comments

  1. VICTOR MANUEL DE SIMAS

    Quem nomeou o presidente interino ?

    Reply
  2. VICTOR MANUEL DE SIMAS

    Como cooperante, pretendo contribuir.
    Rogo envio do e.mail de Susana Faria .
    Obrigado num espirito cooperativo

    Reply

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